Por Allan Ribeiro Em Notícias

Bispos avaliam últimos quatro anos de trabalhos pastorais

Durante o último quadriênio, a Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB) desempenhou importantes papéis dentro e fora da Igreja, por meio de suas Comissões Episcopais Pastorais. Inúmeros foram os avanços e desafios dessa jornada. Com a conclusão de mais um ciclo, os bispos avaliam os trabalhos realizados durante os últimos anos e apontam caminhos para as novas presidências:

Foto de: Deniele Simões / JS

Dom Guilherme - Deniele Simões JS

Dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão Justiça e Paz da CNBB e bispo de Ipameri (GO): “Procuramos, junto às pastorais sociais, continuar todo um planejamento, um trabalho que foi feito já, há mais longo tempo. Procuramos atender todas as pastorais, individualmente, cada uma com os seus desafios. As grandes reuniões, duas vezes por ano, onde, nesses encontros, de fato, a gente ouve os grandes desafios sociais do Brasil”

 

Foto de: Reprodução

Dom Jacinto - Reprodução

Dom Jacinto Bergman, presidente da Comissão para a Animação Bíblico Catequética e bispo de Pelotas (RS): “Nós tivemos a grande preocupação de dar corpo real as urgências. A CNBB, nos quatro anos que passaram, teve as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que apontaram cinco urgências. Duas apontavam para nossa Comissão: a Igreja como casa da iniciação cristã e a Igreja lugar de animação bíblica, da vida e da pastoral” 

 

Foto de: Allan Ribeiro / JS

Dom Dimas - Allan Ribeiro JS

Dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão para a Comunicação e arcebispo de Campo Grande (MS): “Ressaltaria como principais conquistas, a publicação dos diretórios para a comunicação da Igreja no Brasil. Depois eu saliento a questão dos mutirões que continuam em atividade, sempre congregando pessoas de todos os cantos, em um diálogo muito interessante com a sociedade. Também chamo a atenção para o crescimento dos encontros nacionais da pastoral da comunicação, em Aparecida (SP). Muito importante foram os cursos de comunicação para bispos e a implantação da rede de informática da Igreja no Brasil”

Foto de: Allan Ribeiro / JS

Dom Eduardo - Allan Ribeiro JS

Dom Eduardo Pinheiro, presidente da Comissão para a Juventude e bispo auxiliar de Campo Grande (MS): “O fato de se criar essa Comissão é um amadurecimento do episcopado ao olhar a realidade brasileira e enxergar a juventude como uma parcela significativa nessa mudança de época. Outra coisa foi o desenvolvimento do documento 85. A Comissão se empenhou para que esse documento, que diz respeito a todos os jovens e expressões juvenis, se desse de maneira muito intensa. Depois, todo o trabalho de peregrinação da cruz e do ícone da JMJ, que trouxe muitos resultados imediatos de entusiasmo juvenil e de organização eclesial diocesana” 

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Dom Biasin - Deniele Simões JS

Dom Francisco Biasin, Comissão para Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso e arcebispo de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ): “No diálogo ecumênico tivemos relacionamentos com o Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs), um diálogo bilateral com a igreja anglicana, luterana, a presbiteriana e com outras igrejas que tiveram uma sensibilidade e abertura para o diálogo. No campo do diálogo inter-religioso tivemos contato com o rabinato e também com o shake de uma mesquita em São Paulo. Com eles realizamos um simpósio na PUC-SP. Foi possível apresentar o que significa o diálogo inter-religioso, em função da construção de um mundo de paz, a partir da natureza, que é uma realidade que é comum a todos”

Foto de: Eduardo Gois / JS

Dom Armando - Eduardo Gois JS

Dom Armando Bucciol, presidente da Comissão para a Liturgia e bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA): “Cada um dos três setores da Comissão desenvolveu um certo programa nesse período. A Comissão de liturgia, apontou muito na formação. Procuramos investir em formar leigos e leigas, mas também padres e seminaristas. Nos últimos dois anos da AG, procuramos colocar aos bispos temas de reflexão para incentivar a formação litúrgica, inclusive nos seminários. Estamos observamos que os jovens estão passando uma crise por uma falta de conhecimento profundo dos princípios da teologia litúrgica” 

 

Foto de: Eduardo Gois / JS

Dom Sérgio - Eduardo Gois JS

Dom Sérgio da Rocha, presidente da Comissão para a Doutrina da Fé e arcebispo de Brasília (DF): “Eu trabalhei com uma Comissão que tem uma tarefa muito delicada, que assustava muita gente em outros tempos, porque se entendia como uma espécie de fiscalização, de repressão, ou coisa assim. Hoje, nós entendemos, cada vez mais, que essa Comissão zela pela verdade do Evangelho, zela pela Doutrina da Igreja, promovendo a reflexão teológica, promovendo o conhecimento da própria Bíblia, da própria Doutrina da Igreja”

Foto de: Deniele Simões / JS

Dom Severino - Deniele Simões JS

Dom Severino Clasen, presidente da Comissão para o Laicato e bispo de Caçador (SC): “Eu acredito que nós avançamos muito na busca dessa conscientização da participação dos leigos e, ainda, precisamos crescer muito na organização. Nessa parte nós ficamos ainda devendo porque, primeiro, nós queríamos trabalhar a questão da consciência, da dignidade dos cristãos leigos e leigas. Acreditamos que, daqui para a frente, teremos esse caminho aberto juntamente com o texto novo que vai sair e que tem de apelar um pouco mais agora na organização” 

Foto de: Allan Ribeiro / JS

Dom Pedro - Allan Ribeiro JS

Dom Pedro Brito Guimarães, presidente da Comissão Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e arcebispo de Palmas (TO): “Eu cruzei o Brasil e participei de muitos eventos de formação do clero diocesano, dos religiosos. Pude perceber onde estão as questões fundamentais. Estou muito satisfeito. Fizemos muito. Todos os anos produzimos material para o dia das vocações. Colocamos a disposição a carta que o Papa envia para esse dia. No mês vocacional, animamos todos os anos com materiais novos. Isso não termina, vai ficar para o outro presidente”

Foto de: Allan Ribeiro / JS

Dom Petrini - Allan Ribeiro JS

Dom João Carlos Petrini, presidente Comissão para a Vida e a Família e bispo de Camaçari (BA): “Eu acho que nós fizemos um grande trabalho que procura, rejuvenescer a Igreja no que diz respeito à família, à Pastoral Familiar, valorizando tudo aquilo que já existe, como movimentos familiares, comunidades, grupos, injetando um novo horizonte que vem com muita força desde João Paulo II, agora santo, depois, com Bento XVI e agora com o Papa Francisco” 

Foto de: Allan Ribeiro / JS

Dom Hummes - Allan Ribeiro JS

Dom Cláudio Hummes, presidente da Comissão para a Amazônia e arcebispo emérito de São Paulo (SP): “Essa Comissão foi providencial para a Amazônia, para a Igreja na Amazônia Legal, para toda essa metade do Brasil, porque essa Comissão tem o objetivo de sensibilizar o restante da Igreja no Brasil em relação à Igreja na Amazônia, ou seja, dar apoio, estar junto, enviar missionários, missionárias, animar, aquela solidariedade fraterna. Nesse sentido eu acho que é uma Comissão que veio muito bem, e que também os bispos das Igrejas na Amazônia agradecem muito por ter sido instituída essa Comissão e o trabalho que se tenta realizar”

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