Por Deniele Simões Em Notícias

Jovens põem a mão na massa para auxiliar comunidades

João Borges

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Missão beneficiou comunidades de quatro municípios brasileiros; na foto missionários trabalham na limpeza de terreno que recebeu horta em Fazenda Rio Grande (PR)

 

Uma horta que vai fornecer alimentos fresquinhos para proveito da própria comunidade. Esse foi um dos presentes que os moradores de Fazenda Rio Grande, a 35 quilômetros de Curitiba (PR) ganharam no final de janeiro.

A implantação da horta comunitária foi discutida junto com moradores, que aprovaram a ideia. O espaço, construído em esquema de mutirão, virou realidade graças à participação de moradores e de pessoas de fora.

“Conseguimos todas as mudas e as crianças já se comprometeram a cuidar da horta”, conta a estudante de engenharia ambiental Marina Carvalho Gaban, de 20 anos.

Marina faz parte de um grupo de cerca de 500 jovens, entre estudantes, educandos e ex-alunos que participaram da Missão Solidária Marista (MSM), que passou por comunidades em situação de vulnerabilidade social de quatro cidades brasileiras, entre os dias 19 e 26 de janeiro.

João Borges

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Catharine: “é muito gratificante poder
retribuir, agradecer e conhecer pessoas
diferentes”

Além de Fazenda Rio Grande, comunidades nos municípios de Criciúma (SC), Ponte Serrada (SC) e São Paulo (SP) foram beneficiadas pelo projeto, que promove ações solidárias.

Para Marina, que teve a ideia de criar a horta juntamente com uma colega de faculdade, o mais importante no trabalho é o compartilhamento de vida com os moradores da comunidade. “Quando você partilha, sente que é como se cada um tivesse doando um pouquinho de suas experiências para sempre manter um foco e uma vida plena”, salienta.

Outra jovem que literalmente colocou a mão na massa durante a missão é Catharine Konno, de 17 anos, ex-aluna do Colégio Marista de Santa Maria, em Curitiba (PR). Ela ajudou no trabalho de reconstrução da parte externa, da sala de catequese e de um salão de uma capela em Fazenda Rio Grande.

“Todo mundo suou a camisa para poder deixar um resultado bem bonito para a comunidade”, conta a jovem que participa pela segunda vez da MSM. No ano passado, ela esteve na cidade de São Bento do Sul (SC). 

Diálogo com a comunidade

Antes de partir para a missão, cada grupo preparou uma programação em parceria com líderes comunitários de todas as cidades atendidas. Para o assistente de Pastoral do Grupo Marista e coordenador das atividades em Fazenda Rio Grande, Diogo Galline, esse contato é fundamental. “Nós partimos da ideia do fazer junto, fazer com e não fazer para a comunidade”, salienta.

João Borges

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Marina: paixão pelo trabalho missionário

O pré-contato ajuda a levantar as necessidades e o que é mais importante para quem vive na comunidade. “Aí sim, a partir desse diálogo, em se fazer juntos, a gente organiza as atividades.”

O processo conta também com ex-membros das missões, ex-alunos, ex-educandos e ex-universitários, que colocam a mão na massa para organizar a experiência para outros jovens. “A comunidade está sendo muito receptiva, recebeu a gente de braços abertos e aceitou muito bem o trabalho que a gente está realizando”, opina Catharine. 

Doação ao próximo

Para Catharine, a participação no projeto é muito válida porque é possível aprender muito com a comunidade e com os jovens envolvidos no trabalho. “Quando as pessoas se unem, o resultado sai”, explica a jovem, que resolveu se inscrever para vivenciar uma realidade diferente da que vive em Curitiba.

“É muito gratificante poder retribuir, agradecer e conhecer pessoas diferentes”, completa Catharine, que ainda relata outros benefícios em poder participar, como desenvolver mais seu lado solidário nas comunidades missionadas conectar-se mais com Deus, colocando em prática a mensagem do Evangelho de ajuda ao próximo.

Membro da Pastoral Universitária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Marina participou de outras duas missões, mas em Florianópolis (SC).

A estudante é apaixonada pelo trabalho missionário e confessa que não consegue mais ficar sem participar. “Preciso sempre desse contato com Deus e enxergo isso quando estou nesses projetos, através do sorriso das crianças”, diz.

Ao falar sobre a participação no projeto, Marina faz um paralelo com a vida agitada de Curitiba, onde mora. “Cada vez mais a humanidade precisa estar em contato um com o outro. Na cidade grande, acabamos nem dando um bom-dia para a pessoa ao lado”, reflete.

Ela acredita que projetos como a MSM ajudam os participantes a olharem mais o próximo e a enxergar a si próprio na situação enfrentada pelo outro. “Somos da mesma matéria, do mesmo espírito, então por que não estar sempre próximo”, conclui. 

Nove anos de missão 

O Grupo Marista realiza atividades missionárias há 30 anos, mas a MSM, no atual formato, acontece desde 2005 e já reuniu 1.400 participações de jovens, irmãos e colaboradores da instituição.

“O objetivo é promover a educação para a solidariedade”, esclarece Galline, que ressalta a diversidade de juventudes dentro dos grupos missionários, como estudantes de colégios particulares da rede, educandos das unidades educacionais filantrópicas, ex-alunos e a participação dos próprios irmãos maristas.

A MSM é uma ação da Pastoral da Juventude Marista, mas a Rede Marista de Solidariedade promove diversas ações sociais. “Temos diversas unidades educacionais filantrópicas espalhadas por seis estados”, explica.

Ao todo são 25 unidades sociais, com atendimento direto a cerca de 16 mil crianças e jovens de modo contínuo e foco na promoção dos direitos das crianças e adolescentes.

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