Por Everton Lucas Em Crescendo na Fé Atualizada em 26 SET 2017 - 15H02

Mães, a vocês, nosso muito obrigado!

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O mês de maio tem suas características muito fortes e próprias. Começamos com um feriado, o do dia do trabalhador, comemoramos o dia do Sol, o dia das comunicações, o dia nacional da Matemática... Mas o que gostaria de frisar hoje são dois motivos pelos quais temos o costume de celebrar e que se cruzam perfeitamente, pois são motivos que nos levam a agradecer, principalmente nós católicos. Em maio celebramos o dia das mães e também celebramos o mês inteiro agradecendo à Mãe das mães, Maria.

Teria todos os motivos do mundo para, nesse texto que você está lendo, cantar um hino de amor às duas mulheres que mais amo na vida, a minha mãe e a Mãe de Jesus, que por coincidência, ou melhor, providência é também minha mãe. Tenho imenso orgulho de pronunciar com minha boca e através dessas letras que sou muito abençoado em ter duas mães maravilhosas, uma cuidando de mim na terra e outra lá do céu. Peço a você permissão para sair um pouco de um modelo formal de texto e partilhar um pouco sobre minha experiência de ser filho de duas mães.

Recordo-me muito bem que, quando era criança, todos os dias quando chegávamos à escola, as professoras reuniam todos os alunos ao redor de uma imagem de Nossa dos Remédios, e juntos cantávamos: “Mãezinha do céu eu não sei rezar...”. Hoje, com nostalgia me recordo desses momentos que eu nem sabia direito o significado, mas sabia de sua importância, e ali eu já criava um imenso amor por Maria, ou Mãezinha. Ainda com emoção me recordo do tempo de minha infância, da voz, mesmo desafinada, de minha mãe, a me embalar quando um pesadelo tirava meu sono, ou mesmo quando somente precisava daquele canto que acalmava o coração e me trazia a paz.

Acredito que todos nós, temos muitas lembranças e histórias boas pra contar que vivemos com nossas mães. E mais ainda temos pra contar quando com elas temos uma experiência de fé com Deus.

Tão pequena é a palavra MÃE, tão grande é o significado que tem em nossa vida. Imagine aí agora, você frente a frente com Jesus... Faça então pra ele a seguinte pergunta: Qual o significado que sua mãe tem na sua vida?

 

"Deus, à cada mãe, dá o poder divino de gerar, cuidar, proteger, abençoar e ensinar." 

Nesse momento, me imaginando nessa situação, perguntando isso a Jesus, chego a me emocionar. “Chegando a plenitude dos tempos Deus enviou Seu Filho, NASCIDO DE UMA MULHER... A fim de recebermos a filiação adotiva”(Gl 4, 4-5). Deus poderia muito bem e com toda facilidade encarnar-se por seu próprio poder sem precisar de mediação humana alguma. No entanto, Ele escolheu vir ao mundo pelo ventre de uma mulher, desejou ser amamentado, educado, estar sobre os cuidados de uma mãe. Uma menina mulher, escolhida por Deus, para Ela gerar, dar à luz e trazer-lhe ao mundo, porque Ele mesmo quis ter uma mãe! E assim aconteceu.

Ao me imaginar perguntando a Jesus sobre Sua mãe, começo também a imaginar qual seria Sua resposta. Nós temos um pouco de dificuldade para visualizar como seria o relacionamento de Cristo com sua mãe. Isso se dá porque temos poucas narrações bíblicas sobre essa relação. Mas as que temos, percebemos o quanto existia uma relação de amor e de respeito.

Vamos imaginar juntos... Maria ensinando Jesus a falar suas primeiras palavras, ensinando a andar, ela se angustiando porque seu Menino se perdeu, o que se passava em sua cabeça sabendo que havia dado a luz ao Filho de Deus. Foi ela mesma o primeiro sacrário, a que carregou dentro de si o Divino, e mesmo tendo consciência disso não quis se fazer grande, mas sim a “Serva do Senhor”.

Deus dá a cada mãe um pouco de Sua missão. Deus, à cada mãe, dá o poder divino de gerar, cuidar, proteger, abençoar e ensinar. Muitas mães talvez nem tenham consciência de sua missão enquanto geradoras da vida. O processo de gestação vai muito além da procriação ou dos nove meses de luta e desconforto, esse processo dura uma vida inteira, curta ou longa, dura a vida que deve ser vivida.

Hoje, o Jovens de Maria homenageia e agradece às mestras do cuidado, àquelas que abdicaram de quase tudo pra nos trazer ao mundo, àquelas que por nove meses carregaram o peso de dois, àquelas que não se incomodaram com os chutes na barriga, enjoos ou desejos inesperados na madrugada, àquelas que choraram a dor do parto mas sabiam que aquelas lágrimas de dor trariam a vida, àquelas que perderam o sono com o ensurdecedor chorar de uma criança, àquelas que, chegando cansadas do trabalho, ainda tinham disposição para ensinar o dever de casa, àquelas que se dedicam todo dia, que suam, choram, se emocionam, ficam chateadas, são chatas, são meigas, são orgulhosas, são bravas, são guerreiras, são palhaças e são duras. A elas que são tudo na vida de seus filhos, a elas que sempre nos deixam com a boca vazia de palavras e os olhos cheios de emoção quando temos que fazer alguma homenagem.

A você, Mãe, Maria, Renata, Marli, Glória, Márcia, Fátima, Regina, Vicência, Gilnar, que deram um pouco de si e tudo do que precisamos, que Maria, a Mãe das Mães, possa a cada momento estar intercedendo por todas vocês junto ao Seu Filho Jesus, pela saúde de vocês, pela missão e pelo SIM que também deram a Deus. Não somente hoje, mas que sempre continuem sendo a mão de Deus na vida de seus filhos, pois o Pai precisa de vocês para cuidar daqueles que Ele lhes confiou. Amém!


Escrito por
Everton Lucas (Fotos Everton Lucas)
Everton Lucas

Apresentador e estudante de comunicação.

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