Por Pe. José Carlos Pereira Em Artigos

Confiança

Deixe que Jesus esteja no leme de sua vida que ela seguirá no rumo certo; mas isso não significa que você não terá que enfrentar tempestades, dificuldades, sofrimentos.

Ter Jesus no comando não significa ausência de tempestades e turbulências, significa que teremos a coragem e a força necessárias para enfrentá-las e vencê-las. Ele não prometeu uma vida isenta de sofrimento, plena de paz e em constante calmaria. Isso não é para esse mundo, isso é para a eternidade, junto dele no reino do céu. Ele prometeu estar conosco em todos os momentos, até o fim dos tempos, inclusive nos momentos mais difíceis, nos momentos em que parece que nosso barco vai ser engolido pelas fortes ondas ou pelas tempestades.

Então, por que é que muitas vezes achamos que o nosso barco vai naufragar? É porque ainda não cremos firmemente que ele está conosco nos protegendo e fortalecendo. Quando não acreditamos plenamente nele, a sensação na hora do aperto é de abandono, é de estarmos sozinhos e, assim, não percebemos que ele está ao nosso lado ou nos carregando nos ombros, como o Bom pastor carrega a ovelha que se feriu ou se perdeu do rebanho. Os apóstolos também tiveram seus momentos de fraqueza na fé, mesmo estando tão perto dele fisicamente. Quando o barco parecia que ia afundar no meio da tempestade, eles achavam que Jesus estava dormindo. Não basta ter Jesus no barco da nossa vida, é preciso confiar nele.

Em outro momento, quando o vento era contrário e o barco dos discípulos estava por afundar, Jesus veio ao encontro deles caminhando sobre as águas. Esse gesto mostra que ele é superior a qualquer tempestade. Ele sempre vem em nosso socorro quando estamos em apuros ou dificuldades, basta crer, basta permitir. Porém, é preciso ter fé e deixar que ele aja. Onde há pouca fé, há poucos milagres. A fé é que possibilita o milagre. Jesus não pode fazer muitos milagres na sua terra porque os seus não acreditaram nele o suficiente para que os milagres ocorressem. No caso do barco dos discípulos, Pedro, num primeiro momento, acreditou e se lançou ao encontro de Jesus, porém, quando viu as dificuldades, começou a afundar. Ele não creu suficientemente, por isso começou a afundar, foi chamado de "homem fraco na fé" e questionado, “por que duvidaste?”, pois é a fé que faria com que ele caminhasse sobre as águas e se encontrasse com Jesus. É a fé que possibilita esse encontro, pois para esse encontro acontecer é preciso acreditar que é possível caminhar sobre as águas, isto é, superar as barreiras que nos dificultam encontrarmos com ele. É a fé que fará com que sejamos maiores que os obstáculos e, assim, tê-lo junto de nós, todos os dias. Ele não nos abandona, nós é que o abandonamos pela nossa incredulidade, pela nossa falta de fé. Ele mesmo nos disse: se tiveres fé, mesmo que do tamanho de um grão de mostarda, verás coisas grandiosas acontecerem.

Cabe refletir sobre isso e deixar que o barco da vida navegue por quaisquer mares. Quando Ele está no comando, nada tememos e chegaremos serenos e tranquilos a outra margem. Porém, deixá-lo no comando não significa que vamos cruzar os braços e esperar que ele faça tudo por nós. Pelo contrário, é confiar que ele nos capacita como copiloto desse barco ou como tripulantes dessa nave que ele conduz como chefe, mas que quer a nossa participação, nossa atenção, sem tirarmos os olhos do painel de controle nem do rumo que estamos seguindo. Ele quer de nós vigilância e vigilância significa, entre outras coisas, cuidado, atenção, ação e oração. Somente assim o nosso barco singrará os mares da vida e enfrentará todo tipo de clima, sem naufragar.

Padre José Carlos Pereira, CP é sociólogo e escritor de mais de 50 livros

Escrito por
Pe, José Carlos Pereira
Pe. José Carlos Pereira

Padre José Carlos Pereira, CP é sociólogo e escritor de mais de 50 livros

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Alexandre Santos, em Artigos

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.