Por Allan Ribeiro Em Notícias

Concílio Vaticano II: Celebração ecumênica marca encerramento do jubileu

O jubileu do Concílio Ecumênico Vaticano II, reforça um marco histórico na Igreja no mundo, que buscou uma maneira mais atual de anunciar a Cristo. Durante os quatro anos de celebração do cinquentenário, a CNBB buscou refletir e recordar nas igrejas e dioceses do país as questões postas. Em análise, a Igreja no Brasil observa que ao longo das cinco décadas a propostas apresentadas no Concílio renderam muitos frutos, mas ainda há o que ser colhido.

Foto de: Allan Ribeiro / JS

Cerimônia AG - Allan Ribeiro JS

Celebração Ecumênica reuniu lideranças pertencentes
ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic)

Na 53ªAG o arcebispo de São Paulo (SP) e presidente do grupo de trabalho para as comemorações do cinquentenário conciliar, cardeal dom Odilo Pedro Scherer relembra aspectos importantes do Concílio Vaticano II para o período atual. Ele ressalta que o encerramento das comemorações não é sinônimo para que se perca o interesse no assunto. Todo esse movimento, segundo o cardeal, ajuda a dar mais um passo na assimilação do Concílio para a Igreja nos dias atuais.

“Procuramos avaliar os frutos durante esses 50 anos e quais são as interpelações abertas para o nosso tempo. Para alguns, parece muito tempo, no entanto, para a Igreja não é muito longo, lembrando que ela tem 2 mil anos. Os grandes concílios, em geral, têm um efeito de onda prolongado que leva séculos”, salienta.

Ele coloca que a percepção que se tem é que o Concílio Vaticano II tem muito ainda a oferecer. Desde Paulo VI todos os demais Papas estão na linha de trazer o Concílio para novas interpretações da realidade presente. “É um momento de colocarmos três acentos: a recordação dos frutos do Concílio, o que ele produziu e, por terceiro, o que hoje ele continua a interpelar a Igreja”, diz dom Odilo.

Como marco do encerramento das atividades pelo Concílio, foi promovida uma celebração ecumênica, realizada no dia 17 de abril. A sessão reuniu lideranças pertencentes ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) e foi aberta com o discurso do presidente da Comissão para o Ecumenismo da CNBB e bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda, dom Francisco Biasin, que expressou o contentamento dos bispos com a presença de seus irmãos de outras denominações cristãs.

“No primeiro documento conciliar diz que o Concílio se reuniu para oferecer tudo que possa contribuir com a união dos que creem em Cristo. Era o sonho do saudoso Papa João XXIII convocar a reunião”, lembrou dom Francisco.

O arcebispo de São Paulo também afirmou no evento que o Concílio também já suscitou frutos apreciáveis no ecumenismo. Um dos propósitos do início da reunião, nas palavras de papa são João XXIII, era a busca da unidade da Igreja de Cristo. “Muito já se avançou nesses 50 anos, embora ainda reste um longo caminho a percorrer. Houve igualmente um esforço significativo no diálogo com as religiões não cristãs”, relatou.

Em dezembro, o Papa Francisco irá celebrar o encerramento das comemorações do Concílio Vaticano II, com a abertura do Ano Santo da Misericórdia.

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