Por Da Redação. Em Notícias Atualizada em 21 FEV 2018 - 14H28

Hipertensão começa afetar jovens por causa de maus hábitos


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Quase 25% das pessoas adultas no Brasil são vítimas da hipertensão ou pressão arterial elevada. A incidência é de 24,3%, conforme aponta a pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde.

A hipertensão tem afetado muitos jovens e crianças e, se a doença tinha maior relação com pessoas adultas, hoje o quadro é um pouco diferente, sobretudo em função das mudanças no estilo de vida. “Estamos sempre ‘na correria’, com altos índices de estresse, alimentação irregular, cada vez mais focada em fast foods”, explica o médico cardiologista Carlos Wollmann.

Além desses fatores, o médico ressalta que a prática de atividade física acaba sendo relegada ao segundo plano, somando-se à cultura do cigarro, presente cada vez mais cedo na vida das pessoas. “Essa associação de fatores faz com que, diferentemente do que era visto há alguns anos, a hipertensão se torne cada vez mais uma doença prevalece em pessoas jovens”, completa.

De acordo com o cardiologista Rafael Munerato, a obesidade é hoje um dos fatores de risco mais comuns para a hipertensão. Segundo o médico, isso tem contribuído para aumentar o problema em adultos jovens, reduzindo a média de aparecimento, que antes era de 30 anos, em função da alta ingestão de calorias e de alimentos que contêm muito sal.

Outro problema que pode provocar hipertensão, sobretudo nos jovens, é o uso de drogas. “Uma das causas que a gente tem de verificar é o uso de substâncias como a cocaína e o crack”, diz.

O especialista alerta que, além de deixar o jovem hipertenso, as drogas adrenérgicas (crack e cocaína) podem provocar taquicardia e outros problemas de coração mais sérios.

Mudança de hábitos

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Embora não tenha cura, a hipertensão pode ser medicada e controlada, desde que se faça um tratamento adequado e o paciente cultive hábitos saudáveis.

A atividade física, por exemplo, pode auxiliar no controle do peso, protegendo o jovem da hipertensão. Outro ponto, segundo o doutor Munerato, é que, quando as pessoas se exercitam, há um estímulo à circulação sanguínea. “Quando você faz exercícios regularmente, o sistema vascular entende que ele tem de permitir a passagem maior de sangue e isso gera um controle da pressão arterial”, justifica.

Em relação à alimentação das crianças e jovens, o médico acredita que o cardápio oferecido pelas escolas públicas e particulares até tenha certa parcela de culpa, mas é dentro de casa que nascem os hábitos. “Quando a refeição é data pela própria escola, normalmente há orientação nutricional, mas, às vezes, o que atrapalha são as cantinas. Mas, acho que os hábitos da casa são muito piores do que na escola. Afinal, se tem bolacha em casa é porque alguém colocou ali”, diz.

O médico orienta o uso de alimentos integrais, em substituição a pães, biscoitos e torradas brancas, que têm muito açúcar; a ingestãode frutas e sucos naturais, verduras e legumes.

Como diagnosticar

O diagnóstico da hipertensão é bastante simples. “As sociedades médicas brasileiras alertam que toda consulta médica é uma oportunidade para que a pessoa conheça a sua pressão.”

Por isso, mesmo que a menina esteja passando na ginecologista, ou o menino vá ao pediatra, ele avalia que são oportunidades para a aferição da pressão.

O diagnóstico é feito através da simples medição da pressão arterial, com um aparelho chamado esfigmomanômetro. Segundo o Munerato, o aparelho usado é padrão, mas o tamanho do manguito (braçadeira) irá variar de acordo com a faixa etária do paciente.

Ainda de acordo com o médico, a pressão 12 por 8 é considerada normal. “Acima de 14 por 9 é um indício de pressão mais elevada nos pacientes entre 16 e 18 anos. Já para faixas etárias menores existem tabelas, nos livros de pediatria, relacionando cada idade com o limite correto de pressão”, orienta.

 

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