Por Mariana Mascarenhas - Jornal Santuário Em Artigos

Juventude cristã: uma motivação para a mudança do mundo

“Sejam protagonistas dessa mudança, sigam superando a apatia e oferecendo uma resposta cristã às inquietudes sociais e políticas que vão se apresentando em diversas partes do mundo. Peço que sejam construtores do futuro, que se envolvam no trabalho por um mundo melhor.” Essa frase inspiradora e motivadora foi dita pelo Papa Francisco durante sua passagem pelo Rio de Janeiro em julho de 2013, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – evento que atraiu cerca de 3,5 milhões de jovens à cidade do Cristo Redentor.

A mudança citada pelo pontífice refere-se ao número de jovens em diversas partes do mundo que têm saído pelas ruas expressando o desejo de uma civilização mais justa e fraterna. Tanto esse dado citado pelo Papa Francisco quanto a participação maciça da juventude na JMJ 2013 revelam um cenário esperançoso sobre o engajamento jovial cristão e motivador dentro e fora das igrejas.

Todavia, infelizmente, ainda está cada vez mais difícil encontrar numerosos jovens nas comunidades católicas ou simplesmente dedicando um tempo do dia para orar ou conversar com Deus. Numa desesperada busca por sucesso e status social, temendo o esquecimento ou isolamento pelos demais jovens, uma parte considerável da juventude se deixa levar pelo materialismo, excesso de álcool, drogas, sexo etc. submetendo-se ao que for preciso para sua autoafirmação.

Mas o que muitos vão percebendo ao longo do tempo é que, por mais que estejam cercados de pessoas, eles continuam se sentindo sozinhos e infelizes, pois procuraram a felicidade em todo lugar, menos onde deveriam: dentro deles mesmos. E mesmo quando vão procurar dentro deles, acabam não encontrando nada, pois estão vazios, deixaram Deus em último plano e assim não conseguem se sentir plenamente preenchidos e felizes pela verdadeira alegria que somente os simples gestos do dia a dia, como um sorriso ou abraço sincero, podem proporcionar. Gestos que fazemos e recebemos com a inspiração e iluminação de Deus.

Contudo não devemos desistir, e sim continuar a incentivar os jovens que estão perdidos a se encontrarem e encontrarem a Deus por meio de uma grande mudança. Eu tive a oportunidade de viver, com os jovens da Paróquia Santo Inácio de Loiola, em São Paulo, onde sou catequista e faço parto do grupo de jovens, uma grande experiência de fé: a Vigília da Juventude, realizada em Aparecida nos dias 18 e 19 de abril de 2015.

Foi um momento que marcou o início das comemorações dos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida, a serem completados em 2017. Jovens de diversas partes do Brasil marcaram presença na Basílica de Aparecida, onde passaram a noite em oração, acompanhando emocionantes testemunhos de outros jovens sobre como se aproximaram mais de Deus, além de encenações teatrais.

Para mim, um dos momentos mais marcantes foi a adoração ao Santíssimo, ocorrida por volta de 5h da manhã, quando, por alguns minutos, um silêncio absoluto tomou conta do auditório, localizado no subsolo da Basílica, onde ocorreu a adoração. Nesse instante eu pude perceber a intensidade com que cada jovem rezava em um gesto tão pessoal e de fé. Mesmo já abatidos pelo cansaço, muitos seguiam sorridentes e entoando fortemente os cantos de adoração ao Santíssimo.

Participar da Vigília também foi um teste de resistência e conhecimento das nossas próprias limitações físicas. O gesto de entrega à oração e à adoração ao Senhor, vencendo o cansaço e o sono que muitas vezes tentavam nos dominar, foi uma pequena demonstração esperançosa de uma juventude que quer protagonizar mudanças dentro e fora da Igreja, reconhecendo a existência do próximo e acolhendo-o no que precisa, semelhante às ações de Jesus na Terra.

Mariana da Cruz Mascarenhas é jornalista, articulista e crítica de economia e cultura

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Mariana Mascarenhas - Jornal Santuario
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