Por Allan Ribeiro Em Notícias

CNBB discute futuro da Amazônia

A Igreja na Amazônia continua sendo um dos assuntos mais comentados na 53ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil (AG) segundo afirma o presidente Comissão Episcopal da CNBB para a Amazônia e arcebispo emérito de São Paulo (SP) cardeal dom Claúdio Hummes, durante coletiva nesta quarta-feira, dia 22.

A Comissão para Amazônia existe para sensibilizar o restante do país sobre os desafios da Amazônia e com isso ganhar apoio. Dessa forma, podem-se canalizar missionários, recursos, inclusive materiais, para essas igrejas nessas regiões que, muitas vezes, são muito carentes.

O discurso do Papa Francisco aos bispos, durante a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, mostrou a preocupação do Pontífice com a realidade da Amazônia. Dom Cláudio diz que estamos em um momento forte decisão a respeito do futuro da Amazônia. Ele acredita que o próprio Papa deve se voltar a questão da Amazônia na próxima encíclica a respeito de ecologia.

Ele comenta dos projetos do governo e os da iniciativa particular, como, por exemplo, o agronegócio na região, que podem não visar o bem comum.

Foto de: Allan Ribeiro / JS

Dom Claudio Hummes

Dom Cláudio diz que estamos em um momento
forte decisão a respeito do futuro da Amazônia

“A grande questão se isso [os projetos] de fato será um desenvolvimento sustentável e se preservará a Amazônia ou se eles acabarão destruindo a Amazônia. Como a igreja acompanha esse momento difícil? Ela tem que voltar a ter voz profética para denunciar aquilo que é contrário a preservação sustentável da Amazônia. Ao mesmo tempo, deve anunciar o evangelho de Jesus Cristo que vai para o bem, não para destruição”, salienta.

A Comissão busca trocar idéias de forças e projetos no trabalho de evangelização da Amazônia. O Papa dá uma indicação muito forte, dizendo que a igreja na Amazônia deve ter um rosto amazônico, afirma dom Claúdio.

“Queremos uma igreja inculturada, espelhada nos povos [da Amazônia], na sua historia, nas culturas, nos anseios e nos seus sonhos. O Papa fala de um clero autóctone, nascido lá. Nisso, entra fortemente a inculturação da fé nas culturas indígenas e é preciso pensar também em um clero indígena”, coloca.

 

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