Por Redação A12 Em Artigos Atualizada em 16 OUT 2018 - 09H15

O que você quer ser quando viver?


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Existiu uma época, não muito remota, em que não se vivia por mais de 30 anos. Depois, estendeu-se para 40, 50, 60 anos... e agora não é estranho que a vizinha já esteja na casa dos 100. Antes, talvez, não se vislumbrasse tempo suficiente para pensar, planejar e sonhar em desfrutar estes prolongados anos. Eles não estavam no escopo das perspectivas. Um velho ditado diz: “Se a vida lhe der limões, faça uma limonada”. Transforme esse ditado em: “Se a vida lhe dá tempo, viva!” Mas viva bem, com qualidade, com saúde; viva! Talvez você acredite que viver assim seja ter sorte. Talvez você pense que saúde se tem somente até não se ter mais. Talvez você nem pense sobre a saúde. Geralmente é assim, até que seja tarde demais.

A vida é demasiadamente preciosa, e o tempo passa rápido demais para que você passe mais um dia evitando pensar no assunto; evitando refletir sobre tudo aquilo que você pode fazer para seu próprio bem, para que possa desfrutar, sem medo.

Leia MaisRostos do Laicato: A realidade do idosoEntão vamos parar com as desculpas esfarrapadas, certo?

Idade nunca foi e nunca será um empecilho. Se você é esse tipo de pessoa que se acha velha demais para mudar, saiba que o problema não está em sua idade, mas em sua cabeça.

Pouco dinheiro? Andar é gratuito. Não comer ou beber porcarias gera economia. Ninguém quer que você banque a “burguesinha”, que malha o dia inteiro e só ingere alimentos fit de marcas supervalorizadas.

Pouco tempo? Talvez essa seja a desculpa mais convincente e mais difícil de rebater. Ter tempo dá trabalho. São-se necessárias uma revisão das prioridades e uma melhora na auto-organização. O tempo existe, acredite. Mas você vai precisar garimpá-lo, pois com certeza não vai querer chegar à sua melhor idade – e isso não é a tentativa de (re)emplacar o velho clichê – odiando-se por não ter encontrado esse tempo enquanto podia.

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Outras desculpas podem lhe vir à mente; como não há espaço para rebatê-las todas, exercite fazer isso por conta própria. Imagine-se pelos próximos meses e anos; pense em como quer estar fisicamente, como quer estar emocionalmente, quais lugares quer visitar, quais pessoas almeja conhecer. Imagine tudo o que puder. Faça planos. E então pergunte-se quais as probabilidades de seu estilo de vida atual permitir que tudo isso aconteça.

Se você tem aquela péssima preocupação que consiste em viver o agora sem pensar no depois – pois o agora é só o que você tem – saiba que, daqui sei lá quantos anos, também vai existir um agora que você não terá condições de aproveitar por causa dos “agoras” que já farão parte do passado.

Experimente boas práticas com seu próprio corpo, mente, alma. Torne-se gentil com a pessoa que você vê no espelho. Essa é a pessoa que está no controle de sua vida, é a pessoa que você encontrará nos reflexos até seu último dia de vida neste mundo. Ame-a, proteja-a. Comece aos poucos, com atitudes pequenas, siga seus instintos. Logo, nenhum cuidado será por esforço, mas um estilo de vida prazeroso, saudável e sustentável.

Caiene Cassoli

Autora do livro “O poder de mudar hábitos” (Editora Ideias e Letras)

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