O Dia da Consciência Negra é celebrado no dia 20 de novembro. A data é considerada feriado nos estados de São Paulo, Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro.
A data faz referência à morte do Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, uma data que celebração e de conscientização sobre a força, a resistência e o sofrimento que a população negra viveu e ainda vive no Brasil desde a colonização.
A Professora Maria Regina, da Pastoral Afro da Arquidiocese de Aparecida e Claudinei Correia, Presidente do Conselho de Promoção de Igualdade Racial de Aparecida falam sobre a importância de celebrar este dia que relembra uma parte fundamental da história do nosso país.
“Esta data foi pensada por um grupo de professores e jornalistas no Rio Grande do Sul, em 1971. Os movimentos brasileiros foram organizados em 1971 e adotaram o nome Zumbi dos Palmares, porque simbólica e historicamente, se refere a morte de Zumbi, ele que foi assassinado pelos bandeirantes Domingos Jorge Velho em 20 de novembro de 1695. Um fato interessante é que a cidade de Aparecida foi a segunda cidade do estado de São Paulo a decretar o feriado nacional no dia da consciência negra, desde 2006 é feriado na cidade”, revelou Claudinei.
A professora Maria Regina, destaca quais são as principais lutas do movimento negro no Brasil e fala em "reconstruir a história".
“As principais lutas, sem dúvidas, são contra o racismo estrutural e institucional, além do empoderamento, tanto da mulher como do homem. Estamos à margem da sociedade e é uma busca para reconstruir a nossa história. Precisamos recontar a nossa história, nós precisamos fazer com que as crianças conheçam a nossa história, afinal o que é passado para elas não condiz com todos os nossos conhecimentos. Se pegarmos os livros didáticos, veremos somente o negro no tronco levando chicotada. Nosso trabalho hoje, no movimento, é a desconstrução, nós precisamos desconstruir tudo isso.”

“A cidade de Aparecida tem um fator muito diferenciado que não podemos deixar de falar. Em cada canto da nossa cidade temos um altar a Nossa Senhora Aparecida, um altar a São Benedito, santos negros do nosso povo brasileiro. O povo aparecidense é acolhedor, e vamos juntos construir ações anti-racistas na cidade de Aparecida. Temos o apoio da população e com um conselho eficaz é extremamente importante que nossos governantes com nossos legisladores estejam atentos para esta luta”, conta Claudinei ao mencionar o trabalho dos movimentos regionais.

Confira a entrevista na íntegra:
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