Por Allan Ribeiro Em Jornal Santuário

Casal contrário ao aborto é exemplo na luta pela vida

Aos dois anos, Pedro Rafael Carvalho Dias já é um guerreiro. Desenganado pelos médicos em meio a uma gestação de risco, hoje o garoto se torna um exemplo na luta pela vida. Ao lado dele, estão os pais que também assumiram essa batalha e diariamente celebram os avanços conquistados pelo pequeno. Hoje, os três são testemunhos de que o aborto não é a melhor alternativa.

Foto de: Arquivo Pessoal

Albert Luciana Pedro Rafael - Arquivo Pessoal

Albert e Luciana no momento do nascimento de Pedro Rafael, em junho de 2013

 

Albert Jean Dias, de 44 anos, e Luciana Maria Dias, de 39 anos, receberam com muita emoção a notícia que seriam pais. O casal de Jacareí (SP) já amava um ser que ainda não conhecia. O mundo de ambos passou a girar entorno do pequeno que ainda estava por chegar. Porém, no quinto mês de gestação os dois foram surpreendidos com a notícia da má formação do cerebelo do feto, que é o órgão responsável pela coordenação das atividades dos músculos esqueléticos, do tato, visão e audição.

Ao nascer, Pedro poderia ser portador de várias síndromes, como a de Edwards e a de Patau, ambas com poucas possibilidades de vida, ou portador de Down. Temendo complicações no período de gravidez, uma das possibilidades oferecidas pelo médico era de que o casal interrompesse a gestação. Sendo contrários a medida, os dois buscaram outras alternativas.

“Em momento nenhum pensamos em aborto, corremos atrás de outros exames, de outros profissionais, de outras opiniões médicas e a todo momento, Deus confortava nosso coração nos dando forças para superar mês a mês, exames atrás de exames, e foi num desses exames que Deus nos mostrou o quanto um ser humano pode errar”, recorda a mãe.

Após análise de outros especialistas, os pais constataram que o primeiro diagnóstico não era correto. O que Pedro tinha, na verdade, era uma má formação na espinha. A criança necessitaria de uma cirurgia de correção na coluna e de uma válvula de derivação na cabeça para drenar o líquido que se acumulava no cérebro.

O pequeno teve um parto tranquilo e foi encaminhado a UTI (Unidade de terapia intensiva). Com apenas 13 dias de vida, Pedro passou por quatro cirurgias na região lombar e três na cabeça para a colocação da válvula de drenagem.

Diferentemente do que se pensava no início da descoberta do problema, hoje, o garoto se tornou um menino esperto e adorável. Apesar de ainda não caminhar, tem mostrado uma grande evolução e já consegue ficar sozinho em pé. Para auxiliar no desenvolvimento, a criança faz sessões de fisioterapia e equoterapia – método terapêutico com cavalos.

Diante da experiência de fé que tiveram, o casal quer ser sempre testemunho na vida de outras famílias que passam por algo parecido. Eles reforçam que é preciso sempre ter fé e entregar tudo à vontade de Deus.

“Somos os pais mais felizes desse mundo, não tinha outra decisão a ser tomada a não ser essa. Ninguém tem o direito de ceifar uma vida. Deus dá a vida e somente Ele pode tirar. E, no nosso caso, entregamos nossa dor, nosso sofrimento inteiramente nas mãos de Deus e Ele foi colocando os anjos certos em nossas vidas.Hoje agradecemos a Deus por ter nos dado o Pedro, nosso pequeno grande guerreiro. Para nós o Pedro é um verdadeiro milagre”, conclui a mãe do garoto.

Semana Nacional da Vida

Em outubro, a Igreja no Brasil se reúne para celebrar a vida. Entre os dias 1º e 8, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) organiza a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro. O evento conduz as comunidades à reflexão e à realização de atos concretos, em vista da promoção da dignidade da pessoa humana em todas as suas fases.

Foto de: Arquivo Pessoal

Albert Luciana Pedro Rafael - Arquivo Pessoal 2

Família celebrando um ano de vida de Pedro Rafael

 

A Semana tem como finalidade acordar a sociedade para o grande dom de Deus que é a vida. Essa mobilização foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da CNBB. Já o Dia do Nascituro é dedicado ao novo ser humano, à criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. A data celebra o direito à proteção da vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio.

Para direcionar as atividades, a Comissão Episcopal para Vida e Família e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) disponibilizam o subsídio Hora da Vida, que traz como tema O Evangelho da vida: anunciar, celebrar e servir. O material recorda também os 20 anos da Encíclica Evangelium Vitae, de São João Paulo II.

O livreto traz propostas de encontros, celebrações, reflexões e ações para durante todo o ano. A publicação também mantém uma relação com a Campanha da Fraternidade (CF), afim de dar continuidade na reflexão abordada este ano, durante quaresma. A oração da CF é retomada no início dos sete encontros para a celebração da semana.

“Acredito que tem se tornado importante esta Semana dentro da mentalidade de defesa ao aborto que vai se propagando na sociedade. Não podemos também desconsiderar a questão da eutanásia, cuja propaganda vai também se difundindo. A vida precisa ser defendida no campo da educação, da saúde, na execução das políticas públicas etc”, ressalta o bispo de Guarulhos (SP) e referencial da Pastoral Familiar Sul 1, dom Edmilson Amador Caetano.

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