Por Alexandre Santos Em Notícias

Especialista analisa ação das empresas na internet

Com a popularização da internet, de celulares e smartphones, diversas empresas têm buscado se comunicar com o público por meio das redes sociais. Ao mesmo tempo, novos modelos de negócio surgem a partir das necessidades geradas por novos hábitos da sociedade digital.

Para falar sobre o assunto, o JS conversa com o especialista em marketing aplicado às mídias sociais Jeoás Farias. Consultor de empresas e empreendedor digital, ele analisa a atuação das empresas nas redes sociais e o avanço do mercado de negócios digitais no Brasil.

Foto de: Arquivo Pessoal

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"O site precisa ser a filial on-line
da empresa. Tem de oferecer os
mesmos tipos de atendimento
virtualmente, como se o visitante
a estivesse visitando pessoalmente"

Jornal Santuário de Aparecida – Como você avalia a presença das empresas hoje nas redes sociais? Elas já aprenderam a lidar com a linguagem da internet?

Jeoás Farias – Muitas já conseguem se comunicar com seu público, seja através do site oficial ou das redes sociais. Mas a grande maioria ainda engatinha no quesito criar canais de relacionamento com o público-alvo. Quanto menos se der prioridade à venda de produtos e serviços, mais eficaz será a comunicação nas redes sociais e, consequentemente, haverá maior engajamento dos usuários. Isso porque o que as pessoas querem se relacionar e não necessariamente comprar.

JS – Hoje há páginas de empresas no Facebook, perfis no Twitter, blogs, canais no Youtube. Ainda é necessário ter um site?

Jeoás – O site é da empresa. As redes sociais, não. São comunicações diferentes. O site oficial precisa apresentar as características da empresa e informar tudo sobre ela, inclusive ofertas de produtos e serviços. Na rede social, não. As páginas e perfis de empresas nas rede sociais devem criar relacionamento e engajar as pessoas em seu conceito, imagem e referências. A venda vem como consequência do tipo de ligação que será criada com o público. As pesquisas mostram que as pessoas compram produtos de acordo com o grau de aproximação que elas têm com as empresas.

JS – Quais as características que um site precisa ter para atender bem à demanda empresarial?

Jeoás – O site precisa ser a filial on-line da empresa. Tem de oferecer os mesmos tipos de atendimento virtualmente, como se o visitante a estivesse visitando pessoalmente. Todas as informações e negociações devem ter versões online e para dispositivos móveis, para que as pessoas tenham a empresa e seus serviços a poucos cliques. O conceito 24 horas por dia e sete dias na semana é a melhor marca desse cenário.

JS – Qual o maior desafio de se trabalhar uma marca nos ambientes digitais?

Jeoás – É a desatenção das pessoas. Por isso os ambientes devem ser lúdicos, simples, fáceis, engraçados ou, pelo menos, não serem chatos. As empresas querem arrebanhar milhares de curtidores para falar de seus produtos e serviços. Só que as pessoas querem se divertir e relaxar. As empresas precisam entender essa lógica: quem comanda as redes sociais são as pessoas.

JS – Como uma consultoria ajuda as empresas a se comunicar bem com o público nas redes sociais?

Jeoás – A assessoria especializada ajuda a identificar a melhor estratégia para alcançar os objetivos. Por trás de milhares de citações, são necessárias pessoas e ferramentas capazes de filtrar e extrair informações relevantes, para que a empresa navegue e saiba andar de acordo com o perfil de seu público.

JS – Quais os principais erros que as empresas cometem nas redes sociais?

Jeoás – O principal é achar que as mídias sociais serão um repositório de informações do site institucional. Muitos ainda acham que a internet vive sem planejamento, anúncios e estratégias. Ao contrário. O que mais a internet oferece são estatísticas sobre tudo: público-alvo, horários de acessos, tipos de conteúdo interessantes etc. Uma empresa antenada precisa usar tudo isso para se posicionar com eficácia nas mídias sociais digitais.

JS – As redes sociais e os dispositivos móveis não têm apenas estreitado as relações entre o público e as empresas, mas também têm gerado oportunidades comerciais interessantes. Segundo estimativas da consultoria Gartner, o mercado de aplicativos para celulares, por exemplo, teve um aumento de cerca de 62% nas vendas e faturou algo em torno de US$ 25 bilhões em 2013. A que se deve esse crescimento?

Jeoás – Dois grandes temas estão dentro dessas afirmações: mobilidade urbana e vida social. Falar em mobilidade é tirar as pessoas das filas de bancos, loterias, cartórios, lojas etc. As redes sociais reaproximaram amigos que, depois da separação da escola, da faculdade ou da vida profissional, se reencontraram e deram uma nova funcionalidade a esses dispositivos: aproximar amigos, familiares e colegas de trabalho.

JS – Esse cenário também tem sido um campo fértil para o surgimento de novos modelos de negócios. A que se deve o surgimento crescente das chamadas startups no mundo? Você tem estatísticas sobre esse crescimento no Brasil?

Jeoás – É difícil mapear com exatidão esse movimento de novas empresas com perfil tecnológico. São muitas, com muitos formatos diferentes. De tão inovadoras, elas nem são classificadas nas estatísticas, mas fazem parte desse cenário da economia criativa. O que leva a essa grande expansão, em primeiro lugar, é o crescimento da economia. Em segundo, o grande potencial criativo desses negócios que se desdobram para buscar novas soluções e descobrir mais e melhores funções que tornam a tecnologia mais eficiente.

JS – Como se cria uma startup? Basta uma boa ideia?

Jeoás – Tão importante quanto ter uma boa ideia é desenvolvê-la. E, claro, ter um produto ou serviço de grande utilidade. Então, para se criar uma startup é preciso uma boa ideia e a sua realização prática, além de uma funcionalidade acima da média.

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