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Anvisa dá sinal verde para vacina contra da dengue

Diante da epidemia de dengue que o país vive, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da primeira vacina contra a doença. A Dengvaxia, nome atribuído à vacina, foi produzida em laboratórios franceses e tem proteção contra os quatro tipos de vírus. A novidade tem gerado algumas dúvidas e questionamentos sobre o público e a eficácia das doses.

Foto de: EBC

Dengue

Vacina não combate os vírus da Zika e Chikungunya

A vacina foi aprovada para uso pediátrico e adulto, dos nove aos 45 anos de idade. Os limites de idade foram determinados com base, principalmente, nas informações de segurança da vacina, obtidas durante a realização dos estudos clínicos. Para crianças com menos de nove anos, o risco de complicações mais sérias ainda não foi determinado e para aqueles com mais de 45 anos de idade, não há dados suficientes para garantir a segurança da vacina.

O esquema de vacinação aprovado consiste de três injeções a serem administradas em intervalos de seis meses. A vacina começa a fazer efeito a partir da primeira dose. No entanto, a eficácia só foi demonstrada após a aplicação das três doses.

Ela é constituída por vírus vivos atenuados obtidos por tecnologia de DNA recombinante, combinando o vírus atenuado da febre amarela e os quatro sorotipos dos vírus da dengue. A vacina é contraindicada a gestantes ou mulheres que estejam amamentando, alérgicos aos princípios ativos da fórmula, portadores do HIV ou que estejam com alguma doença aguda.

A vacinação não é um substituto para a proteção contra o transmissor da doença. Devem ser tomadas as precauções apropriadas para prevenção das picadas de Aedes Aegypti, incluindo o uso de repelentes, roupas adequadas e redes de proteção o inseto.

A vacina apenas oferece proteção contra a dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus da dengue. O mosquito transmissor da dengue é ainda responsável pela transmissão de outros vírus, como o Zika e Chikungunya, para os quais a vacina contra a dengue não oferece proteção.

Outro contraponto é que a eficácia da vacina que é considerada baixa, de pouco mais de 65%. Entretanto, os estudos mostraram que as doses são capazes de proteger aos casos mais graves da doença.

 

 

 

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