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Apóstolo de Aparecida

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  SEUS PAIS   


Leão Coelho de Almeida e Maria Sebastiana Alves
Moreira. Seu pai era natural de São João da Barra (RJ). Fez o curso de artes decorativas em Paris, na França. Não teve formação religiosa e por isso, não era um católico praticante. Tornou-se, porém, um católico fervoroso  em 1911,  após ter alcançado a promessa de colocar seu filho Vítor em colégio católico.

Comissão do Patrimônio Histórico Provincial.
Comissão do Patrimônio Histórico Provincial.
Professor Leão Coelho Almeida, aos 22 anos de idade, pai do padre Vítor.


Sua mãe, natural de Sacramento (MG), era uma mulher meiga e piedosa. Ambos se casaram na matriz de Sacramento, a 20 de janeiro de 1897, tendo 5 filhos. Leão foi professor primário na região do Triângulo Mineiro. A mãe faleceu ainda jovem, de tuberculose, e o pai Leão ultrapassou os 90 anos.

Vítor foi o segundo filho e teve uma infância atribulada. De temperamento extrovertido não foi uma criança dócil e piedosa, tornando-se a cruz de seu pai. Aos 7 anos esteve à morte por três dias, com febre alta que comprometeu seus pulmões. Em duas outras ocasiões a tuberculose ameaçou sua vida: em 1921, quando estudava Teologia na Alemanha, e em 1940, durante a santa missão na cidade de Ribeirão Preto (SP).

Aos 8 anos ficou órfão de mãe. Como seu pai não tinha como cuidar dele, pois lecionava na zona rural de Sacramento, entregou seu filho aos cuidados da avó materna que não conseguiu educá-lo.

Sem o amparo da mãe, tornou-se uma criança insuportável, aprendendo com os companheiros de rua todo tipo de travessuras. Seu primo padre e pároco de Bangu na cidade do Rio de Janeiro, Cônego Victor Coelho de Almeida, tomou-o consigo, mas também fracassou na tentativa de educá-lo.

Em 1911, o cônego internou o menino no Colégio Redentorista de Santo Afonso, em Aparecida. Seu pai ao receber essa notícia converteu-se, voltando à prática religiosa. Aconselhado por amigos, o senhor Leão havia feito uma promessa a Nossa Senhora Aparecida para conseguir colocar seu filho num Colégio. No Seminário Santo Afonso, levado pelo exemplo dos seminaristas e tocado pela graça de Deus, Vítor mudou de comportamento e, embora tivesse sido colocado no Seminário sem a vontade de ser padre, decidiu seguir a vocação de missionário redentorista. Após os estudos, recebeu o hábito redentorista em primeiro de agosto de 1917 e fez os votos religiosos na Congregação do Santíssimo Redentor, após o ano de Noviciado, em 2 de agosto de 1918, na cidade de Perdões (SP).

Iniciou os estudos superiores em Aparecida, e  em 1920, foi transferido para a Alemanha, para dar continuidade à sua formação. Foi ordenado padre em Gars am Inn, em 5 de agosto de 1923, voltando para o Brasil em setembro de 1924.


Padre Vítor trabalhou com muito zelo nas Santas Missões, na Rádio Aparecida e no Santuário de Aparecida. Foi um bom catequista, dedicando-se com amor às crianças. Não queria que elas sofressem o que ele sofreu por falta de formação religiosa. Durante 10 anos (1931 – 1940) dedicou-se, como missionário, à pregação das santas missões, revelando seu carisma extraordinário de pregador da palavra de Deus.

Anunciando a misericórdia de Deus, levou grande número de pessoas à conversão de vida. Seu carisma e fama atraía multidões. As crianças, especialmente, não perdiam a missãozinha especial para elas. Sabia despertar nas crianças e jovens o interesse pela vocação religiosa. Muitos missionários redentoristas, padres diocesanos e religiosos lhe devem a vocação.

Atingido gravemente pela tuberculose durante a grande missão na cidade de Ribeirão Preto (SP), em agosto de 1940, retirou-se em janeiro de 1941 para o Sanatório da Divina Providência, em Campos do Jordão (SP). Ali, sujeitou-se com resignação ao penoso tratamento da tuberculose, onde aprendeu com o Cristo Sofredor, o mistério da dor e da solidão. Esteve muito mal durante quatro anos (1941 a 1944), chegando a perder um dos pulmões. Ele atribuiu sua cura à oração do servo de Deus, Padre Eustáquio, que o visitou em 1943. No Sanatório ele transformou o ambiente, despertando nos doentes o amor à vida e muita confiança em Jesus Cristo e Nossa Senhora.

