Por Deniele Simões Em Notícias

Discussões sobre laicato devem ser aprofundadas, afirma dom Severino Clasen

As discussões sobre o tema prioritário da 53ª AG - “Os cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade” - deverão ser aprofundadas durante esta e a próxima Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Foto de: Deniele Simões / JS

Dom Severino - Deniele Simões JS

Intenção é que reflexões sobre o tema se aprofundem
para que, na AG do ano quem vem, o tema seja
transformado em documento oficial

A informação é do presidente da Comissão Episcopal pastoral para o Laicato e bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, que participou da coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, dia 16 de abril.

Dom Severino ressalta que a questão do laicato já norteou parte dos trabalhos da AG no ano passado, dando origem ao documento de estudos 107. A intenção é que as reflexões se aprofundem para que, na AG do ano que vem, o tema seja transformado em documento oficial.

Vamos recolher o que está sendo apresentado e, provavelmente, vai ser feita uma nova versão”, explica. Ainda de acordo com o presidente da Comissão, após a AG do ano passado, o documento de estudos foi encaminhado para todo o Brasil e revertido em muitas sugestões para a Assembleia deste ano. “Vários grupos trouxeram contribuições, mas queremos que esse texto continue cavocando mais”, ressalta.

Dom Severino também citou o Papa Francisco, que tem defendido uma maior participação dos leigos e leigas. Para o prelado, é preciso que os leigos e leigas assumam, de fato, o papel de protagonistas na evangelização dentro da Igreja e na transformação da sociedade.

O presidente da Comissão também diz ser preciso avançar nas estruturas da própria Igreja, para que se supere o problema do clericalismo. “É muito bom deixar que padres e bispos decidam, mas é preciso que os leigos assumam seu papel”, salienta.

Durante a coletiva, dom Severino também chamou a atenção para os leigos que fazem vistas grossas para as injustiças ou se envolvem em atos de corrupção. “Como o sujeito que é batizado, professa que acredita em Deus, diz que é cristão e se cala diante de tanta injustiça? E no Brasil, quem está envolvido em corrupção também não é cristão?”, questionou.

O presidente da Comissão concluiu a participação na coletiva lembrando que bispos e padres precisam avançar, confiando mais papeis ao laicato, assim como os leigos e leigas devem assumir mais sua missão, para que tenhamos um mundo mais fraterno.

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