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Conheça o milagre da beatificação da Bem-Aventurada Irmã Dulce

Em um domingo de orações, cânticos, lágrimas e louvores, um mar de fiéis e admiradores da vida e da obra de Irmã Dulce testemunhou, no dia 22 de maio de 2011, a histórica cerimônia que coroou a primeira beata nascida na Bahia. Tendo como cenário o Parque de Exposições de Salvador, a beatificação da religiosa, fundadora das Obras Sociais Irmã Dulce, reuniu, entre brasileiros e visitantes de outros países, mais de 70 mil pessoas. Após 11 anos de espera, desde a abertura do processo de beatificação, a freira baiana, conhecida por todos como o Anjo Bom do Brasil e Mãe dos Pobres, passou a se chamar Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica.

A causa de beatificação de Irmã Dulce foi iniciada em janeiro de 2000. O milagre que levou à beatificação da freira foi reconhecido oficialmente pelo Papa Bento XVI em 10 de dezembro de 2010. A graça validada pelo Vaticano passou por três etapas de avaliação: uma reunião com peritos médicos (que deram o aval científico), com teólogos, e, finalmente, a aprovação final do colégio cardinalício, tendo sua autenticidade reconhecida de forma unânime em todos os estágios.

Uma graça só é considerada milagre após atender a quatro pontos básicos: a instantaneidade, que assegura que a graça foi alcançada logo após o apelo; a perfeição, que garante o atendimento completo do pedido; a durabilidade e permanência do benefício e seu caráter preternatural (não explicado pela ciência).

Foto de: OSID

claudia_santos_miraculda

Cláudia Santos, miraculada

O referido milagre ocorreu na cidade de Itabaiana, em Sergipe, quando, após dar à luz a seu segundo filho, Gabriel, Cláudia Santos sofreu uma forte hemorragia, durante 18 horas, tendo sido submetida a três cirurgias na Maternidade São José. Diante da gravidade do quadro, o obstetra Antônio Cardoso avisou a família que apenas “uma ajuda divina” poderia salvar a vida de Cláudia. Em desespero, a família da miraculada chamou o padre José Almí para ministrar a unção dos enfermos. O padre, no entanto, decidiu fazer uma corrente de oração pedindo a intercessão de Irmã Dulce e deu a Cláudia uma pequena relíquia da Bem-Aventurada. A hemorragia cessou subitamente.

O caso de Cláudia foi então analisado por dez peritos médicos brasileiros e seis italianos. Segundo o médico Sandro Barral, um dos integrantes da comissão científica que analisou o milagre, “ninguém conseguiu explicar o porquê daquela melhora, de forma tão rápida, numa condição tão adversa”.

Irmã Dulce está atualmente em processo de canonização. Para a canonização é necessária a aprovação de um milagre adicional atribuído à intercessão do Beato. No momento da canonização, o Santo Padre, em virtude da sua infalibilidade, declara que o Beato está entre os santos do céu e inscreve o nome da pessoa na lista oficial (cânon) dos Santos da Igreja.

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