Por Redação A12 Em Artigos Atualizada em 14 NOV 2018 - 10H28

É preciso ser diferente!

A tendência ao pessimismo domina cada vez mais. Precisamos tornar nossa empatia algo produtivo.


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Com tantas coisas ruins nos rodeando dia após dia, nos noticiários e em cada esquina, fica muito fácil deixar-se abater. A tendência ao pessimismo domina cada vez mais e isso, embora não nos pareça, faz definhar pouco a pouco nossa sanidade. De tristeza à depressão, de medo à síndrome do pânico, de mau humor ao isolamento.

Felizmente, ainda nos abatemos; não estamos inertes ao sofrimento e à dor alheia. Ainda temos em nós a empatia e o sentimento de revolta por tudo aquilo que nos parece errado e injusto. Ainda temos nossa humanidade. E isso é bom, mesmo que não seja fácil.

Leia MaisOs novos Dez MandamentosO que você quer ser quando viver?O que a Igreja nos ensina sobre redes de relacionamento pessoal?Mas, embora continuemos com nossa humanidade, precisamos torná-la produtiva. Reclamar, criticar, chorar, temer, não resolve problemas; nem os seus nem os de ninguém. Para muitas coisas, realmente somos impotentes, mas para muitas outras, não.

Uma atitude positiva, digna do selo altruísta ou simplesmente um pequeno gesto de amor, pode parecer pouca coisa, mas não é. Um ato de bondade nunca acaba nele mesmo. Atos de bondade têm a capacidade de “contaminar” outros que o presenciam; essas atitudes podem causar sentimentos bons; podem melhorar o dia de alguém, a curto ou a longo prazo. E mesmo que ninguém perceba que está acontecendo algo bom, você saberá e será uma pessoa melhor por causa disso. Doar-se a uma boa causa, qualquer que seja e que represente algo positivo para você, é um santo remédio.

O pior que pode ser feito diante das tristezas, de cada injustiça, de cada sofrimento, de cada notícia ruim nos noticiários, é aceitar como comum e incapaz de ser melhorado. É deixar que tudo aquilo que é ruim no mundo inflame seu ser, influencie seu agir negativamente e, por fim, torne você incapaz de sentir empatia. Precisamos ter muito cuidado, pois isso acontece de forma silenciosa e sorrateira.

Pense muito em como você pode ser melhor, fazendo o melhor. Saúde e bem-estar não estão somente em correr dez quilômetros e comer três frutas por dia; também está em cuidar da mente e da alma. Cuidar da saúde espiritual, ter bons sentimentos e lutar contra os ruins. Reconhecer que se tem um propósito nesta vida, que vai além de cuidar do próprio umbigo. Isto é, abrir mão de uma vida medíocre.

Por isso, tente ser o oposto daquilo que afeta seu dia a dia; desligue-se do jornal sensacionalista ou tendencioso e seja útil. Dê um off nas redes sociais, com suas receitas imaginárias de felicidade. Faça de sua vida, uma vida útil para si e para os outros neste mundo, que se esforça para promover tanta inutilidade. É preciso ser diferente!

Caiene Cassoli
Autora do livro “O poder de mudar hábitos”
Editora Ideias & Letras

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