Por Deniele Simões Em Notícias

Padre Paiva lança biografia do Apóstolo de Aparecida

A vida e a obra do missionário redentorista padre Vítor Coelho de Almeida são retratadas minuciosamente no livro Padre Vítor Coelho de Almeida – Missionário da Senhora Aparecida.

Foto de: Alexandre Santos / JS

Livro Pe. Vítor Almeida - Foto Alexandre Santos JS

Obra é contributo ao processo de
beatificação de padre Vítor e para
todos que quiserem conhecer mais
sobre o Apóstolo de Aparecida

O livro, escrito pelo historiador padre Gilberto Paiva, foi lançado recentemente pela Editora Santuário.

 

O autor detalha a concepção da obra, que deve ser um importante contributo para não só ao processo de beatificação de padre Vítor como a todos que quiserem conhecer um pouco mais sobre o Apóstolo da Rádio Aparecida.

Padre Paiva também revela que está preparando outros dois livros – um sobre a Congregação Redentorista e outro sobre a espiritualidade de padre Vítor. A expectativa é que as publicações sejam lançadas ainda neste ano pela Editora Santuário.

Jornal Santuário de Aparecida – O livro Padre Vítor Coelho de Almeida – Missionário da Senhora Aparecida foi lançado durante o VIII Congresso de Teologia Moral, em Aparecida (SP). Como foi lançar a obra em meio a tantos missionários redentoristas vindos de mais de 16 países?
Padre Gilberto Paiva – Posso dizer que juntamos o útil ao agradável. Foi uma oportunidade de os confrades estrangeiros e de outras unidades do Brasil poderem ver, acompanhar esse lançamento e levar o livro para as suas unidades, seus países, para que vejam a importância de padre Vítor para a nossa Congregação.

JS – Como nasceu a ideia da obra?
Padre Paiva – O livro foi uma exigência da Congregação para a Causa dos Santos, que pede uma biografia científica e documentada para o processo de canonização de padre Vítor.
Padre Júlio Brustoloni trabalhou muito, organizou o material, escreveu um livro popular, mas uma obra científica ainda não havia sido redigida. Portanto, é uma biografia científica resgatando as atividades do padre Vítor enquanto homem, missionário e padre, no tempo em que viveu a sua longa vida de quase 88 anos.
É uma biografia que responde a vários requisitos: para a Causa dos Santos; é leitura para o povo, para nós, confrades, para nossos formandos e assim por diante.
Gostaria de agradecer o apoio da Editora Santuário, dos confrades e dos funcionários envolvidos. Também de desejar boa leitura a quem se interessar, a quem for adquirir o livro para acompanhar todo esse processo e sonhar que o Papa Francisco, em sua vinda a Aparecida, em 2017, possa declarar o nosso confrade como beato da Igreja.

JS – Como foi o processo de pesquisa e catalogação dos dados?
Padre Paiva – O material estava bastante organizado. O padre Júlio Brustoloni já tinha dado um certo andamento, mas não havia catalogação. Quando o padre Vítor faleceu, recolheu-se todo o material, como depoimentos, santinhos de lembrança de ordenação, cartas de sua irmã etc. Então havia um material nas caixas. Tanto que, agora, precisa ser refeito, reelaborado, catalogado.
Foi um contato, de início, um pouco difícil. Foi interessante esse processo de contato com a fonte primeiríssima, através da leitura de tudo isso, dos programas de rádio, que foram datilografados, impressos e agora estão digitalizados. Depois, foi partir para a redação do livro.

JS – O livro não é uma biografia comum, já que relaciona fatos da época à vida do biografado. Isso torna a leitura mais atraente para o leitor?
Padre Paiva – Essa pergunta seria mais interessante que o leitor respondesse, mas eu tentei colocar o padre Vítor no contexto: quando nasceu, onde viveu, como trabalhou, a eclesiologia, a teologia da época, o pré e pós Concílio. O objetivo é facilitar ao leitor encontrar o padre Vítor no seu meio, no seu contexto histórico. Penso que tive essa intenção, no sentido de que a leitura possa ser agradável. Agora, depende de cada um. Não é um livro para você chegar e ler em cinco minutos. São quase 600 páginas e não tem nada de ficção. É tudo provado, comprovado e elaborado a partir de documentos.

JS – Como biógrafo oficial de padre Vítor, de que modo o senhor o definiria?
Padre Paiva – Primeiramente, ele foi definido como Apóstolo da Rádio Aparecida, mesmo em vida. Depois, nesses estudos, nós, confrades, o designamos como missionário da Senhora Aparecida.
Mas, o que me chamou a atenção foram a sua capacidade de trabalho, o seu zelo missionário, o seu gosto em estar com o povo e o sofrimento na doença, que não o abateu. Padre Vítor passou sete anos internado em Campos do Jordão (SP) e voltou para a ativa com todo o gosto, com todo o empenho. Viveu com um pulmão só, depois desse tempo em Campos do Jordão, e morreu praticamente trabalhando.
Portanto, é um zelo. Esse zelo que me chamou a atenção. Esse gosto pela Eucaristia, por Nossa Senhora Aparecida e pelo povo. Esse tripé ajuda-nos e a entender aquilo que nós queremos e podemos ver nele um homem santo.

JS – O que o senhor está preparando no sentido de novas obras? Alguma novidade?
Padre Paiva – A Província Redentorista de São Paulo pediu que eu escrevesse, dentro da coleção da Editora Santuário, o livro Orar 15 dias com Padre Vítor Coelho de Almeida. É um livro mais sistematizado no sentido da espiritualidade. Claro que essa espiritualidade está embasada em Jesus Cristo, mas a obra vai mostrar como ele viveu sua espiritualidade e rezava. A ideia é ajudar o leitor a rezar com o padre Vítor.
Depois, espero publicar, ainda este ano, um material sobre os missionários redentoristas no Brasil. Será um apanhado de datas, sobre fundações, que contará com o apoio da União dos Redentoristas do Brasil (URB). Vou fazer esse apanhado para mostrar por onde estivemos, onde estamos, através de uma fundamentação histórica.

 

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