:: O encontro milagroso entre Padre Vítor e um santo beato

Em 1949, já curado, voltou para Aparecida, onde Deus lhe indicou um novo caminho de ser missionário: o anúncio da palavra de Deus no Santuário e na Rádio Aparecida. Iniciou, então, sua missão de pregador carismático da palavra convertedora aos romeiros. Incentivou a fundação da Rádio Aparecida, e desde sua fundação em 1951, foi sua voz profética durante 36 anos. Seus assuntos prediletos eram: Catequese, Sagrada Escritura, formação de comunidades rurais, saúde pública, sanitária e Doutrina Social da Igreja. A audiência cativa de seus programas era enorme.

O povo o chamava de santo já em vida. Mas ele lutou muito contra seu gênio agressivo e extrovertido, herdado de sua avó paterna, natural de Champagne, na França, a senhora Victorine Cousin. Humilde, sabia pedir perdão, o que fez muitas vezes em público. Considerava-se indigno de ser sacerdote por causa do mau comportamento de sua infância. Costumava dizer:

“Sou filho da Misericórdia de Deus. Ele me tirou do lodo, de lá de baixo, para me colocar em alto na vocação sacerdotal”.

Foi nessa direção que desenvolveu toda sua vida espiritual e seu zelo apostólico. Fé inquebrantável, conformidade com a vontade de Deus, dedicação e fervor na oração e ardor no zelo da salvação das almas. Com grande unção procurava incutir nos seus evangelizados a mesma confiança na misericórdia de Cristo e de Maria.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida foi a força de sua piedade pessoal e de seu zelo na prática da vida religiosa. Tornou-se muito admirado pelo povo, especialmente dos devotos de Nossa Senhora Aparecida. Os romeiros que vinham a Aparecida, depois de satisfazerem suas devoções a Nossa Senhora, não dispensavam a palavra e a bênção do Padre Vítor Coelho. 

Foi por meio dele que a Consagração a Nossa Senhora Aparecida ganhou repercussão nacional.

A primeira exibição da Consagração foi num programa da mesma rádio no dia 30 de maio de 1955, mas se popularizou um ano depois, em 1956, com o Padre Vítor Coelho de Almeida, que havia escrito a primeira fórmula da oração.

:: Tradição da Consagração à Mãe Aparecida

Padre Vítor faleceu em plena atividade apostólica, em Aparecida, no dia 21 de julho de 1987, aos 87 anos de vida.

Os restos mortais de Padre Vítor encontram–se na Capela do Memorial Redentorista em Aparecida (SP), onde muitos devotos fazem seu momento de oração, pedindo e agradecendo a intercessão do Servo de Deus.


Devotos rezam junto do túmulo na capela do Memorial.


::  Tour Virtual 360º - Memorial Redentorista 


Desde 2012, Missionário Redentorista Padre Vítor Coelho de Almeida é homenageado pelo Santuário Nacional de Aparecida com a Romaria que leva seu nome. A primeira edição foi preparada para celebrar os 25 anos de seu falecimento, promovendo um momento especial que refaz a memória de suas virtudes, de seu valor e de tudo aquilo que ele representa para o povo brasileiro.

A cada ano, a Romaria Padre Vítor torna-se mais popular, atraindo devotos para os quatro dias de oração, incluindo o Tríduo de Preparação, onde são revelados o carisma e as obras de Padre Vítor, além de sua fervorosa devoção a Nossa Senhora Aparecida.  

Deste em intenção do Servo de Deus, que já possui aberto seu processo de beatificação junto à Congregação para as Causas dos Santos, na Santa Sé.

Com esta oração, você pode fazer a Novena para pedir à Santíssima Trindade a beatificação do Servo de Deus Padre Vítor Coelho, e a graça particular que você necessita.


  Oração pela Beatificação  

Deus, Pai de bondade e misericórdia, que concedestes ao Padre Vítor Coelho o dom de anunciar a Palavra da Salvação com piedade e unção, concedei-me a graça de seguir o seu exemplo de fé e confiança na misericórdia de Deus e na intercessão de Maria, sua Mãe, para obter minha conversão pessoal.

Peço, ó Trindade Santa, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, a beatificação do vosso servo fiel, Pe. Vítor Coelho, para vossa maior honra e glória.​

Peço-vos ainda, com profunda fé e confiança, que me concedais, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida e de seu servo, Pe. Vítor Coelho, a graça particular de que tanto preciso (mencionar a graça desejada). Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Ao final, rezar três Glórias ao Pai e uma Ave-Maria.​​

Se você alcançou alguma graça, escreva-nos contando:

Caixa Postal 01 - CEP: 12.570-970 - Aparecida – SP
E-mail: padrevitorcoelho@gmail.com


 Abertura

 Entrevista sobre o Clube dos Sócios

Consagração a Nossa Senhora Aparecida

Descrição da Festa de Nossa Senhora Aparecida

Entrevista sobre a infância e o despertar de sua vocação

Os ponteiros apontam para o infinito

Causa de Beatificação de Padre Vítor Coelho de Almeida

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Por Redação, em Redentoristas

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