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Empresas do segmento diversificam pacotes de intercâmbio

Quem não sonha com uma oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente, de chegar a qualquer lugar do mundo e poder se comunicar de modo tranquilo, de estudar e trabalhar fora e ainda ganhar um dinheiro extra? Talvez seja o desejo da maior parte dos jovens brasileiros, principalmente em tempos tão globalizados e com a efervescência da tecnologia.

Foto de: Reprodução

Intercâmbio_2 - Reprodução

É um sonho possível, mas romper fronteiras requer muito afinco, desprendimento, coragem, força e garra, pois os desafios não são poucos, seja pela questão da língua, dos hábitos ou pela distância dos familiares, porém é um sonho que se realiza de forma cada vez mais comum no período da juventude.

Segundo a diretora da rede 2be Study Group, Alessandra Brandão, o mercado de intercâmbios está em crescimento devido ao aumento da classe C, as possibilidades de parcelamento e até mesmo a exigência do mercado de trabalho de todos os profissionais dominarem o português e alguma língua extra, como o inglês. “É um setor que não para de avançar”, afirma.

Brasileiros cruzaram as fronteiras de países como o Canadá – que desponta como o país mais procurado pelos brasileiros –, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, que ocupam a lista dos quatro países mais solicitados.

A preferência pelo Canadá acontece, principalmente, pelos custos relativamente mais baixos em relação a outros destinos, facilidade para obtenção do visto, segurança, qualidade do ensino e hospitalidade.

É notório também que atualmente há uma diversificação de modelos de intercâmbios com opções que fogem do convencional.

Alessandra dirige uma rede de agências que oferece oportunidade da aprendizagem de um novo idioma, aliada a atividades locais com imersão cultural. “Entendemos que fugir do convencional é o que o mercado pede e necessita nesse momento, afinal este é um investimento que agrega tanto na vida profissional quanto na vida pessoal.”

Na empresa, Alessandra oferece curso de duas a quatro semanas para aprender inglês com safari e degustação de vinhos, inglês com foco em negócios, acampamento de verão para adolescentes em Los Angeles, mergulho com golfinhos na Austrália, entre outras opções. Também é possível fazer intercâmbio sem dominar a língua. “A diferença de dominar pouco o idioma local é o estágio do programa de estudos que o cliente vai ter de optar para diminuir os “perrengues” iniciais. Mas damos todo o suporte para nosso cliente que não fala nada da língua e afirmo que é totalmente possível fazer intercâmbio desta forma”, explica.

O inglês e o espanhol definitivamente são os carros-chefes devido às oportunidades comerciais e profissionais que eles abrem ao estudante. Porém, optar por um idioma diferenciado também pode ser uma maneira de destacar-se.

Na avaliação de Alessandra a escolha do idioma, assim como o local, a atividade extracurricular e o estilo de intercâmbio, vai ser diferente de acordo com o modo de vida do intercambista. É uma escolha definitivamente pessoal.

Programas em que o estudante aprende alemão, francês e italiano têm bastante procura.

O diretor de Expansão da Rede CCBEU, Rodrigo Santana, acrescenta que atualmente existem intercâmbios para todos os países ocidentais e que não estejam em zonas de conflito. “Obviamente que a língua inglesa determina a preferência da grande maioria dos interessados, mas existem muitas pessoas que optam por viajar para a Alemanha, França e outros países interessantes”, completa.

Caro ou barato?

Cursos de quatro semanas, por exemplo, custam em média R$ 4 mil e podem ser parcelados em até 10 vezes, dependendo da instituição responsável pelo intercâmbio. Valor que na opinião de Alessandra não é caro. “O preço vai financiar algo que não tem um valor palpável, afinal ele está pagando para aprender uma nova língua e viver algo único. Que muito provavelmente será um marco em sua vida.”

Para Santana, o mercado de intercâmbios está em crescimento, porque a economia atual permite que pessoas de diferentes classes sociais viajem para fora do país por motivos variados, incluindo intercâmbio; depois o custo benefício proporciona muito mais do que lazer, já que o viajante irá conhecer o país de acordo com suas realidades e voltará com um conhecimento linguístico e cultural que dificilmente obteria de alguma outra forma.

Outro exemplo mostra que existem pacotes em que uma viagem de 11 meses em uma high school nos Estados Unidos fica mais barata do que um típico pacote para Orlando. “Da mesma forma que muitas pessoas estão conseguindo viajar pela primeira vez de avião ou conhecer pela primeira vez outro país, o mesmo está ocorrendo com os programas de intercâmbio em função da viabilidade econômica”, aponta o diretor.

Na opinião de Rodrigo Santana a diferença principal entre o turismo e o intercâmbio é que na primeira opção o turista irá conhecer o país com uma realidade adaptada para viajantes, que supostamente terão que se divertir e se encantar com os locais. A experiência de viajar em um programa de intercâmbio vai além disso. “O mesmo país pode ser conhecido pela perspectiva dos cidadãos que ali habitam, sem guia turístico, sem itinerário comercial e com o aval de quem vive ou estuda no local. Afinal, você pode dizer que conhece determinado país por tê-lo conhecido como turista? O intercâmbio permite a você responder que sim.”

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