Por Allan Ribeiro Em Notícias

Livro de Kleber Oliveira traz essência da fé sertaneja

Há 10 anos no comando do programa Terra da Padroeira, da TV Aparecida, Kleber Oliveira, representa a singeleza do povo sertanejo, devoto da Mãe Aparecida. Unindo cultura, entretenimento e, principalmente, religiosidade em um mesmo programa, ele conquistou ao longo do tempo um público muito cativo nas manhãs de domingo.

O sertanejo, apresentador e cantor lança-se a um novo desavio. As orações aos pés da Imagem de Aparecida feita no início de todos os programas, agora transformaram-se em um livro. Preces de um Sertanejo traz uma linguagem simples com a grandiosidade da fé do povo da roça, com textos oracionais para reflexão.

Foto de: Rodolfo Magalhães

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Autor do livro Preces de um Sertanejo utilizou-se de uma linguagem singela para aproximar a fé ao povo
mais simples

 

O apresentador conta ao JS como foi a produção desse novo trabalho: 

Jornal Santuário de AparecidaComo nasceu a ideia do livro Preces de um Sertanejo?

Kleber Oliveira – O livro Preces de um Sertanejo surgiu a partir do programa Terra da Padroeira. No começo do programa eu faço aquele momento de oração e devoção aos pés Nossa Senhora. Muitas pessoas comentavam que esperavam esse momento. Algumas contavam que receberam graças, que também se ajoelhavam e faziam a oração comigo. Surgiu então essa ideia e, ao mesmo tempo, essa necessidade de colocar isso em um livro para que fosse um canal de graça e bênçãos na vida de muitas pessoas que estão carentes de oração.

O diferencial e que lá no programa faço orações dedicadas a Nossa Senhora e no livro eu faço também para São José, ao Nosso Senhor Jesus Cristo, ao Pai Celestial e a São Miguel Arcanjo.

Lá na zona rural, na roça, às vezes, o homem sertanejo é religioso, é católico, é devoto de Nossa Senhora, mas ele é tímido. Às vezes, ele faz sua oração quietinho, não é de fazer muito alarde. Cada vez mais os homens estão aderindo à religiosidade e se entregando ao amor de Deus e de Nossa Senhora. 

As preces são compostas de palavras singelas, mas envoltas de um grande simbolismo. Dessa maneira, você buscou representar e expressar a grandiosidade da fé do povo simples?

Kleber – A fé do povo simples é simples, está na simplicidade. Essas pessoas esperam uma vida melhor, que Deus olhe para elas e dê aquilo que está faltando. Essas pessoas simples, vivem em um local simples, levam uma vida simples, mas percebo que são as que mais tem fé, que mais acreditam. É uma fé pura, algo divino, fantástico.

Comecei a perceber a fé dos devotos de Nossa Senhora. Eu percebia que muitas pessoas vinham de lugares tão longínquos, viajavam por horas, dias, chegavam em Aparecida (SP) cansados, com fome, com sono, e, em vez de irem para o hotel, preferiam ir aos pés de Nossa Senhora porque estavam morrendo de saudades. Ao subir a rampa, as pessoas se banhavam em pranto. Era tanta fé que tinha o perfume da essência da fé.

Aprendi a respeitar ainda mais essas pessoas e peguei isso para mim. Comecei a me espelhar. Por meio dessa fé essas pessoas são muito queridas e amadas por Deus. Não importa se estão passando por dificuldade ou por um momento em que a vida está boa, o importante para elas é a fé. Elas sabem pedir, agradecer e esperar o tempo de Deus.

As páginas também trazem fotografias que lembram um pouco das suas raízes. Como é para você esse retorno as suas origens? Esse cenário é inspirador para você?

Kleber – Sim, bastante inspirador. No meio do livro tem uma foto de um quadro pintado como uma imagem de Nossa Senhora que revela quando a Santa foi pescada. Nos reuníamos no entorno daquele quadro para fazer a oração antes de dormir, todos os dias. Esse quadro tem grande significado e eu fiz questão de colocá-lo.

A ideia de colocar foto surgiu despois que cheguei em casa para dar a notícia para minha mãe, que é da zona rural. A primeira pergunta que ela fez foi se o livro iria ter figuras. Na simplicidade dela ela quis dizer se iria ter fotos. Veio aí a inspiração a partir do comentário dela.

Pensamos em colocar fotos da zona rural de onde eu vim. Quando conto minhas histórias no programa as pessoas gostam muito, comentam, vão nas redes sociais perguntar, muitas se emocionam, comparam com as histórias delas. Tiramos fotos do lugar onde nasci e passei minha infância, no bairro de Samambaia, em Cunha (SP). Essas imagens mostram de onde vim, minhas origens, mostrando que não tenho vergonha de onde eu vim, mas sim muito orgulho. 

A publicação é um reflexo também do sucesso do programa, que ao longo dos anos vem conquistando um público bem cativo. Como tem sido esse trabalho no comando do Terra da Padroeira?

Kleber – O Terra da Padroeira passou a ser minha vida. O programa me dá a liberdade de ser eu mesmo, o sertanejo, o caipira, o filho, o pai. É um programa que tem o meu jeito. Ao longo dos anos, já são 10 anos, percebemos que o crescimento é muito grande. Estamos colocando um tijolinho de cada vez e hoje o Terra da Padroeira tem sido um dos grandes programas sertanejos do Brasil. A TV Aparecida tem alcançando grandes índices de audiência.

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