Por Allan Ribeiro Em Notícias

Livro apresenta caminhos para vivenciar Ano Santo

Em 2016, os cristãos têm a oportunidade singular de viver a Misericórdia do Pai. O Ano Santo Extraordinário, convocado por Papa Francisco, é um convite à reflexão diante do amor de Deus.

Para conduzir as pessoas a experimentarem, de forma intensa esse momento, o escritor Luis Benavides, ao lado de Liliana G. Gessaghi, lança pela Editora Santuário o livro Celebrar a misericórdia com o Papa Francisco. Formador de mais de 58 mil catequistas, docentes, famílias e agentes de pastoral pelas Américas, o argentino reporta de maneira simples e pratica dez formas de vivenciar este momento jubilar.

Morador de Buenos Aires, ele revela características do livro que tiveram também como base a relação pessoal com o Santo Padre: 

Foto de: Istockphoto

Papa - JS

O Ano Santo Extraordinário é um convite à reflexão
diante do amor de Deus.

A Igreja vive um momento único com o início do Ano Santo. Como podemos vivenciar este período mais intensamente?

Luis Benavides – A convocação de um Ano Santo extraordinário é algo que se sucedeu poucas vezes na Igreja; por essa razão devemos aproveitá-lo o melhor possível. Papa Francisco surpreendeu todos com a convocação para o Jubileu da Misericórdia, que, ademais, traz como novidade o fato de que será possível cada diocese do mundo celebrar esse momento, diferente de como se fazia antigamente, somente em Roma. De fato, a primeira Porta do Ano Santo foi aberta por Francisco na África Central, posteriormente no Vaticano. Por essa razão, todos nós cristãos temos de aproveitar para viver com intensidade, com disposição no coração, com predisposição de espírito, tendo a certeza de que nosso Deus vem até nós, vem ao nosso encontro, com ternura, perdão e misericórdia. 

O livro faz um convite para que as reflexões não sejam feitas apenas individualmente, mas também de forma coletiva. Qual é a importância de os católicos celebrarem este momento jubilar em unidade?

Luis – Os cristãos fazem parte de uma grande comunidade, que é a Igreja. O livro sugere propostas para serem realizadas de forma pessoal, mas também nas famílias, nos grupos paroquiais, nas comunidades de fé. Na Igreja Católica ninguém se salva sozinho, mas sim em comunidade. O Ano Santo também deve ser uma boa oportunidade para encontrarmos profundamente com os nossos irmãos, para nos reconciliarmos com amigos e familiares, para sentirmos unidos àqueles com quem compartilhamos a mesma fé.

Os católicos, respondendo ao chamado de Francisco, devem sentir-se irmãos e unidos, porque todos somos filhos do mesmo Pai. Deus é um Pai misericordioso, que nos ama com um imenso amor e que sempre está disposto a nos receber com os braços abertos, como repete incansavelmente Francisco. 

Como preparou as sugestões do livro e como ele se dividiu?

Luis – A ideia principal teve como referência a bula convocatória do Papa Francisco Misericoridae Vults. As dez propostas se organizaram em torno dos conteúdos essenciais da bula e, para fins didáticos, tratamos de organizar os conteúdos da maneira mais clara possível para as pessoas comuns. Escrevemos as sugestões e as propostas de forma prática e singela, podendo-se aplicar tanto na reflexão pessoal, como no trabalho em grupo, nas paróquias e comunidades. O ponto de referência é a Palavra de Deus e as do Papa. Tentamos realizar uma série de propostas abertas, orientativas, sugerindo maneiras para cada um e para cada comunidade absorver como julgar melhor. São só orientações. O central, obviamente, são as palavras do Papa. 

Você foi membro do Conselho Arquidiocesano de Buenos Aires durante o episcopado do então cardeal Mario Jorge Bergoglio. Qual a sua relação com o Santo Padre?

Luis – Durante 20 anos, fiz parte da Junta Diocesana de Catequese de Buenos Aires. O “padre” Jorge – como o queria que o chamassem – sempre teve uma relação muito cordial, próxima e presente com os catequistas de Buenos Aires. Todos os anos tinha dois gestos importantes com os catequistas: enviá-los uma carta pessoal no dia do catequista e fazer-se presente quase todos os dias no Encontro Arquidiocesano de Catequistas, em que também se misturava com os catequistas, realizava confissões e fazia uma bonita homilia preparada para a ocasião.

Claro que para quem teve a enorme graça de Deus de trabalhar com Bergoglio em Buenos Aires, sua presença lúcida, paternal e próxima nos marcou definitivamente. A Igreja em saída, “sair as periferias existentes”, “sair de dentro da sacristia”, “pedir mais desculpas”, foram legados que nos marcaram pela vida. Francisco é um homem santo, muito sábio e comprometido. Seus gestos dizem mais que suas palavras e em sua vida pessoal é muito austero, coerente, íntegro e cordial, mas, sobretudo, é um apaixonado por Jesus e pela Igreja, chamado a servir todos, especialmente os excluídos do mundo e descartados por ele.

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