Por Campanha dos Devotos Em Notícias

Acolhe Jesus quem O anuncia!

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Hoje é impossível não ter na mente a estrela quando pensamos no Natal. Faz parte de nossa cultura. Quem sabe para muitos não passa de um apelo comercial: lembra o presente que espero ganhar ou doar a alguém. Evoca o tão esperado tempo das compras. Mas, estaria esvaziada de seu profundo sentido e riqueza se a estrela não passasse desse chamariz comercial!

No entanto, quanta riqueza para nossa fé se não arrancamos a estrela natalina do seu verdadeiro tronco, de onde ela de fato nasceu. Em seu Evangelho, diz-nos São Mateus que, por uma estrela, magos ou sábios foram guiados até Jesus, o Menino Jesus, logo que nascera. E os magos eram pagãos. Buscando Jesus, estavam proclamando que o Salvador estava vindo também para eles, para a inteira humanidade, e não só para o povo eleito, para os judeus.

Os magos passam por Jerusalém, a capital dos judeus. Aí a estrela some, sinal de que ali não Se encontrava Quem procuravam. Perdidos e sem rumo, procuram se informar: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2). Informados de que Belém era o berço do Messias, retomam a caminhada: “Partiram. E a estrela que tinham visto no Oriente ia à frente deles até parar sobre o lugar onde estava o Menino. Ao observarem a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande” (v. 9.10).

Que maravilha, a estrela natalina é para apontar Jesus a “pagãos” e levá-los até Ele! Para levar todos nós, a humanidade, até Jesus!

Mas, para quê? “Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois, abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra” (v. 11).

Ajoelhar-se diante d’Ele e O adorar! De pagãos, sem rumo existencial, sem um sentido mais profundo para a vida, encontram o Tudo, por Quem tudo valia! Ajoelhar-se e adorar: experimentam o próprio nada, mas diante do Tudo que os podia preencher! Têm-No, a partir de então, como sua própria vida! A partir d’Ele, tudo o mais, até a própria vida, ou ganha um sentido com Ele, ou não passa de vaidade, de absurdo, de lixo, de nada sem Ele!

Ao Menino seus “presentes”, e “retornaram para a sua terra” (v. 12). E a estrela-guia? Continuava em seu posto, “sobre o lugar onde estava o Menino” a apontar Jesus a todos, até ao último representante da humanidade.

E os sábios “retornaram” vazios? Exatamente o contrário: plenos de Jesus, da Luz, sim Ele era e é a Luz da Qual a estrela era sinal. Aprendendo com a estrela, os magos partem para ser como que estrelas para seus irmãos, seus países, para todos. Quem “adora” Jesus e acolhe-O em sua vida não aguenta guardá-Lo só para si. Põe-se a apontá-Lo a outros. Sua “adoração” consuma-se ao levar outros até Jesus para igualmente O adorar, adotá-Lo como seu Deus, seu Tudo!

Nossa Senhora acolheu a Luz em Sua vida, mais que em Seu ventre. Tão logo A abrigava em Si, levou-A a Isabel e Zacarias. Como estrela, leva todos nós até Ele para O adorarmos!

Deixemo-nos guiar pela estrela até Jesus! Como Maria e os magos, façamo-nos estrelas-guia na vida dos que ainda continuam sem nada, sem Ele, o Tudo. E mais, que a Mãe faça de nós Sua Família, Família de estrelas que, a partir de Seu Santuário, apontem Jesus para novos irmãos que, por sua vez, façam-se estrelas-guia para outros e outras! Assim, que Jesus, nosso Tudo, seja Tudo para todos sem exclusão de ninguém, amém!

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