Por Allan Ribeiro Em Notícias

Ano Santo fecunda Misericórdia Divina nos corações

Celebração de abertura da Porta Santa no Santuário Nacional_foto: Thiago Leon

Foto: Thiago Leon

O Ano Jubilar terminará na solenidade litúrgica de Jesus Cristo, Rei do Universo, no próximo dia 20. Nesse dia, a Porta Santa será fechada no Vaticano, à espera do próximo Ano Santo. Dessa mesma forma, as dioceses e santuários pelo mundo repetirão o mesmo gesto, uma semana antes, no dia 13. No encerramento deste ciclo, a Igreja é convidada a agradecer a concessão deste tempo extraordinário de graça.

Na bula de convocação do Ano Jubilar, Misericordiae Vultus, Francisco pede para que que a essência do que foi vivenciado se perpetue. No documento, ele deseja que os anos futuros sejam permeados de misericórdia, para ir ao encontro de todas as pessoas, levando-lhes a bondade e a ternura de Deus, e que a todos, crentes e afastados, possa chegar o bálsamo da misericórdia como sinal do Reino de Deus já presente no meio de nós.

:: Após aberta, milhares de fiéis passam pela Porta Santa no Santuário Nacional

“Confiaremos a vida da Igreja, a humanidade inteira e o universo imenso à Realeza de Cristo, para que derrame a sua misericórdia, como o orvalho da manhã, para a construção duma história fecunda com o compromisso de todos no futuro próximo”, expressa o Pontífice ao abordar o fechamento da Porta Santa.

O reitor do Santuário Nacional de Aparecida, padre João Batista de Almeida, afirma que, ao longo desse ano, Papa Francisco quis nos mostrar o quanto precisamos da misericórdia. Ele recorda as palavras do Santo Padre que colocam que a Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, que é o coração pulsante do Evangelho.

 

"O Papa não quis que as pessoas fossem ao encontro da Porta, mas que a Porta fosse ao encontro das pessoas"

O Redentorista acrescenta que agora temos o compromisso, como cristãos, de anunciar a Boa-nova, não só em palavras, mas vivenciando-a no dia a dia, contribuindo para transformar o mundo, acabando com as segregações e desigualdades.

No Santuário, padre João Batista destaca que se pode vivenciar o quanto as pessoas buscam a misericórdia. Nos confessionários, foi possível experimentar diariamente o quanto os romeiros que por lá passaram precisam da misericórdia, na vida pessoal, no relacionamento com os outros e em situações diversas.

Entre os gestos de destaque, o reitor do Santuário aponta a atitude do Santo Padre em estender às dioceses e aos Santuários a abertura da Porta Santa. “O Papa não quis que as pessoas fossem ao encontro da Porta, mas que a Porta fosse ao encontro das pessoas. Podemos dizer que o Santo Padre usou aquela frase de Jesus: ‘Eu sou a Porta’. É Jesus a Porta que foi saindo ao encontro das pessoas, nos santuários e nas catedrais”, salientou o Redentorista.

Outro aspecto assinalado pelo reitor do Santuário foi a concessão aos sacerdotes, durante o Ano Jubilar, da faculdade de absolver os pecados do aborto. Até então, apenas bispos poderiam fazer isso. Com esse ato, Francisco quis com que a indulgência chegasse a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, que fosse ao encontro de todos com o rosto do Pai, que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido.

 

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