Por Da redação Em Jornal Santuário

A devoção à Nossa Senhora

Muitos devotos de Maria gostam de ter diariamente com ela um momento de intimidade ou uma conversa amigável. Esses momentos são tantas vezes informais e discretos. Simplesmente acontecem. São momentos muito humanos e espirituais. Vêm mais do coração do que da cabeça. Talvez a conversa aconteça, porque notamos uma imagem ou um quadro de Maria que guardamos em casa, ou estamos assistindo a um programa religioso no rádio ou na TV e escutamos algo sobre Maria, ou ouvimos um cântico dedicado a ela. De repente estamos falando familiarmente com ela. Não há cerimônia. Simplesmente acontece como acontece entre amigos. É um sinal do carinho que sentimos por ela, e ela por nós. É um diálogo de amor. Devemos parar por um momento e ficar na sua presença quando isso acontece. É um momento de comunhão dos Santos. É um momento rápido de contemplação, quando entramos no interior de Maria. É um momento de amor mútuo.

Qual seria o coração dessa conversa íntima com Maria? Maria é aquela mulher e mãe que fica diante do trono de Deus para interceder por nós. E, muitas vezes, ela é nosso último refúgio. “Quando mais nada funciona, então, vá a Maria”, disse Santo Afonso. Quando parece que há medo ou vergonha de falar diretamente com Deus, então podemos ir a Deus por Maria. Tenho certeza de que alguns teólogos teriam um problema sério com essa colocação. Mas Santo Afonso, também teólogo e doutor da Igreja, não teve nenhum problema com ela.

Maria é uma mãe e intercessora exemplar, e devemos então, em nossa devoção, buscar estar na sua presença em quaisquer apuros. Maria é, nesse sentido, a porta de acesso a Deus e às suas graças. A devoção está na procura de Maria para amá-la, agradecer e pedir que interceda por nós. É um meio para aqueles que sentem certo medo de Deus e, por isso, procuram Maria-Mãe sem medo, porque ela não vai recusar-se a interceder por eles a Deus. Devo frisar que essa devoção, se for autêntica, deve levar-nos a ficar diante de Deus e a buscar sua vontade e a conversão. Maria dirige-nos para Deus, e diante de Deus assumiremos compromisso de amor, de conversão e de serviço na comunidade.

Padre Lourenço Kearns, C.Ss.R
Extraído do livro Oração Cristã, Editora Santuário

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