A celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja. É na Missa que a comunidade se reúne para escutar a Palavra de Deus, celebrar a morte e a Ressurreição de Jesus e receber o alimento que sustenta a vida cristã.
Vamos, então, refletir sobre o primeiro mandamento da Lei da Igreja:
“Participar da Santa Missa inteira nos domingos e festas de guarda.”
“O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como dia de festa de preceito por excelência.”
Catecismo da Igreja Católica, n. 2177
Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. Por isso, desde o tempo dos apóstolos, os cristãos se reúnem aos domingos para celebrar a Páscoa de Cristo. Cada Missa dominical torna presente o mistério de sua morte e Ressurreição e recorda que, por meio dele, recebemos uma vida nova.
O domingo também é chamado de “oitavo dia”, porque aponta para a nova criação inaugurada por Cristo e para a vida eterna. Assim, participar da Eucaristia dominical não é apenas cumprir uma norma, mas renovar a fé, alimentar a esperança e fortalecer a comunhão com Deus e com a Igreja.
Os mandamentos da Igreja apresentam o mínimo necessário para preservar a vida de oração, o crescimento espiritual e o amor a Deus e ao próximo. Eles não devem ser entendidos como obrigações isoladas, mas como orientações que ajudam o cristão a permanecer no caminho da fé.
Cumprir esse mandamento não se resume a estar fisicamente presente na igreja. É necessário que cada cristão participe de maneira consciente, ativa e devota, escutando as Sagradas Escrituras, respondendo às orações, acompanhando os gestos litúrgicos e refletindo sobre o Evangelho.
A participação ativa não significa que todos precisam exercer alguma função no altar, cantar no coral ou realizar uma leitura. O fiel também participa verdadeiramente quando reza com atenção, acolhe os momentos de silêncio, une sua voz à assembleia e oferece a própria vida a Deus.
Para o missionário redentorista, padre Inácio Medeiros, C.Ss.R., quando o cristão participa ativamente da Santa Missa, atesta sua comunhão na fé e testemunha a santidade de Deus e sua esperança na salvação.
“O primeiro Mandamento da Lei da Igreja explicita o primeiro mandamento da lei de Deus: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’, ou seja, se nós amamos Deus sobre todas as coisas, então aprendemos a reservar parte do nosso tempo para o culto a Ele”, afirmou padre Inácio.
A relação apresentada pelo missionário recorda que a participação na Missa deve nascer do amor a Deus. Na formulação catequética, esse preceito da Igreja concretiza especialmente o terceiro mandamento da Lei de Deus: santificar os domingos e festas de guarda.
Padre Inácio acrescentou que o fiel precisa participar da celebração de maneira consciente, unindo sua vida ao único Sacrifício de Cristo, que se torna presente sacramentalmente no altar.
Na Eucaristia, o fiel oferece a Deus suas alegrias, dificuldades, trabalhos, orações e sofrimentos. Desse modo, aquilo que é vivido durante a semana também é colocado diante do Senhor e unido à oferta de Jesus.
O preceito dominical pode ser cumprido tanto na Missa celebrada no próprio domingo quanto na celebração realizada na tarde ou na noite do sábado. O mesmo princípio vale para as festas de guarda: o fiel pode participar da Missa no próprio dia ou na tarde do dia anterior.
Existem situações graves que podem impedir a participação, como doença, falta de sacerdote, necessidade de cuidar de uma pessoa enferma ou outra obrigação que não possa ser adiada. Nesses casos, não existe culpa pela ausência. Recomenda-se, quando possível, participar de uma Celebração da Palavra ou reservar um tempo para a oração pessoal ou em família.
Além dos domingos, a Igreja estabelece algumas festas de preceito. O calendário universal inclui o Natal do Senhor, a Epifania, a Ascensão, o Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Santa Maria, Mãe de Deus, a Imaculada Conceição, a Assunção de Nossa Senhora, São José, os Santos Apóstolos Pedro e Paulo e Todos os Santos.
No Brasil, algumas dessas celebrações são transferidas para o domingo ou seguem determinações próprias do calendário litúrgico aprovado para o país. Por isso, o fiel deve observar as orientações de sua paróquia e de sua diocese.
Santificar o domingo também envolve reservar tempo para o descanso, a convivência familiar, a oração e as obras de caridade. A Missa ocupa o centro desse dia e ajuda o cristão a levar para toda a semana a Palavra que escutou e a comunhão que celebrou.
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Fonte: CIC
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