Por Pe. José Luis Queimado, C.Ss.R. - Jornal Santuário Em Artigos

CNBB e seus críticos “imberbes”

Devido aos constantes ataques que os bispos da CNBB vêm sofrendo nas Redes Sociais e nos espaços de comentários dos grandes sites e portais (locais que se tornam cada vez mais sanguinolentos e macabros, diga-se de passagem), gostaríamos de acompanhar o trecho a seguir retirado do Decreto Christus Dominus, que trata sobre o múnus pastoral dos bispos na Igreja, para prosseguir com a nossa reflexão.

Os Bispos, como legítimos sucessores dos Apóstolos e membros do colégio episcopal, considerem-se unidos sempre entre si e mostrem-se solícitos de todas as igrejas, pois cada um, por instituição divina e por exigência do múnus apostólico, é responsável por toda a Igreja, juntamente com os outros Bispos.”

“Abracem com espírito fraternal e prestem ajuda sincera e eficaz, sobretudo àqueles Bispos que, pelo nome de Cristo, são caluniados e perseguidos, encontram-se encarcerados ou se vêm impedidos de exercer o seu ministério, para que as dores que eles sofrem, sejam aliviadas e suavizadas com a oração e a ajuda dos seus irmãos.”

Assim sendo, queremos perguntar de onde vem esse crescente fanatismo dentro de nossa Igreja. Jesus Cristo se deparou muitas vezes com esse fundamentalismo avassalador na religião em que foi criado. Ao propor novos caminhos de libertação ao seu povo, foi visto como desordeiro, louco e blasfemo. Os fanáticos jamais entendem uma proposta diferente com lucidez, pois estão inquebrantavelmente ligados à sua ideia peremptória.

Mas o que nos deixa boquiabertos, hoje, é saber que a maioria dos “fariseus” raivosos e caçadores de hereges são adolescentes e jovens que detêm o poder da comunicação. Comandam as Redes Sociais e os debates acirrados nos espaços de comentários dos grandes sites. Adolescentes e jovens católicos, com uma prepotência cada vez maior, ao ponto de desafiar o conhecimento e a autoridade de bispos e padres que dedicam uma vida toda à evangelização e que estudam profundamente a Doutrina e a Tradição da Igreja.

Por ler um escrito completo de qualquer Papa, essa parcela da juventude começa a blasonar-se no seu ego inflado, pensando ser a maior autoridade no assunto. Adolescentes e jovens católicos que parecem papagaios do mundo digital, reproduzindo qualquer discurso vindo de variados gurus do ódio espalhados pela Web. Poucos gostam de ler e de se informar, pois o caminho dos estudos é muito árduo, e por isso dedicam o tempo a escarafunchar os documentos da Igreja à procura de “provas” para suas ideias fixas e para tranquilizar o espírito mordaz e ferino.

E é evidente que não são somente jovens e adolescentes os baluartes do fanatismo religioso pós-moderno, afinal, adultos bem formados e informados também promovem atitudes hostis às autoridades da Igreja.

Questionar, exigir e fiscalizar são atitudes essenciais de um cristão, mas declarar guerra aos dirigentes da Igreja é bombardear os próprios muros da Instituição. E é esta a situação atual dos sucessores dos apóstolos: perseguidos pelo jovem “Império Romano” que se fortalece no bojo da Igreja.

Padre José Luís Queimado, C.Ss.R., é diretor do Portal A12.com

Escrito por
Pe. José Luis Queimado, C.Ss.R. (Arquivo Santuário Nacional)
Pe. José Luis Queimado, C.Ss.R. - Jornal Santuário

Redentorista, formado em Filosofia e Teologia. Pesquisador das Sagradas Escrituras e História. Acumulou experiência nas Missões Populares e no Santuário Nacional de Aparecida.

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