Por Carolina Alves Em Notícias

Comunicar para inspirar: irmão Diego fala de vocação e amor à Mãe Aparecida

Missionário redentorista, historiador, jornalista e apaixonado por comunicação. Aos 33 anos, o goianiense Diego Joaquim tem muita experiência para partilhar, o que lhe rende muita sabedoria para viver a vocação. Religioso há sete anos, escolheu ser irmão Diego Joaquim para que, por meio da própria luz, pudesse inspirar outros corações a viver o amor de Deus.

Foto de: Arquivo Pessoal

Irmão Diego - Arquivo Pessoal

"Costumo dizer que é uma vocação que
exige criatividade. (...) Penso que, quando
chegar a uma nova comunidade, em uma
nova missão, terei que descobrir um jeito
novo de servir para ajudá-la a crescer. Esta
novidade acompanha o nosso desafio de
ser testemunha do Redentor"

De pequenino observador a condutor versátil de evangelização, o JS apresenta o primeiro colunista além do artigo:

Jornal Santuário de Aparecida – Como despertou em você a vocação para ser um religioso? Por que escolheu ser um irmão em vez de um padre?

Irmão Diego Joaquim – Na adolescência discerni o desejo de consagrar minha vida à missão de anunciar o amor de Deus. Foi fruto de uma experiência pessoal em minha família, e também na comunidade que frequentava, e ainda no que rezei em minhas romarias ao Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO). Ingressei no Seminário Redentorista Padre Pelágio, em Trindade, com a intenção de ser padre. Mas, penso que eu era muito novo e acabei deixando a formação religiosa um ano depois. Comecei, então, a estudar e a trabalhar, porém, sem me afastar da comunidade. Fui acólito e catequista na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Goiânia. Ali, também iniciei minha atuação na Pastoral da Comunicação, além de colaborar na Rádio Difusora e no Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Goiânia. Nesse tempo, pude ver mais de perto a maravilha e as exigências do ministério presbiteral, e também as possibilidades que a vida consagrada laical possui. Por isso, pedi para ser aceito novamente na congregação como religioso-irmão, e fui acolhido depois de oito anos fora. Foi uma decisão amadurecida e consciente do meu lugar na Igreja. Sou muito feliz neste caminho, que exige de mim sempre disponibilidade e criatividade. Não posso deixar de dizer que sem a oração de pessoas especiais, como minha avó Geraci, não podemos perseverar.

JS – Você tem um grande envolvimento com comunicação. Fale sobre como começou a se identificar com essa área.

Irmão Diego Joaquim – Desde criança, sempre gostei muito de ler e de assistir a noticiários. Também sempre gostei de ouvir e observar pessoas que falam em público, como pregadores, ou mesmo apresentadores de televisão. Claro, minha paixão é o rádio, e as vozes e dicções perfeitas me fascinam. Sempre procurei me orientar por estes bons, sem nem mesmo conseguir chegar perto do talento deles. Na Igreja, tive muitas oportunidades, e procurei sempre corresponder em diferentes mídias: rádio, impresso, web e até televisão. A comunicação e os seus meios para mim são paixões que dão suporte para uma paixão ainda maior: fazer o amor de Deus conhecido e experienciado pelas pessoas.

JS – Você já atuou na CNBB, agora está no rádio. Conte sobre suas experiências profissionais.

Irmão Diego – Já trabalhava na rádio da congregação antes mesmo da minha profissão religiosa. Depois dos primeiros votos, fui designado para colaborar na pastoral da Paróquia/Santuário do Perpétuo Socorro, em Goiânia e também na Rádio Difusora, onde fui diretor-artístico. Neste tempo, de três anos, fui também da equipe de coordenação da Rede Católica de Rádio (RCR). Depois, fui transferido para Brasília, e lá colaborei em nossa paróquia e em uma rádio comunitária, e tive a oportunidade de trabalhar na equipe de assessoria de imprensa da CNBB. Desde 2014, quando voltei para Goiânia, resido novamente no Santuário do Perpétuo Socorro, onde atuo pastoralmente, além de colaborar na rádio Difusora, onde apresento um programa jornalístico diário, e na Rede Pai Eterno FM, onde sou o diretor de conteúdo. Atualmente, sou o coordenador da Pastoral da Comunicação no Regional Centro-Oeste. Gosto muito de trabalhar, e sempre sou convidado também a pregar retiros ou orientar momentos formativos.

JS – Identifica-se com a Mãe Aparecida? De quais maneiras?

Ir. Diego – Como não me identificar com a minha “mamãe”? Desde pequeno, sempre ouvi falar do carinho de Nossa Senhora para com todos nós. Minha mãe, dona Nair, tinha dois livros que li ainda pequeno, e me fizeram aprender muita coisa: O Manual do Devoto de Nossa Senhora Aparecida e o Fé e Vida. Foi por eles que conheci a história dessa devoção. Passei muito tempo sonhando em um dia conhecer o Santuário Nacional e guardei no coração um pedido especial para fazer a Senhora Aparecida. Quando estava no noviciado, tivemos a oportunidade de fazer uma viagem não programada a Aparecida. Diante da imagem de Maria, fiz um pedido por meus pais, que estavam separados. Por graça de Deus, meses depois eles se reconciliaram e estão juntos até hoje. Anos depois, pude levar minha mãe até Aparecida e diante da “mamãe”, agradeci a graça que alcancei. Então, identifico-me com a Mãe Aparecida assim: é minha “mamãe”, é alguém de minha intimidade, que cuida de mim e que não me deixa desistir do caminho de consagração que escolhi.

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