Por Da redação Em Jornal Santuário

Agricultura e pecuária são grandes sustentáculos econômicos para o Brasil

O novo ministro da Agricultura, Neri Gueller, que tomou posse no último dia 18, disse que pretende reestruturar alguns setores críticos do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, como o departamento de logística e a Secretaria de Defesa Agropecuária e ter um vínculo forte com os fiscais agropecuários, reforçando a área. O ministro, assumiu o lugar do ex-ministro Antônio Andrade.

Foto de: Antônio Cruz / Agência Brasil

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Agricultura e pecuária trazem ótimos resultados para
economia, seja na produção em larga escala, ou na
agricultura familiar

Além das restruturações de determinadas áreas, ele reforça a discussão e o fortalecimento do Plano Safra 2014/2015, além da ampliação e abertura de mercados para a agroindústria, ou seja, produtos industrializados com valor agregado, para que o mundo possa, efetivamente, sentir confiança no Brasil e que a grande segurança alimentar passa necessariamente pela produção nacional.

O ministério ajustou a projeção de valor bruto da produção agropecuária (VBP), estimando que ela encerrará 2014 em R$ 445,7 bilhões. Se alcançado, o valor representará recorde histórico na receita com lavouras e atividade pecuária no Brasil. A nova estimativa, que tem março como referência, representa crescimento de 1,8% com relação a 2013, quando o VBP foi R$ 437,99 bilhões. O VBP é uma estimativa da geração de renda no meio rural, incluindo lavouras e rebanhos, e tem sua previsão atualizada mês a mês pelo órgão.

A maior parte da receita em 2014 deve vir das lavouras, como ocorre tradicionalmente. Segundo estimativa do ministério, elas devem gerar R$ 293,43 bilhões em riquezas. Já o valor arrecadado com a pecuária deve alcançar R$ 152,3 bilhões.

O VBP das lavouras deve ter aumento de 3,2% em relação a 2013. Entre as culturas que devem ajudar a garantir o aumento estão algodão, pimenta-do-reino, laranja, cacau, mandioca, banana, café, maçã e soja. Já o valor da pecuária deve ter leve decréscimo de 0,8%. Há previsão de aumento de receita com carne bovina (alta de 16,2%) e suína (10,9%). No entanto, a estimativa é decréscimo na arrecadação com ovos (-30,5%), com frango (-16,2%) e com leite (-6,2%).

O valor bruto da produção agropecuária é calculado com base nos levantamentos de safra feitos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Destaque do setor produtivo

De acordo com a Agência Brasil, a agropecuária foi o destaque do setor produtivo brasileiro no ano passado.

Entre os fatores que levaram ao crescimento da agropecuária em 2013, estão os aumentos das safras de soja, milho, fumo e arroz. De acordo com Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a soja teve aumento de 23% no ano, enquanto a produção do milho 9 %.

“Lembrando que 2012 e 2013 foram anos muito prejudicados por fatores climáticos. Foram anos nocivos à lavoura, principalmente 2012 com a seca etc. Também houve um crescimento importante na soja, que representa 20% da lavoura”, disse a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Agricultura familiar sustenta 30 milhões

Mesmo com cada vez menos gente vivendo no campo, a agricultura familiar é responsável pelo sustento de ao menos 30 milhões de brasileiros que vivem em ocupações rurais. No entanto, há, entre eles, um baixo nível de educação e a remuneração média é menor do que o salário mínimo. Boa parte (75%) do contingente de trabalhadores não remunerados é composta por mulheres. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que tem por base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

De acordo com a pesquisa, 43% da população rural não é remunerada. “A população rural é estimada em 30 milhões de habitantes. Isso corresponde a pouco mais de 16% da população brasileira. É maior do que a população de muitos países do mundo, mas que, por uma falha histórica do Estado, acaba ficando sem qualquer tipo de vínculo trabalhista, direitos e garantias sociais ou qualquer acesso a bens e serviços”, explica a coordenadora de área de desenvolvimento rural do Ipea, Brancolina Ferreira.

A baixa qualidade da educação prejudica sensivelmente a qualidade de vida da população rural e o desempenho da agricultura familiar como um todo, “tanto em termos de produção, acesso e uso de novas tecnologias, como por não dar a eles conhecimentos sobre como reivindicar o que precisam”, avalia a pesquisadora.

As mulheres, segundo a pesquisadora, constituem um grande contingente (75%) dos trabalhadores não remunerados que fazem parte da população economicamente ativa. “São mais de 4 milhões de mulheres e pouco mais de 2 milhões de homens nessa situação”, informou Brancolina.

Segundo ela, a alta concentração de terras no Brasil é um dos causadores dos problemas vividos pela população rural. “Os dados deixam claro que a terra continua concentrada nas mãos de poucos, e que as formas de acesso a ela são ainda provisórias e precárias”, disse a pesquisadora.

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