Por Carolina Alves Em Notícias

Miguel Júnior apresenta universo multifacetado

Os roteiristas Bill Finger e Bob Kane, juntamente ao desenhista Jerry Robinson, deram vida ao vilão icônico das histórias em quadrinhos – e, mais tarde, das telonas – Coringa. O personagem eternizado na indústria cinematográfica, por meio da editora norte-americana, DC Comics, faz oposição ao anti-herói Batman, outro marco do universo do entretenimento. Para entrar na mente do inimigo, Coringa se utiliza de características que o torna uma das figuras mais atraentes e estudadas do meio: imprevisibilidade, versatilidade e habilidade em lidar com palavras, pessoas e situações.

Foto de: Acervo Pessoal

miguel

Miguel Júnior: “O jornalismo
me leva a refletir e
transformar o cotidiano de
uma forma didática aos alunos”

A palavra coringa, de fato, bem resume tais atributos. Na Língua Portuguesa é usada para definir algo ou algum indivíduo polivalente, de fácil adaptação. Dentre as cartas do baralho, o coringa representa a neutralidade. Portanto, tem a possibilidade de se encaixar em qualquer combinação na mão do jogador.

Assim é Miguel Adilson de Oliveira Júnior. Em um universo de atividades praticadas, destacam-se a do mestre e a do jornalista. Ao dividir os conhecimentos em sala de aula, empenha-se em compreender a necessidade do aluno e a oferecer uma solução didática em consonância com o cotidiano em que está imerso. Nesse ponto entra em ação o jornalismo, que orienta a leitura e a reflexão dessa realidade. Ainda, de olhos e ouvidos atentos, a facilidade de interpretação do que o rodeia o torna hábil escrivão das peripécias humanas. Eis que surge o Coringa das Letras.

O título da plataforma que o professor mantém na web traz na essência o multifacetado mentor e comunicólogo, fascinado por super-heróis e vilões. Mas isso é apenas o começo do jogo. Ao JS, Miguel coloca na mesa todas as cartas que possui: 

Jornal Santuário de Aparecida –O que o inspirou a escolher o jornalismo como formação?

Miguel Júnior – Sempre me destaquei na área de humanas e aos 16 anos já comecei a escrever em jornais locais. Em uma aula de redação do ensino médio fiz um texto brincando com um amigo. A professora tomou o texto, pois todos estavam rindo, o leu e me chamou. Disse que foi o melhor texto do ano apesar de eu ter zombado de um amigo. Ela me sugeriu fazer jornalismo e assim eu fiz.

JS Quando e como percebeu que queria dividir seus conhecimentos dentro da sala de aula?

Miguel – Foi por acaso! Cheguei a Cruzeiro (SP) sem emprego, pois havia acabado de me formar e minha mãe, professora aposentada, indicou-me para dar aula na rede estadual. Comecei em junho de 2002. 

JS –Você valoriza bastante a cultura regional do Vale do Paraíba. Como surgiu essa relação tão estreita? Com quais aspectos mais se identifica? Qual a relevância de entender esses aspectos?

Miguel – O Vale do Paraíba é muito rico culturalmente e poucas pessoas se interessam em registrar essa cultura. Escrevi um livro sobre música caipira e leciono a disciplina Cultura Regional e Brasileira na Fatea de Lorena (SP). Dessa forma, consigo fazer a minha parte para eternizar aquilo que temos de bom.

JS Houve algum responsável que fomentou sua paixão pela leitura e pela escrita? O que despertou em você esse gosto? Como esses hábitos o auxiliaram (e auxiliam) na construção pessoal?

Miguel – Sim! Quando eu tinha 11 anos uma professora de português me ofereceu um catálogo e me deu a liberdade de escolher uma obra. Meu primeiro livro, intitulado “O Mistério do Esqueleto”, de Renata Pallottini, foi inesquecível. Nunca mais parei de ler. Leio em média três livros por mês.

JS –Como leitor assíduo, qual obra o marcou de forma que trazseu conteúdo e seus ensinamentos até hoje? Por quais motivos?

Miguel – A obra que mais mudou o meu modo de pensar foi “Angústia”, de Graciliano Ramos. Ela me fez refletir sobre inúmeras situações do cotidiano e assim aplico-as na vida. Graciliano é meu escritor preferido.

JS –O que o impulsiona a escrever? Como sabe que determinado assunto é o adequado para o momento?

Miguel – Tenho muita facilidade em interpretar o cotidiano. Em média escrevo uma coluna em 20 minutos. Por ser jornalista tenho como obrigação enxergar no mundo aquilo que as pessoas não veem e assim transformar em texto. 

JS Como o olhar jornalístico o auxilia em suas produções textuais e em suas aulas?

Miguel – O jornalismo me leva a refletir e transformar o cotidiano de uma forma didática aos alunos. Esse é o segredo das minhas aulas.

JS Sua marca registrada é o fascínio por super-heróis. O que estabeleceu esse vínculo? Como converte as características e as vivências desses personagens para sua vida real?

Miguel – Muita gente acredita que super-heróis são coisas de crianças, porém, o processo de criação de cada um deles é extremamente trabalhoso; é onde o meu gosto atinge. Cada um deles tem suas características próprias e representam muitas coisas.

JS –Você pratica caratê De que formas a prática dessa arte marcial influencia sua vida pessoal e profissional?

Miguel – A filosofia japonesa tradicional é rígida no que tange a responsabilidade, a honestidade e a formação do caráter. O caratê é minha filosofia de vida e me levou a alcançar a glória de ser o terceiro melhor do país na categoria luta em 2012.

JS – Como tem sido a experiência de ser colunista do JS?

Miguel – Escrever para o JS é uma forma de expressar meus anseios para um público especializado e assim o faço com muito carinho e amor.

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