Por Da redação Em Jornal Santuário

Meditação como medicina alternativa

A meditação é um dos caminhos que nos leva à realidade completa, melhorando nosso equilíbrio físico e psíquico. Existem diversas formas na tradição judaico-cristã, usando elementos para harmonizar corpo e espírito. Meditar é bem mais simples do que se pensa. O importante é manter-se concentrado no momento presente, deixando os pensamentos fluírem livremente, observando os movimentos da respiração. Dessa forma qualquer atividade pode ser convertida em meditação.

Vivemos diariamente em um estado de urgência temporal ou doença da pressa, colocando-nos em alerta. Na meditação ocorre um relaxamento corporal e uma redução do cortisol, hormônio envolvido na gênese do estresse. A meditação pode ser empregada como terapêutica complementar de: insônia e dores nas costas, ansiedade, psoríase, hipertensão, distúrbios alimentares, déficit de atenção, patologias hepáticas, AIDS e câncer. Mas o seu maior benefício é destinado ao cérebro, pois hoje os cientistas estimam que as conexões nervosas possam ser estimuladas pela meditação, constituindo-se em um excelente modo de rejuvenescer a mente.

Quando o indivíduo resolve meditar, não conseguirá fazê-lo do dia para a noite. Pode-se começar estipulando para si mesmo pequenas metas, como por exemplo, fazer as refeições de forma mais calma. Os três passos fundamentais que se deve dar inicialmente são: a atenção, o relaxamento e a intenção. Aos poucos irão sendo construídas novas conexões neurais, pois o cérebro necessita de um tempo para se adaptar a esse novo hábito.

A meditação também tem algumas restrições: na depressão maior, na esquizofrenia, nos casos de pacientes usuários de medicamentos psicotrópicos, portadores de fobias ou que tenham sido submetidos a situações de profundo estresse. Nesses casos será importante o acompanhamento de um psiquiatra.

Ao meditar, abrimos uma conexão direta com o sagrado. E uma das formas que o católico pode utilizar para meditar é a contemplação diante do ostensório contendo a hóstia consagrada. A atitude de simplesmente contemplar a Deus na Sua magnitude, deixando-se tocar por Ele é maravilhosamente tranquilizadora. Neste instante, concentrando-se apenas no corpo de Cristo ali presente, podemos senti-Lo tão próximo e real, quanto o ar que respiramos. Pode ser repetida mentalmente alguma palavra de significado relevante para o fiel, enquanto ele dissipa as ideias que vão surgindo em sua consciência. O ambiente deverá estar silencioso, pois do contrário não será obtido o resultado esperado.

 

Valdelene Nunes de Andrade Pereira

Medica, farmacêutica-bioquímica e autora do livro Medicina e Espiritualidade: A importância da fé na cura das doenças, Editora Santuário

 

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