Por Carolina Alves Em Jornal Santuário

Campanha nas redes sociais promove a cultura da vida de nascituros

Quero viver sim! Essa é a afirmação que intitula o projeto de proteção à vida dos nascituros instruindo, conscientizando e promovendo a cultura do “deixar viver” por meio das redes sociais. A iniciativa partiu do religioso da Congregação dos Pequenos Monges do Pater Noster, frei Flávio Henrique, pmPN, em parceria com a Comissão Arquidiocesana de Defesa da Vida (CODEVIDA).

Quero viver sim / Divulgação

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Difusão orgânica e desmistificação do
aborto são principais objetivos do '
movimento

A idealização do movimento surgiu de uma reflexão de frei Flávio Henrique uma semana após publicada no Diário Oficial da União a portaria nº 415 do Ministério da Saúde, em 21 de maio deste ano. Encarregado de fazer um editorial no Jornal Boa Nova, pela Rádio Catedral JF, o religioso levantou o questionamento “você que me ouve, quer viver?” e passou a trabalhá-lo diariamente durante seu programa, pela mesma emissora, “A Voz do Pensamento”. “A força universal dessa afirmação (Quero viver sim!), a urgência de se promover a vida contra as culturas de morte, o trabalho na CODEVIDA e a ‘precisão cirúrgica’ da afirmação universal quero viver sim, indicaram-me um mote vigoroso para um projeto com vocação de desenvolvimento orgânico”, explica.

Presente de grego

A portaria nº 415 foi respaldada pela Lei 12.845/2013, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 1º de agosto de 2013 e vigorada em 1º de novembro do mesmo ano. Entretanto, devido à ambiguidade presente no texto passou a ser chamada pelos grupos pró-vida de Lei Cavalo de Troia.

Criada com o intuito de presentear as mulheres pelo seu dia internacional, a lei é proposta como uma série de medidas que visam ao atendimento à vítima de violência sexual. Críticas negativas são lançadas ao Artigo 2º, que esclarece violência sexual como “qualquer forma de atividade sexual não consentida” e aos incisos IV e VII do Artigo 3º que determina “o atendimento imediato, obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS”, compreendendo os serviços de “profilaxia da gravidez” e “fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”.

As justificativas da reprovação se apoiam na visão de que a expressão “profilaxia” denomina gravidez como uma doença, a fim de ocultar a palavra aborto e inferí-la como direito legal e parte desse atendimento disponibilizado. Alegam ainda que a definição de violência sexual estabelecida pela lei permite a abrangência de outros atos lascivos além do estupro. Somado a estes fatores a não necessidade de apresentação de exames ou Boletins de Ocorrência que comprovem a agressão, constituem a afirmação final de que a lei facilita o acesso ao aborto sem empregar o termo ao longo do texto.

Dessa forma, a lei deu margem à portaria do Ministério da Saúde, que abria caminho para a legalização do aborto, uma vez que taxava o processo abortivo no Sistema Único de Saúde (SUS). Em meio a diversos protestos a portaria foi revogada pelo ministro da saúde, Arthur Chioro, no dia 29 de maio deste ano.

Desafios atuais

Quero viver sim / arquivo

queroviversim-arquivo

Madre Paulina, pmPN: "Se você perguntar a
qualquer pessoa se deseja viver, ouvirá dela:
quero viver sim. Apenas os indefesos que estão 
nos ventres de suas mães não o podem fazê-lo"

A campanha Quero viver sim! se apresentou oportunamente em resposta aos anseios da obra dos Pequenos Monges do Pater Noster, que buscava aderir a uma causa social efetiva relacionada a um tema desafiador da atualidade. Como membro recente da CODEVIDA, frei Flávio Henrique propôs ao arcebispo de Juiz de Fora e fundador da comissão, dom Gil Antônio Moreira, a caminhada conjunta. “Quando percebi que a ideia do projeto Quero viver sim!, poderia se desenvolver com grande potencial, apresentei ao dom Gil a proposta de parceria entre a CODEVIDA e Pequeno Monge, e ele, como perspicaz promotor da vida, assentiu imediatamente”, pontua.

O desafio, contudo, estava também no modo de divulgar o tema e na ferramenta de disseminação. Após refletir sobre as questões o grupo constatou a dificuldade da mídia em lidar com o assunto, optando, assim, pelo universo das redes sociais como forma de difusão orgânica do movimento. “Pusemos mãos à obra com este propósito: fazer do projeto Quero viver sim! um fenômeno de informação, formação e conscientização das pessoas a partir das redes sociais”, salienta.

O projeto é destinado a todos os interessados, uma vez que oferece a possibilidade de se engajar em uma causa social flexível aos compromissos e horários cotidianos, pois depende apenas da divulgação massiva do projeto pelas redes sociais. “Todos nós, que queremos viver sim, temos o dever moral de lutar pela vida dos bebês a caminho da vida, no ventre de suas mamães, que também querem viver sim. Apenas eles não são capazes de usar as palavras para isso. Cabe-nos fazê-lo”, orienta.

Membro da equipe Quero viver sim! a religiosa madre Paulina, pmPN, destaca que além de lutar pelo direito de vida dos bebês é indispensável levar os indivíduos a refletir e construir uma opinião acerca do aborto e do que este processo pode desencadear aos envolvidos. Para ela, muitas vezes a falta de informação leva ao pensamento de que esta seja a única atitude possível.

A religiosa ainda cita a ajuda da campanha às casas de apoio para as mães que já se submeteram ao processo e sofrem de Síndrome Pós-Aborto (SPA) e o suporte a gestantes objetivando zelar pela vida dos nascituros. “Já existem mais de 160 Países que possuem estas Casas de Apoio à gestante e ao nascituro, onde, seja qual for o problema da gestante, ela receberá apoio tanto para si quanto para o bebê. A beata Madre Teresa de Calcutá dizia àquelas que queriam abortar: ‘não aborteis, dai-me este bebê’”, enfatiza.

Conheça mais o trabalho da campanha nas redes sociais, acesse:
facebook.com/queroviversim
twitter.com/queroviversim

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