Por Allan Ribeiro Em Notícias

Francisco estimula jovens a viver o Evangelho

Francisco tem surpreendido a todos com os vibrantes discursos voltados à juventude. Com uma linguagem simples e contemporânea, o Papa se aproxima da realidade dos jovens e os convida a viver a essência do Evangelho para se tornarem exemplos nas atividades do dia a dia. O Santo Padre também lhes apresenta os caminhos para superarem os desafios da vida.

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Papa jovens - Reprodução

"Amar é fazer-se próximo, tocar a carne de Cristo nos pobres", diz Francisco aos jovens

 

Em seus ensinamentos, o Pontífice convida os jovens a darem graças a Deus pela oportunidade de estudar, de ter um lar e alimentos. Bergoglio convoca essa nova geração a ajudar àqueles tem dificuldades, compreendendo que a vida pode não ser fácil para eles. Muito dos jovens acabam sendo empurrados pelo desespero à delinquência, ao delito, a colaborar com a corrupção. “A estes jovens temos que expressar que estamos perto e queremos ajudá-los a viver a solidariedade com amor, com esperança”, coloca.

O Sumo Pontífice tem convidado essa geração à reflexão. Ele questiona se os jovens conseguem transparecer a amizade com Jesus nas atitudes e nos modos comportamentais cotidianos. Ele garante que se a juventude pensa com fé nessa realidade, sentirá correr a força vital do Espírito Santo e levará frutos da santidade quase sem perceber.

Em sua visita a Turim, na Itália, e, mais recentemente, à América do Sul, o Santo Padre aconselhou os jovens a terem um coração livre e explicou o sentido profundo do amor de Deus. O Papa tem-se mostrado generoso em suas palavras e instigado essa geração a ir à luta, sem medo, tendo como exemplo o amor de Jesus.

Desafio aos jovens paraguaios

Durante a passagem por Assunção, no início de julho, o Pontífice falou a 200 mil jovens reunidos às margens do Rio Paraguai. Optando em deixar o discurso preparado de lado, o Papa falou a multidão de maneira improvisada, norteando suas palavras a partir do exemplo de dois jovens paraguaios. Eles contaram sobre as dificuldades que encontraram ao longo da vida e como conseguiram superá-las.

O religioso coloca que a liberdade é um presente que Deus nos dá, contudo, temos que saber recebe-la, saber ter o coração livre para isso. Francisco recorda que existem muitos laços, como a exploração, a falta de meios para sobreviver, a tristeza, que, muitas vezes, atam o coração, impedindo-o de ser livre. Depois de uma breve oração, o Papa ressaltou que é preciso ter um coração que possa dizer o que pensa e o que sente. “Temos de pedir um coração livre. Peçam-no todos os dias”, diz.

O convite feito por Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, foi reforçado novamente por ele. “Façam bagunça”, exclama o Papa. Ele aponta também que a Igreja necessita de jovens com esperança e fortes de espiríto, que não sejam “fracotes” ou indecisos, que não cansem rápido e que não estejam com a cara descontente.

“Uma bagunça que nos ajude a ter um coração livre, uma bagunça que nos dê solidariedade, uma bagunça que nos dê esperança, uma bagunça que brote por ter conhecido Jesus e por saber que Deus, o qual conheci, é minha fortaleza. Essa é a bagunça que deve ser feita”, salienta o Santo Padre, reforçando como deve ser o comportamento dessa geração.

O Pontífice lembrou o Evangelho de São Mateus sobre as Bem-aventuranças. “Jesus não diz felizes os ricos, os que acumulam dinheiro, mas felizes os que têm a alma de pobre, os que são capazes de aproximar-se e compreender o que é um pobre. Jesus não diz felizes os que o estão bem, mas diz felizes os que têm capacidade de afligir-se pela dor dos outros.”

Juventude do amor

Em Turim, o Santo Padre também animou os jovens, durante visita à cidade italiana, em junho. Como tema central do discurso, ele abordou o sentido do profundo amor de Deus, que nos é oferecido por Jesus. O Papa exalta que esse amor chega até o dom total de Cristo de dar a própria vida. Na contemplação do Santo Sudário, o Pontíficie afirma que é possível reconhecer o ícone do amor maior.

Francisco expressa que a grandeza desse amor se revela no cuidar das pessoas necessitadas, com lealdade e paciência. Por isso é grande no amor aquele que sabe fazer-se pequeno para os outros, como Jesus, que se fez servo. “Amar é fazer-se próximo, tocar a carne de Cristo nos pobres e abrir à graça de Deus as necessidades, os apelos, as solicitações das pessoas que nos circundam”, apresenta.

O amor de Deus, assim, entra, transforma e torna grandes as coisas pequenas, como afirma o Papa. À luz desta transformação, fruto do amor, pode-se compreender a falta de segurança.

O Pontífice fala aos jovens que a falta de emprego e de perspectivas para o futuro, ajudam o movimento da própria vida, colocando muitos na defensiva, a pensar em si mesmos, a gerir o tempo e os recursos de acordo com o próprio bem. Isso, na perspectiva do Papa, limita os riscos de qualquer generosidade e pode levar à resignação e ao cinismo. Nesse contexto, ele conclui lembrando os ensinamentos de Jesus retratados pelo evangelista Lucas: “Quem quiser salvar a sua própria vida perdê-la-á, mas quem perder a sua vida por minha causa, salvar-se á”.

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