Por Alexandre Santos Em Notícias

Arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) lança Instituto para a Juventude

 

Alexandre Santos / JS

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Jovens acompanham cerimônia de lançamento do Instituto da Juventude, na Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP)

 

Promover a recuperação e inclusão do jovem na sociedade, através da evangelização, levando assistência e ensinando valores e princípios éticos. Esse é o principal objetivo do Instituto para a Juventude, lançado no início do mês pela Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Num primeiro momento, o instituto vai trabalhar com o Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A finalidade é traçar um mapa de todos os projetos voltados para os jovens presentes nas dioceses do Brasil. Nesse levantamento, o instituto pretende identificar as principais necessidades da juventude brasileira e apoiar as iniciativas que já existem. Depois, o objetivo é que o Instituto também realize seus próprios projetos.

De acordo com o presidente do Instituto para a Juventude, o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, a ideia surgiu ainda durante a JMJ. “Um dos legados que havíamos planejado para pós Jornada era justamente a criação de um instituto que, além de levar adiante todo o espírito e a riqueza do evento, pudesse servir de ajuda na reflexão sobre o trabalho da juventude e fornecer subsídios para os jovens”, explica.

Segundo o cardeal, a JMJ deixou um legado de inúmeros frutos espirituais para a vida da Arquidiocese do Rio. “O número de pessoas que se engajaram para fazer a jornada, o espírito de acolhimento que o carioca demonstrou, ao mesmo tempo a beleza de contagiar as pessoas com o bem, a preocupação com o social, a rede que se criou em torno da promoção de trabalhos sociais, além da própria experiência que tivemos com a presença do Papa Francisco no meio de nós”, aponta. 

Alexandre Santos / JS

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Ziza Fernandes, Ricardo Sá e Léo Rabelo, da
banda Dominus

Doe de Coração

O lançamento oficial do Instituto para a Juventude aconteceu nos dias 7, 8 e 9 de março, no evento Doe de Coração, realizado na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). Além de lançar o instituto, o evento reuniu grandes lideranças para um final de semana de campanha de arrecadação de fundos.

O objetivo principal do evento foi ajudar a sanar a dívida decorrente da organização da Jornada Mundial da Juventude. Segundo um dos responsáveis pela JMJ, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro dom Paulo César Costa, embora o evento tenha reunido mais de 3 milhões e meio de pessoas em Copacabana, o número de inscrições ficou abaixo do esperado. “A Jornada foi uma beleza, uma maravilha, mas o jovem brasileiro não tem o hábito de fazer inscrição, mas ficamos extremamente felizes com a participação de todos”, afirma. Outro fator que, segundo o bispo, provocou o aumento dos gastos foi a crise econômica que se abateu sobre a Europa, além das mudanças ocorridas durante o evento, principalmente por conta da chuva, que tornou inviável a realização da vigília e do encerramento no Campus Fidei, em Guaratiba. “A JMJ foi o maior evento já realizado no país e o fizemos sem dinheiro público direto. Os governos contribuíram com segurança, limpeza, entre outras coisas que competem ao poder público. Fomos nós que construímos toda a estrutura, que preparamos para receber a juventude de todo o mundo, e fizemos com muita alegria”, ressalta.

Alexandre Santos / JS

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Padre Reginaldo Manzotti: "Este evento é um
olhar para o passado, para saldar as dívidas.
Mas é também um olhar para o futuro, abrindo
perspectivas de organizar, redimensionar e dar
continuidade a toda movimentação dos jovens"

Transmitido e apoiado por todas as emissoras católicas do país, o evento foi apresentado pelo padre Reginaldo Manzotti e contou com palestras do presidente da Rede Século 21, padre Eduardo Dougherty, do padre Joãozinho, S.C.J., do fundador da Comunidade Shalom e consultor do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Moisés Azevedo e do padre Paulo Ricardo.

No sábado à noite, um show reuniu grandes nomes da música católica, como Eugênio Jorge, Ziza Fernandes, Diego Fernandes, Banda Dominus, Dunga, Ministério Adoração e Vida, entre outros.

A missa de abertura foi presidida pelo cardeal arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, dom Raimundo Damasceno Assis. Já a celebração de encerramento foi presidida pelo cardeal dom Orani João Tempesta.

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