Por Pe. Pedro Cunha Em Artigos

Palavras bem ditas

Com a chegada da internet e, em especial, das redes sociais, qualquer pessoa com acesso à rede mundial de computadores pode falar ao mundo. Certamente todos têm algo a dizer, sempre temos. A grande questão é: o que temos a dizer? Para quem desejamos dizer? Por quê? Com qual intenção queremos dizer?

Quando lemos qualquer postagem na internet, à primeira vista somos logo levados a focar na mensagem postada. Esquecemos muitas vezes de olhar primeiro quem a postou. Dependendo de quem posta uma mensagem ela tem determinado peso. Se Manuel posta: hoje vou torcer pela seleção da Alemanha, isso tem um peso, mas se o Papa Francisco posta a mesma frase, isso terá um outro peso.

Como cada um posta o que quer, é importante ver de onde veio a mensagem. Outra coisa é o que temos a dizer. Em uma época onde o tempo é precioso e escasso para a maioria das pessoas, acessar uma incontável quantidade de informações sem importância pode significar jogar fora o precioso tempo que às vezes nem temos.

Por isso, pense sempre no que vai postar, pense se será útil para as pessoas que vão ler, pense se trará algum contributo para a rede e seus usuários.

Diz-se que a boca fala daquilo que o coração está cheio. O mesmo me parece aplicável para o que escrevemos, postamos aquilo que está dentro de nós. Isto deve nos fazer refletir quando escrevemos coisas ruins, maldosas, sem nexo ou compaixão. Isso vale também para curtidas e compartilhamentos, pois quando curtimos algo no Facebook ou compartilhamos, por exemplo, estamos colocando nossa assinatura abaixo daquilo que foi escrito por alguém. Um cuidado especial vale para curtidas e compartilhamentos de ofensas de qualquer tipo, pois juridicamente quem curte e compartilha, torna-se corresponsável daquela postagem, uma ação judicial feita para a primeira pessoa que postou poderá comprometer também todas as outras pessoas que curtiram ou compartilharam. Por isso, cuidado.

Finalmente, vale ressaltar a importância que devemos dar para quem estamos enviando a mensagem, é aconselhável antes de publicarmos tentarmos nos colocar no lugar da pessoa que a lerá. Como se sentirá?

Quando nos colocamos no lugar do outro podemos sentir o carinho, o afeto, a raiva, o ódio, a compaixão, a misericórdia, o terror, a dor que o outro sentira.

Mas lembre-se, na força de sua palavra estará presente aquilo que está dentro de você. Uma mensagem que provoca ódio, saiu com ódio de quem publicou. Você será sempre responsável por aquilo que escreve, publica e provoca no outro.

Padre Pedro Cunha é sacerdote da diocese de Lorena (SP), fundador das Aldeias de Vida, professor universitário e apresentador

Escrito por
Pe. Pedro Cunha.jpg
Pe. Pedro Cunha

Padre Pedro Cunha é sacerdote da diocese de Lorena (SP), fundador das Aldeias de Vida, professor universitário e apresentador

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Anterior
Próximo
Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Jornal Santuário, em Artigos

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.