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Delegação brasileira representa país em encontro latino-americano da Pastoral Juvenil

Quatro jovens, membros da Coordenação da Pastoral Juvenil Nacional, ligada à Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foram representantes brasileiros no encontro que aconteceu em Curaçao, no Caribe, entre 15 e 20 de março. Além deles, o bispo de Caxias no Maranhão, dom Vilson Basso e padre Antônio Ramos, ambos da Comissão para a Juventude, também participaram. 

A tarefa deles foi apresentar uma retrospectiva da pastoral juvenil no Brasil e mostrar as ações realizadas no país à luz do documento Civilização do Amor, que propõe um caminho de evangelização no continente. Além disso, apresentaram projetos e articularam ações com as pastorais juvenis de outros países. “É um encontro no qual, em primeiro lugar, aprende-se muito com a partilha de experiências, porque cada país apresentou a sua história e nessas histórias foram ressaltados nomes de pessoas que foram importantes na caminhada. É um momento que dá oportunidade para um aprofundamento bíblico e teológico sobre a importância da pastoral juvenil, das pessoas que fazem essa história, dos frutos que foram colhidos, e a partir daí definir como nos próximos anos devemos caminhar”, explica.

 

O encontro é um projeto latino-americano que trabalha a revitalização da pastoral juvenil em toda a américa latina, dando respostas aos novos desafios que a Igreja e a sociedade pedem.

 

A delegação é composta por jovens líderes das quatro expressões juvenis da Igreja no Brasil. O representante das Pastorais da Juventude é Iago Ervanovite, integrante da Pastoral da Juventude Estudantil (PJE); das congregações, Maurício Stanzani, membro das Irmãs de Santa Doroteia; das novas comunidades, Anderlon Mendes, pertencente a Obra de Maria; dos movimentos, Valesca Montenegro, dos Focolares.

Iago avalia que o encontro é uma oportunidade de reafirmar as articulações com outras expressões de juventude na América Latina, enriquecendo as atividades brasileiras a partir das experiências estrangeiras.

Foto de: Reprodução / Jovens Conectados

Encontro Pastoral Juv - Reprodução Jovens Conectados

Da esquerda para a direita, em pé: dom Vilson Basso,
Maurício Stanzani, Everson Lima. Abaixo: Iago Ervanovite,
Valesca Montenegro e padre Antonio Ramos

Desafios

A participação no encontro resulta na identificação de desafios. Dom Vilson classificou três desafios importantes: o individualismo do jovem, uma maior inclusão da juventude mais vulnerável socialmente e a espiritualidade.

“É importante vencer o individualismo, como juventude da Igreja, olhar para fora, para a realidade de outros jovens, não somente para jovens do meio, mas para o mundo dos outros. Isso implica em seguir o exemplo da palavra do Papa Francisco, que quer uma Igreja em saída para as periferias, no trabalho em missão. Dessa forma um dos grandes projetos aqui no Brasil, nos próximos anos, é o trabalho missionário”, detalha.

Segundo dom Vilson, o segundo desafio é questão da inclusão da juventude, da pobreza, pois o trabalho da Igreja também deverá colocar no coração, e na cabeça dos jovens, a preocupação com a questão social do jovem que não tem oportunidade de emprego, de escola, que é impossibilitado de ter um futuro melhor. “Aí entra a inspiração social que é outro grande projeto, para Igreja no Brasil.”

O último aspecto importante, na opinião do bispo, é a vivência de uma espiritualidade segura para a vida da juventude. “Queremos jovens seguidores de Jesus, apaixonados por Cristo e em seu projeto, firmes na fé, dispostos ao trabalho e a missão. Jovens felizes, com a espiritualidade centrada em Jesus Cristo, e na sua proposta de reino de Deus.”

Semelhanças

Ao voltar o olhar para a realidade social latino-americana, verificam-se muitas semelhanças. As problemáticas são muito parecidas, tanto no ponto de vista das problemáticas sociais, quanto nas respostas eclesiais que a Igreja é chamada a dar a realidade da juventude. “Por isso a importância do encontro latino-americano, porque nós temos com isso uma base. O documento Civilização do amor que é um livro básico, um documento, que é base para todo o trabalho juvenil na américa latina e caribe é muito importante”, aborda.

O bispo também valia que após a JMJ do Rio em 2013, houve um aumento da participação da juventude. “Nós tivemos depois da JMJ encontros nacionais com os responsáveis diocesanos de todo o país e de todos eles, ouvimos que a JMJ provocou um crescimento no trabalho com jovens e uma consciência da juventude como Igreja e também uma participação mais ativa na Igreja. O nosso papel agora é continuar acompanhando e dar uma continuidade com esse trabalho. A JMJ deixou um legado importante”, aponta.

Dom Vilson ressalta que A civilização do amor é fundamental na orientação da Igreja na américa latina para o trabalho com os jovens, porque traz uma base para todo o trabalho. “De verdade acreditamos na juventude. A Igreja no Brasil e o documento 85 faz opção afetiva e efetiva pela juventude”.

O XVIII Encontro Latino-americano dos Responsáveis Nacionais da Pastoral Juvenil é um espaço de avaliar, celebrar, partilhar e planejar a caminhada da Pastoral Juvenil no continente americano. O tema do encontro é: Revitalizando e valorizando a realidade dinâmica e em mudança da Pastoral da Juventude. E a iluminação bíblica diz: “Lembre-se, porém, de todo o caminho que Javé, seu Deus, fez você percorrer” (Dt 8,2).

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