Por Carolina Alves Em Notícias

Padre Antonio Maria partilha amor e gratidão à Mãe em livro

Muito amor, muita gratidão e um sentimento tão peculiar, que só pode ser descrito por meio de uma experiência pessoal. São apenas alguns dos elementos colocados por Antonio Moreira Borges, um filho cheio de ternura, em um livro que homenageia Maria, Mãe de Deus. Padre Antonio Maria (o último nome acrescentado após a ordenação sacerdotal), como é mais conhecido, lançou recentemente Mater Dei – Mãe de Deus e da Humanidade, pela Editora Santuário.

 

Durante conversa ao JS, contou sobre a receptividade do público para com o novo trabalho e o amor a Nossa Senhora. Confira:

Foto de: Rodolfo Magalhães

Pe. Antonio Maria - Rodolfo Magalhães

Pe. Antonio Maria: Gostaria de
dizer que, nas minhas orações,
rezo por todos que leram ou vão
ler esse livro. E aqui vai um
versinho que é uma pequenina
oração: "A quem, Mãe, ler esse
livro, / Peço teu carinho e luz. /
Se nele alguém te encontrar, /
Encontre bem mais Jesus"

Jornal Santuário de Aparecida – Qual o ponto de partida que o inspirou a escrever o livro?

Padre Antonio Maria: Eu diria que houve vários pontos de partida: meu amor pela Mãe de Deus e nossa Mãe, Maria Santíssima; tudo o que experimentei e experimento em minha caminhada com a presença dela em minha vida; a gratidão que devo a Ela e também a vontade de levar outros a viver as mesmas experiências que vivo em relação a essa Mãe.

JS – Em quais pontos este trabalho se diferencia dos outros que já realizou?

Padre Antonio Maria: Nos outros trabalhos eu parti de fatos, de acontecimentos e aproveitava deles para transmitir uma mensagem. Eu contava uma história verdadeira e procurava aplicar, para a vida, uma verdade de fé. Este trabalho procura mostrar mais Maria dentro do plano de Deus, como Mãe do Deus feito homem e Mãe da humanidade.

JS – Há alguma parte da obra pela qual o senhor tem carinho especial? Por quais motivos?

Padre Antonio Maria: Eu gosto da obra toda, até porque é sempre gostoso falar de Maria. Mas diria que as orações em versos, que escrevi no fim de cada capítulo, me dão muita alegria, pois é algo que tenho dentro de mim. Um jeito de rezar que aprendi quando criança com minha avó materna, que não sabia ler nem escrever e conhecia muitas orações em versos e rimas.

JS – O que o senhor aprendeu durante o processo de produção do livro? Percebe algo de diferente em si mesmo depois de tê-lo escrito?

Padre Antonio Maria: Aprendi mais sobre a missão que Deus deu a essa criatura extraordinária que é Maria de Nazaré. Ela não é um "enfeite" que a Igreja inventou para seus altares. Ela é peça essencial no plano de salvação elaborado por Deus e posso dizer que cresceu mais ainda minha admiração por Ela e meu amor filial.

JS – Como tem sido a receptividade do público com o livro? Acha que a mensagem tem sido captada de acordo com o que imaginou inicialmente?

Padre Antonio Maria: Tem sido muito boa. Uma pessoa, de uma outra denominação cristã, leu o livro e me escreveu: "Nunca tive problemas com Maria, mas posso dizer ao senhor que se eu tivesse eles teriam caído por terra com a leitura do seu livro. Obrigado! Eu também acho que é gostoso amar Maria."

JS – Como foi a experiência durante o lançamento da obra na Bienal do Livro este ano, pela Editora Santuário?

Padre Antonio Maria: A Bienal do Livro me mostrou que há muito mais gente lendo do que a gente imagina. Fiquei admirado e feliz. Eu era meio cético, achava que eram poucos os que gostavam de ler. Enganei-me. E a alegria foi maior ainda vendo que a leitura religiosa está em alta.

JS – Qual a relação do senhor com Maria? Em que ela o inspira no dia a dia e em sua vocação?

Padre Antonio Maria: Minha relação no dia a dia com Maria é uma relação de filho para com a Mãe. Muitas vezes eu pergunto a Ela: O que a senhora faria, Mãe, em meu lugar? Como a senhora faria? Por que a senhora faria? Para que a senhora faria? Penso, medito e Ela responde no meu coração. Sabe o que Ela sempre diz: "Faça o que Ele disser..." (João 2,3)

JS – Para o senhor, por quais motivos “dá gosto amar Maria”?

Padre Antonio Maria: Eu sinto gosto em amar essa Mãe, em tê-la fazendo parte de minha vida. É algo bom para mim. É bom ter mãe, ter alguém que a gente sabe que nos ama com ternura. É bom ter em alguém um exemplo, um ícone, um ideal. É bom olhar para Ela e sentir a força da pureza, da beleza...dá gosto! Eu gosto, por exemplo de falar com Ela, olhando para uma imagem, que me ajuda muito a visualizá-la com os olhos do coração. Eu gosto de mostrar a Ela o meu carinho e amor tentando ser mais parecido com Ela. Eu gosto de oferecer uma flor a Ela como sinal do meu afeto...É coisa que não se explica, vive-se.

JS – Por que é importante tratar da figura de Maria na Igreja?

Padre Antonio Maria: Porque Ela é a Mãe da Igreja. Uma família que não fala de sua mãe, que não traga a figura da mãe para o centro de sua vida, é uma família condenada a viver com deficiência. Maria não é o centro, mas está no centro, porque Deus a colocou ali.

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