Por Allan Ribeiro Em Notícias

Congresso traz diretrizes do Sínodo dos bispos

Membros da Pastoral Familiar e de outros movimentos ligados à família se reunirão em Aparecida (SP) para refletir os resultados e avanços do Sínodo dos bispos. O congresso da sub-região acontecerá entre os dias 21 e 22 de novembro e terá como ponto de partida as diretrizes dos trabalhos pastorais diante do que foi apresentado em Roma. O evento contará com a participação do cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, que foi designado por Papa Francisco como um dos presidentes delegados do Sínodo.

Foto de: Deniele Simões / JS

Dom Raymundo - Deniele Simões JS

Dom Raymundo Damasceno Assis fará panorama dos trabalhos sinodais durante o congresso

 

Com o tema Os desafios da família no contexto da evangelização, o congresso tem como objetivo promover uma análise pós-sinodal diante dos três setores de atuação da Pastoral Familiar: pré-matrimonial, pós-matrimônio e casos especiais. Cada convidado fará uma reflexão diante desses temas.

O bispo auxiliar Aparecida, dom Darci José Nicioli irá abordar os avanços em casos especiais, aqueles que precisam de maior estudo e cuidado, como por exemplo, a eucaristia para casais de segunda união. Já o arcebispo de Aparecida irá encerrar o domingo dando um panorama geral do que foi abordado no Sínodo. O encontro também trará temas como o Ano da Misericórdia e a relação entre mídia e família.

O congresso deve reunir cerca de 300 pessoas da arquidiocese de Aparecida e das dioceses de Lorena (SP), Caraguatatuba (SP), Taubaté (SP) e São José do Campos (SP). A formação é uma oportunidade também para troca de experiências, como frisa o assessor arquidiocesano da Pastoral Familiar, padre José Carlos de Melo.

Segundo ele, esse contato amplia a intimidade entre as dioceses e permite o compartilhamento de ações positivas. “Sabemos que os problemas são os mesmos, mas, cada diocese tem sua realidade”, afirma o assessor.

O sacerdote reforça que o encontro será um caminho para ampliar e aprofundar os conhecimentos diante do que foi discutido pelos bispos no último mês. A expectativa é que os movimentos ligados à família tenham um direcionamento de como colocarem em prática as conclusões sinodais no trabalho pastoral.

“Diante dos desafios do dia a dia na Pastoral Familiar, o que esperamos desse congresso é que vejamos o que vamos fazer de concreto diante do Sínodo que já aconteceu. Veremos o que vai ser permitido e que não será. Pelo que vejo, uma coisa que o Papa está pedindo é a preparação matrimonial. Isso é uma coisa que foi focada nesse Sínodo. Ele pede para aumentar o tempo e qualificar a preparação matrimonial”, expressa o assessor arquidiocesano.

A coordenadora da Pastoral da Família de Lorena, Maria Aparecida Barbosa Lopes, participará do evento e espera aprender soluções práticas diante dos questionamentos referentes à realidade da família nos dias de hoje. A partir disso, a expectativa da participante é saber como tirar palavras de esperança diante dos sofrimentos vivido por numerosas famílias.

Ela complementa que o encontro será a oportunidade de conhecer as novas linguagens para as ações com as famílias. “A doutrina da Igreja não muda, mas mudam as formas de comunicar, de acolher as pessoas de uma forma mais efetiva”, diz Maria Aparecida, que espera a partir do congresso corresponder melhor à vontade de Deus no trabalho pastoral.

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