Por Allan Ribeiro Em Notícias

Bispos se debruçam sobre Amoris Laetitia

Os bispos reunidos em Aparecida para a 54ª Assembleia dos Bispos do Brasil (AG) aprofundaram os estudos na recente Exortação Apostólica do Papa Francisco, Amoris Laetitia – A alegria do amor. O episcopado dedicou-se a reflexão dos capítulos seis e oito que abordam, de maneira mais detalhada e prática, as perspectivas pastorais no trabalho com as famílias.

O primeiro ponto apresentado pelo arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, foi o apelo do Santo Padre ao anúncio do Evangelho pela família, expresso na união aberta a vida. Ele colocou que no documento, assim como já dito pelo Papa nos sínodos dos bispos, o matrimônio é apresentado como vocação e caminho para santidade. “Matrimonio não é uma loteria, não é uma aventura que se faz para ver se vai dar certo ou não. É um chamado. Como vocação, é um caminho para santidade, para a perfeição, de realização para duas pessoas, o homem e a mulher que se sentem chamados a vida dois, para constituir uma família”, sublinhou.

Foto de: Allan Ribeir/JS

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Dom Raymundo: “O Papa tem duas palavras muito
importantes nesse documento: integração e
discernimento"

A formação do clero também é tida como fundamental no trabalho com as famílias. O ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acentuou que é desejo de Francisco que já nos seminários os futuros presbíteros sejam preparados para o trabalho pastoral junto as famílias, assim como, para auxiliar casais antes do matrimônio. O documento questiona como estão sendo formados os sacerdotes para dirigir espiritualmente casais diante das dificuldades e obstáculos da vida matrimonial.

Outra observação do documento reflete os caminhos que a celebração do sacramento tem tomado. O arcebispo contextualizou que é necessário manter a riqueza do rito, fazendo com que a celebração do matrimônio seja realizada de forma adequada. Em comparação com a formação dos presbíteros, dom Raymundo disse que é necessária uma preparação profunda com o casal, reforçando a importância do sacramento.

Sobre a união homoafetiva, o ex-presidente da CNBB reforçou que a atitude da Igreja é de respeito e que, de forma alguma, casais do mesmo sexo devem ser descriminados. Dom Raymundo lembra que eles não são excluídos da comunidade.

O acompanhamento de casais de segunda união ou divorciados também foi apresentado pelo arcebispo. Com base na exortação, ele explicou que é preciso que cada caso seja analisado de perto.

“O Papa tem duas palavras muito importantes nesse documento: integração e discernimento. Não excluir pessoas. O Papa Francisco diz que temos que construir pontes, superar a indiferença, cultivar a cultura do diálogo, nunca de exclusão e eliminação da pessoa, seja qual for a situação que ela vive”, salientou.

Retiro Espiritual

O arcebispo também fez um balanço do retiro espiritual dos bispos, realizado no último fim de semana. O retiro foi pregado pelo cardeal italiano Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura. O representante do Vaticano abordou junto ao episcopado o tema Misericórdia. “Foi um retiro muito proveitoso, muito agradável”, afirmou dom Raymundo.

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