Por Alexandre Santos Em Notícias

Emaús realiza encontro internacional em Cachoeira Paulista (SP)

Juntos trabalhamos para construir o Emaús que queremos. Esse foi o tema do 9º Campo de Trabalho e Formação do Movimento Emaús Igualdade, que aconteceu entre os dias 18 e 29 de janeiro, na cidade de Cachoeira Paulista (SP).

 

O encontro reuniu cerca de 120 ativistas do Brasil e de diversos países, como Estado Unidos, Uruguai, França, Argentina, Colômbia, Peru, Bolívia, Chile, Espanha, Índia, entre outros. O presidente internacional do Emaús, o francês Jean Rosseau, também participou do evento. O último encontro desse tipo aconteceu em 2003, na Argentina.

O objetivo do evento foi proporcionar formação, práticas de trabalho comunitário e divulgar o movimento.

Foto de: Alexandre Santos / JS

Encontro Emaús_1 - Alexandre Santos JS

Durante duas semanas, ativistas de vários países
realizaram atividades de formação e conscientização em
Cachoeira Paulista. Segundo Tânia Maria Dolbrowolsky
Barbosa, apesar de já estar há quase 30 anos na cidade,
a população ainda não conhece o movimento, que é até
um pouco marginalizado

Segundo a coordenadora do movimento em Cachoeira Paulista e membro do Comitês Executivo do Emaús Internacional, Tânia Maria Dolbrowolsky Barbosa, apesar de já estar há quase 30 anos na cidade, a população ainda não conhece o trabalho do movimento. “Sabem que é uma casa que acolhe pessoas em situação de rua. Por isso o movimento é até um pouco marginalizado, porque normalmente essas pessoas têm problemas com bebida ou drogas”, explica.

O Emaús é um movimento que mobiliza a questão social no mundo inteiro e que luta contra as causas da miséria. “A gente tem ações de saúde na África e na Ásia, e também com água, meio-ambiente, tráfico de pessoas”, explica.

A casa de Cachoeira Paulista acolhe 25 pessoas e realiza trabalhos de coleta de materiais reciclados, marcenaria e bazar. Tânia ressalta que um dos objetivos é reinserir essas pessoas na sociedade. “Às vezes as pessoas chegam desorientadas e a gente consegue fazê-las voltar às famílias e ao mercado de trabalho. Há também os que ficam conosco durante vários anos”, explica.

Para o presidente da Junta Executiva Emaús das Américas, o chileno Juan Melquíades Arellano, o movimento não transforma apenas as pessoas atendidas. “Ao ajudar aos outros, nós também temos nossos corações restaurados”, afirma.

A abertura do evento foi marcada por uma missa e uma solenidade na praça Prado Filho. Durante duas semanas, diversas atividades foram realizadas. Entre elas, um fórum sobre coleta seletiva, uma passeata de conscientização sobre o meio ambiente, uma conferência sobre a história do movimento e momentos de troca de experiências. No sábado (24), foram realizados dois bazares simultaneamente em Cachoeira Paulista e em Cruzeiro (SP). Também foram distribuídos fôlderes de divulgação do movimento.

Foto de: Alexandre Santos /JS

Encontro Emaús_2 - Alexandre Santos JS

Há 27 anos no Emaús, o francês Regis Mojo trabalha acolhendo pessoas que têm vícios e trazendo-as de volta à dignidade. Segundo ele, na França são 117 comunidades que realizam esse trabalho. “Estamos aqui para promover um treinamento, de forma que em todo o mundo esse trabalho seja divulgado”, afirma. 

Um pouco de história

A Comunidade de Vida e Trabalho Emaús foi fundada em 1954 pelo sacerdote francês Abbé Pierre. Indignado com a indiferença para com os excluídos, resolveu pedir ajuda para os moradores de rua, que sofriam com o inverno rigoroso. Abbé Pierre contribuiu decisivamente para promover o direito à moradia na França. O movimento se espalhou e hoje está presente em 36 países.

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