Por Allan Ribeiro Em Notícias Atualizada em 25 MAR 2019 - 11H17

Jovens partilham experiências e expectativas para a JMJ 2016

Em 2016, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) chega a 31ª edição na Cracóvia, Polônia. A terra do fundador e patrono do evento, João Paulo II, prepara-se para refletir mais uma bem-aventurança escolhida pelo Papa Francisco. O lema será Bem- aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia (Mt 5:7).

Cracóvia, Francisco e misericórdia têm tudo a ver. Conforme a tradição de escolha do assunto principal, as ações relacionadas à jornada, desde as atividades que antecedem até a programação durante o evento, seguem uma afirmação bíblica ligada à atmosfera espiritual da cidade-sede.

Foto de: Arquivo Pessoal

JMJ_2 - Arquivo Pessoal

Josiele Nazaré Neves Ferreira diz que
a expectativa é grande para estar com
o Santo Padre

Para começar a explicar a relação desse trio, a Cracóvia é mundialmente conhecida como centro da devoção à Divina Misericórdia. Isso graças à santa irmã Faustina Kowalska, jovem polonesa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, que recebeu a responsabilidade de disseminar o amor misericordioso de Jesus por meio da própria vida. Depois de experimentá-lo pessoalmente, a apóstola da Divina Misericórdia, como é conhecida, deixou como registro um livro de nome Diário, no qual contava sobre os encontros que tinha com Jesus. Em 30 de abril de 2000, Papa João Paulo II, simultaneamente, canonizou-a e instituiu a festa da Divina Misericórdia para toda a Igreja.

Papa Francisco, desde que assumiu o posto como líder máximo da Igreja Católica, baseia-se na misericórdia para falar às pessoas, colocando-a como um dos ingredientes fundamentais para o relacionamento humano e do ser com o meio em que vive. Como exemplo concreto, a instituição do Ano Santo da Misericórdia, inicia-se em 8 de dezembro deste ano e vai abrigar todo o ano de 2016, tendo como centro a misericórdia divina. A própria Encíclica Laudato Si, é um pedido de misericórdia universal para com o meio ambiente e diante das questões sociais.

Sendo assim, a quinta bem-aventurança é parte do pedido de Francisco feito ao jovem na JMJ do Rio de Janeiro, em 2013: “Leia as bem-aventuranças, farão bem a você”. Este convite é uma das atividades que antecedem a jornada. Em especial, o Pontífice separou três delas para serem meditadas desde então. Em 2014, Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu e em 2015, Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.

A todo vapor

Faltando pouco tempo para o início da JMJ Cracóvia 2016, os preparativos se intensificam. A jornada torna-se um momento singular na vida dos jovens que dela participam. O evento é a oportunidade de visualizar o rosto juvenil da Igreja que se espalha pelo mundo, possibilitando a troca de experiências, o aprofundamento em diferentes culturas, a construção de novas amizades e a vivência de momentos marcantes.

Josiele Nazaré Neves Ferreira, de 25 anos, participará pela primeira vez de uma JMJ. Em 2013, ela pode acompanhar a visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro (RJ) apenas pela televisão. Mas, ao ver milhares de pessoas reunidas em Copacabana, o desejo de estar com esses jovens inflamou em seu coração.

Para realizar o sonho de ir para a Polônia, ela, a irmã e a mãe mobilizam a paróquia em que participam, em Cachoeira Paulista (SP). As três estão organizando eventos e realizando rifas para conseguirem financiar a viagem. Josiele fala que nesse período de preparação para JMJ ela tem se apoiado na oração, no jejum e na Eucaristia, pedindo que Nossa Senhora Aparecida tome a frente de todos os desafios.

Foto de: Arquivo Pessoal

JMJ 2016 - Arquivo Pessoal

Gustavo Carlos de Oliveira, que já participou de duas
edições da JMJ, conta que a vida mudou completamente
depois da experiência

Para ela é uma grande missão representar os jovens da paróquia que participa. A expectativa de Josiele em estar com outros jovens aumenta a cada dia. “É mais um sonho que estou realizando de representar o nosso País e a nossa comunidade, além de ver de perto o nosso Papa Francisco, um exemplo de homem que abraçou toda a juventude e vem nos ensinando como caminhar na fé para sermos jovens mais Santos. Digo aos jovens que querem ir que vão à luta, enfrentem as barreiras, pois a fé move montanhas”, diz. 

Com duas JMJs na bagagem – a de Madri, Espanha, e a do Rio de Janeiro – Gustavo Carlos de Oliveira, de 24 anos, conta que amadureceu pessoal, cultural e espiritualmente depois das duas experiências. Desde a edição de Sidney, na Austrália, o jovem de Itajubá (MG) tinha no coração o desejo de participar de uma jornada.

Faltando um ano para o evento na Espanha e sem dinheiro para custear a viagem, ele decidiu mobilizar os amigos, os familiares e a comunidade para angariar fundos. Para Gustavo, a preparação foi um momento de crescimento na fé. “Minha preparação foi bem intensa. Movimentei a cidade para conseguir esse dinheiro para ir para lá”, lembra.

Agora, Gustavo se prepara para a próxima edição, na Cracóvia. Ele quer percorrer mais uma vez esse caminho de preparação, escuta e espera para ouvir novamente a voz de Deus. Para os que ainda não decidiram se irão participar, o jovem destaca que a jornada é uma experiência muito rica e vasta. “Vale muito a pena. Você pode comprar muitas outras coisas com o valor gasto na viagem, mas não tem valor que pague essa experiência que Deus nos permite viver. A JMJ é um milagre de João Paulo II que vai permanecer por muito tempo. É um testemunho público do que Deus pode fazer na vida de um jovem”, diz.

 

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