Por André Somensari Em Notícias Atualizada em 13 MAR 2020 - 09H14

Padre Jerônimo Gasques lança devocionário para mães que rezam pelos filhos

Shutterstock
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Todos nós sabemos que amor de mãe é algo inexplicável e imensurável. Ele é tão grande que só perde para o amor que Deus tem por nós.

Em um gesto de carinho, amor e zelo por seus filhos, um grupo de mães de Vitória (ES), resolveu, há cerca de 10 anos, encontrar-se para orar e interceder por eles. Esse movimento, anos depois, expandiu-se em diversas paróquias do Brasil. E, inspirado por essa ação, que tinha também em sua paróquia, Padre Jerônimo Gasques lança, este mês, pela Editora Santuário, o livro “Devocionário das mães que rezam pelos filhos”.

Podemos dizer que um devocional é a demonstração da admiração por algo, relacionado com aspectos religiosos (neste caso, a oração pelos filhos). Nessa intenção, o autor sugere que os pais dediquem alguns minutos de reflexão diária para interceder por seus filhos, utilizando este livro.

A equipe do JS conversou com o autor, que deu mais detalhes sobre a obra em questão:

O que inspirou o senhor a escrever esse devocionário, voltado para as mães rezarem por seus filhos?

Reprodução/Editora Santuário
Reprodução/Editora Santuário

Padre Jerônimo Gasques – Assim que eu cheguei à Paróquia de Santo Antônio (Presidente Prudente, SP), encontrei um grupo de mães que, todas as quintas-feiras, reunia-se para orar a favor de seus filhos. Eu ouvi, em muitos lugares do Brasil, que esse movimento (“Mães que oram pelos filhos”) tem tido muita repercussão, e que as mães o têm procurado bastante. Então, motivado pelo encontro, pelas pessoas que dele participam, comecei a elaborar alguns textos e li algumas coisas a respeito dessa possibilidade de literatura; mas não encontrei muitos livros a esse respeito.

Observei que o movimento em si não tem uma atitude pastoral. Por isso, motivado também pelas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023), pelo documento que fala a respeito da Pastoral de Iniciação à Vida Cristã, escrevi esses temas, que certamente vão contribuir para que tenhamos mais argumentos ligados à pastoral, a fim de oferecer às comunidades. Espero que esse livro tenha boa repercussão na vida das famílias, das pessoas, especialmente dos pais e das mães que rezam por seus filhos.

O apêndice do livro se chama: “Mães e filhos: da maternidade biológica à maternidade espiritual”. Conte para nós esses dois tipos de maternidades, suas semelhanças e diferenças.

Padre Jerônimo Gasques – Certamente, a maternidade é biológica. São os filhos que criamos e temos. Mas há também uma maternidade espiritual, um cuidado em relação àqueles que nos são próximos. É curioso, porque a Igreja no Brasil está refletindo ultimamente muito sobre isso.

A vida de oração dedicada aos filhos, aos netos, às pessoas conhecidas, aos parentes e vizinhos é fundamental. Isso cria no ser humano essa maternidade espiritual que todos nós cristãos devíamos ter. Em outra linguagem, nós chamamos isso de acolhimento àqueles que se aproximam. Esse momento de oração aglutina e faz a vida de oração se tornar mais plena junto aos casais e à família.

No livro, em muitos momentos, é citada a figura de Maria e a devoção a ela. Como as mães que rezam pelos seus filhos podem se inspirar na mãe de Jesus e quais ensinamentos Ela traz para essas mulheres?

Padre Jerônimo Gasques – Maria certamente é aquela mãe zelosa, terna, acolhedora, que teve a função, a missão de acolher e cuidar de um filho muito especial, desde a revelação feita por meio do Anjo Gabriel. Ela não tem, segundo os evangelhos, predileção a respeito de Jesus. As diretrizes da Igreja vão chamar Maria de “Casa”, por ela ser a casa do acolhimento, onde nós também nos acolhemos mutuamente para a vida de oração, que é válida em nosso meio.

Eu gostaria muito que esse livro motivasse as famílias, os casais e todas as pessoas a descobrirem a necessidade de rezar pelos outros e de acolhermos, em nossa espiritualidade, aqueles mais necessitados, de modo muito especial os filhos, que, às vezes, saem do caminho e não andam mais na linha da fé. Os filhos certamente estão esperando que alguém ore por eles.

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