Por André Somensari Em Jornal Santuário

Livro traz estudo sobre Maria e seu papel na história da salvação

Capa livro Com Maria, a mãe de Jesus - JS - Editora Santuário

Imagem: Reprodução

Em pleno Ano Nacional Mariano, os devotos de Maria ganham mais um presente! A Editora Santuário relança este mês o livro “Com Maria, a mãe de Jesus”, de autoria do cardeal dom Murilo Krieger, scj, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), arcebispo da Arquidiocese de Salvador (BA) e primaz do Brasil.

A obra é um estudo sobre o papel de Maria na história da salvação, sobre a veneração e sobre o culto que, em torno dela, desenvolveram-se, sendo uma importante referência, principalmente, para os leigos que desejam se aprofundar nos estudos de Mariologia. Lançado originalmente em 2001 pela Editora Paulinas, agora é relançado pela Editora Santuário, em edição revisada e atualizada.

Dom Murilo nos conta, com mais detalhes, deste livro, do papel de Maria na vida de Deus e da Igreja, das citações sobre ela na Bíblia, entre outros assuntos.

O livro, originalmente, foi lançado em 2001. Qual a importância de se relançar uma obra sobre Maria nos 300 anos da aparição da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil? Trata-se de uma ocasião especial para se falar sobre a Mãe de Deus e da Igreja?
Dom Murilo Krieger: Há uma convicção por parte da Igreja: ela não pode "criar" uma mariologia a partir de convicções de um ou outro santo, de um ou outro Papa. A Igreja deve, sim, olhar para o lugar que Maria ocupa na História da Salvação e procurar descobrir como ela é vista pelo próprio Deus. Ora, no momento em que Deus enviou seu Filho ao mundo e que Jesus assumiu nossa carne (encarnação), lá estava Maria, oferecendo seu corpo e, sobretudo, seu coração para isso. Foi Deus quem preparou o coração daquela que deveria ser a Mãe de seu Filho; foi Deus quem a tornou "cheia de graça". Em outra ocasião, no momento em que o Espírito Santo estava sendo enviado pelo Pai – isto é, na hora em que o Espírito Santo estava sendo derramado sobre a Igreja, para que os apóstolos saíssem pelo mundo para anunciar o Evangelho –, lá estava Maria. (Por sinal, foi desse momento que tirei o título do livro: os apóstolos estavam reunidos no Cenáculo de Jerusalém "Com Maria, a Mãe de Jesus", At 1,14.) A Igreja sente-se, pois, na obrigação de respeitar a vontade de Deus e de valorizá-la. Meu livro "Com Maria, a Mãe de Jesus" quer ajudar os fiéis a conhecer o lugar de Maria na vida de Cristo e da Igreja. Isso se torna particularmente importante neste ano em que a Igreja no Brasil celebra o Ano Mariano, graças ao encontro, 300 anos atrás, da imagem de Aparecida.

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Como foi adaptar toda a linguagem de um estudo mariológico minucioso, como o que o senhor fez, para um modo acessível e fácil para os leigos compreenderem?
Dom Murilo: Os vários capítulos do livro "Com Maria, a Mãe de Jesus" são frutos de palestras, retiros e cursos sobre Nossa Senhora que dei ao longo de vários anos. Com o tempo, pude não só me aprofundar em cada tema mariano, mas, também, descobrir uma maneira fácil de apresentar temas por vezes complexos. Meu sonho, ao terminar o livro, era que todos fossem capazes de compreendê-lo, mesmo quem não estivesse muito acostumado à linguagem teológica. Pelos depoimentos que tenho ouvido, penso que, em grande parte, atingi esse meu objetivo.

Maria tem um papel fundamental e importante na história de Cristo e, consequentemente, na história da Igreja, sendo citada na Bíblia tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. O senhor elenca, no livro, as 7 palavras e 7 dores de Maria. Fale-nos sobre esses momentos marcantes da vida de Maria, retratados na Sagrada Escritura.
Dom Murilo: o número "7", na Bíblia, representa a perfeição e a totalidade. Ele tem, pois, um forte simbolismo. Pensando em Maria, o povo foi procurando conhecer as palavras que ela disse: duas dirigidas ao Anjo, na Anunciação; duas dirigidas a Isabel, quando a visitou; duas dirigidas ao Filho (a primeira vez, no Templo de Jerusalém; a segunda, em Caná da Galileia); e uma dirigida aos servidores do casamento em Caná. Mas sua vida foi, também, marcada pelo sofrimento: a profecia de Simeão, no Templo de Jerusalém; a perseguição de Herodes e a fuga da Sagrada Família para o Egito; a perda do Menino Jesus, aos doze anos; os sofrimentos de Jesus no Calvário; a morte de seu Filho na cruz; a acolhida do corpo de Jesus, descido da cruz; e a deposição do corpo de seu Filho no sepulcro. Na verdade, a vida de Maria foi muito semelhante à nossa própria vida, que é marcada de alegrias e tristezas, de momentos em que estamos com saúde e outros em que a doença toma conta de nós. Para Deus, todos esses momentos são importantes e neles devemos buscar nossa santificação.

Dê um recado para os leitores do Jornal Santuário que estão acompanhando esta matéria neste momento.
Dom Murilo:
Quando recebemos um presente, a primeira coisa que fazemos é desembrulhá-lo, para saber que presente recebemos. No Calvário, pouco antes de morrer, Jesus nos deu de presente sua Mãe ("Mãe, eis aí o teu filho!... Filho, eis aí a tua Mãe"). Ela, que tinha sido fiel a Jesus dia a dia, recebia a missão de ter de cuidar também de nós. A História da Igreja nos tem mostrado que Maria tem cumprido admiravelmente seu papel. Cabe-nos acolhê-la como Mãe e, como São João Evangelista, levá-la para nossa casa, isto é, para nossa vida, agradecendo diariamente a Jesus o presente que nos deu.

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