Por Allan Ribeiro Em Notícias

Jovens anunciam a Cristo por meio da música

“Quem canta reza duas vezes”. As sábias palavras de Santo Agostinho ilustram o poder da música aos ouvidos de quem a escuta. Muito mais do que isso, a melodia exprime o que há na alma de quem a apresenta. No cristianismo, Santa Cecília é uma grande referência de como a música é capaz de tocar os corações e transformar vidas. A exemplo dessa mártir da Igreja, muitos outros cristãos no dia de hoje seguem esse caminho, evangelizando por meio dos talentos.

Foto de: Arquivo Pessoal

Luana Galvão - Eduardo Gois JS

É uma dádiva, uma graça muito
grande poder cantar para Deus",
expressa Luana Galvão

Santa Cecília é considerada a padroeira da música porque, conforme a ata dosmártires, enquanto caminhava ao seu martírio entoava cantos no seu interior. O dia dedicado a ela e, consequentemente, à música é dia 22 de novembro. A jovem Cecília viveu entre os séculos dois e três. Estudiosa, dedicou-se a aprender música, principalmente sacra. Foi morta pelo império, por não renegar a fé em Cristo.

Sobre a intercessão da padroeira dos músicos, muitos jovens dão testemunho por meio de seus talentos. Sejam profissionais ou entusiastas, esse serviço que prestam à Igreja se torna instrumento que, assim como uma flecha, é capaz de penetrar os corações para que Deus entre.

Fábio Matheus Rabello, de 26 anos, começou na infância a afinidade com os instrumentos. Ao lado pai, aos oito anos, o jovem tocava flauta doce na igreja. Ao longo do tempo, fez parcerias com outros músicos, participou em missas, retiros, casamentos, festas e shows. Mas, aquilo que parecia ser uma diversão para uma criança comum, tomou rumos profissionais. Na adolescência começou a receber convites também para gravações em estúdio e aulas de música.

Para aperfeiçoar-se, iniciou licenciatura em música. Como saxofonista, Fábio hoje faz parte do Ministério de Música Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). Ele tem a atividade que exerce como uma grande missão. Para ele, a música é como uma ferramenta usada para levar Deus às pessoas e exige dele o máximo de dedicação, tanto na intimidade com a música como com o próprio Deus, para que a musicalidade se torne eficaz.

“Todo músico cristão precisa se desafiar a ter uma música mais atraente. É essencial, também, ao músico cristão ser obediente à Igreja, à Palavra de Deus, à Liturgia e ao padre da sua paróquia, não deve tocar simplesmente o que quer”, expressa.

:: A12.com/musica

Ter a música como profissão é um desafio, como afirma o jovem. Para ele, é preciso que o músico transponha as barreiras do preconceito e trabalhe muito para conquistar o próprio espaço.Falta de reconhecimento, remuneração, além dos altos valores a serem pagos por bons instrumentos musicais e equipamentos são algumas das dificuldades quem podem ser encontradas pelo caminho.

Mas, quem almeja seguir carreira não precisa desanimar. Além de executar músicas, um músico pode trabalhar como professor, regente, compositor, arranjador, produtor musical, entre outras possibilidades.

O saxofonista sublinha que talento e técnica são essenciais para um bom músico. Embora algumas pessoas tenham, desde a mais tenra idade, muita facilidade com música, talento e técnica vêm principalmente com muito estudo e dedicação. “Tenha uma vida intensamente musical. Isto é, estude, toque e escute boas músicas diariamente”, sugere.

Já Luana Galvão, de 28 anos, não tem como profissão a música, mas oferece os dons a serviço da Igreja. Por 18 anos participou de um grupo de música intitulado Ministério de música Santa Cecília, em Guaratinguetá (SP). Iniciou como cantora e, posteriormente, passou a coordenar o grupo. O coral se apresentava aos domingos durante a missa das crianças.

Foto de: Daniel Mafra

Matheus Rabelo - Daniel Mafra

"Todo músico cristão precisa se desafiar a ter uma música mais
atraente", afirma Fábio Matheus Rabelo

A jovem expressa que ama a música principalmente porque ela pode ser transmitida com amor, pode ser cantada e tocada com a alma. “É uma dádiva, uma graça muito grande poder cantar para Deus; é uma emoção que não consigo explicar. E os desafios são muitos como encontrar uma equipe que queira se dedicar a esse trabalho, lugar para ensaiar, pois às vezes não há apoio por parte dos párocos”, afirma. 

 

Dedicando-se ao ministério de música da paróquia que participava, a jovem pôde perceber a ligação entre liturgia e música. Para ela a relação entre ambas é muito importante e, nesse contexto, é preciso compreender que a música não pode sobressair, fazendo com que o foco na celebração se perca. Luana afirma que o músico na liturgia precisa ajudar a celebração, estando em consonância, por exemplo, com as leituras do dia. 

A música integra a liturgia não meramente como um adorno celebrativo. A composição e o canto dos salmos inspirados, muitas vezes acompanhados por instrumentos musicais, estavam já estreitamente ligados às celebrações litúrgicas da Antiga Aliança. Na tradição universal da Igreja, a melodia é um tesouro de inestimável valor.

Para quem sente o chamado para compor a equipe de música de uma comunidade, a jovem conclui dizendo que é preciso entregar-se a essa missão de corpo e alma, pois, ao contrário do que muitos pensam, cantar na missa requer tempo de ensaio e escolha das músicas. Luana reforça que é uma missão que deve ser feita com muito amor e dedicação e que não dá para chegar a uma celebração sem ensaio ou sem ter ideia de quais músicas serão cantadas.

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