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Posso abdicar de refeições como penitência na Quaresma?

Padre Evaldo César Souza, C.Ss.R, diretoria da Fundação Nossa Senhora Aparecida (FNSA) (TV Aparecida)

Escrito por Pe. Evaldo César de Souza, C.Ss.R. - Jornal Santuário

22 MAR 2021 - 15H00 (Atualizada em 22 MAR 2021 - 15H45)

Shutterstock jejum (Shutterstock)

Recordando o tempo em que Jesus passou isolado no deserto, em oração e penitência, a Igreja adotou o mesmo período de intensa espiritualidade para a sua vida litúrgica, ou seja, a cada ano, por quarenta dias, os cristãos são convidados a entrarem com Jesus numa espécie de “retiro”, para avaliar sua caminhada e dar passos para a santidade.

Sendo assim, a tradição espiritual da Igreja elencou, a partir dos próprios ensinamentos de Jesus Cristo, três linhas de inspiração humana que ajudam nessa tarefa de nos conduzir ao crescimento espiritual: o jejum, a esmola e a oração. Esse tripé espiritual, simbólico nas suas raízes, contém ensinamentos profundos de orientação cristã. 

Leia MaisPandemia traz imposição, mas Quaresma mostra um propósitoA Igreja vai pedir que todo cristão, entre 18 e 60 anos, faça ao menos dois dias de jejum no ano, sendo um deles na quarta-feira de cinzas, para começar a Quaresma, e o outro na sexta-feira Santa, para recordar piedosamente a morte de Jesus. Obviamente, os cristãos podem programar mais dias de jejum ao longo do ano, se assim desejarem. Jejuar, nessas condições legais do direito eclesial, é passar o dia todo, do amanhecer ao anoitecer, com apenas uma refeição módica.

Além do jejum, a Igreja orienta o cristão a fazer, regularmente, atos de abstinência, que, geralmente, refere-se a retirar da refeição, um dia da semana, a carne, ou até mesmo abrir mão de comer alguma coisa que para você seja muito irresistível. O importante, tanto no jejum quanto na abstinência, nem é tanto o “deixar de comer”, mas o ato de oferecer a Deus a capacidade que você tem de dominar seus apetites e ofertar essa resistência, em forma de preces ou até mesmo de serviços fraternos, aos que mais necessitam do amor de Deus. O jejum completa-se com a oração e com a esmola (caridade)!

Abster-se de alguma refeição, no período da quaresma, será sempre útil para a vida espiritual. Faça o esforço e o entregue nas mãos de Deus. Mas saiba que tão importante quanto jejum de alimentos é o jejum da maldade, da maledicência, da preguiça, do egoísmo, da inveja, enfim, o jejum dos maus sentimentos é o melhor que podemos oferecer e o que mais exige esforço humano e espiritual. Sendo assim, peça sempre as luzes e assistência do Espírito Santo, para que os atos externos de sua espiritualidade, como o jejum, reflitam verdadeiramente o seu interior e o seu desejo de seguir como discípula de Nosso Senhor Jesus Cristo! É isso!

Escrito por
Padre Evaldo César Souza, C.Ss.R, diretoria da Fundação Nossa Senhora Aparecida (FNSA) (TV Aparecida)
Pe. Evaldo César de Souza, C.Ss.R. - Jornal Santuário

Jornalista e missionário redentorista

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