Por Carolina Alves Em Notícias

Padre Ulysses transborda acolhida aos filhos da Senhora Aparecida

“O Santuário é de verdade a Casa da Mãe, que reúne pessoas e comunidades dos mais diversos lugares como se fosse uma só família.” Quem abre as portas dessa Casa e acolhe cada membro dessa família com carinho e atenção é padre José Ulysses da Silva. Como um bom filho que a casa torna, após diferentes experiências e missões na Igreja, o sacerdote retoma os cuidados com os filhos da Senhora Aparecida, ouvindo-os e dando-lhes uma palavra de alento.

Também integrante dessa família, o devoto e receptivo padre Ulysses abre as portas do próprio coração e acolhe o JS para uma conversa: 

Foto de: Arquivo Pessoal

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“É uma experiência gratificante, principalmente por estar
em contato constante com nosso povo, bebendo da sua fé
em Jesus, do seu carinho por Nossa Senhora e podendo
ajudá-los a renovar a própria esperança”
(Padre Ulysses, sobre a missão no Santuário Nacional)

Jornal Santuário de Aparecida – Conte sobre suas origens e sobre como se tornou um padre redentorista.

Padre José Ulysses da Silva – Nasci em Quilombo, bairro rural de Cachoeira Paulista (SP), em 16 de novembro de 1943. Frequentei a escola primária em Piquete (SP), onde passei minha infância até entrar para o Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida (SP), quando tinha 11 anos. Fiz a primeira profissão como Missionário Redentorista em Aparecida, em 2 de fevereiro de 1963, realizei os estudos filosóficos e teológicos em Tietê (SP) e São Paulo, onde fui ordenado sacerdote em 22 de dezembro de 1968. 

JS – Como padre já teve quais missões na Igreja? Partilhe momentos marcantes de cada uma delas.

Padre Ulysses – Iniciei minha experiência missionária como vigário paroquial em Garça (SP), onde me dediquei aos encontros de evangelização intensiva dos jovens. Após dois anos, fui enviado pelos superiores a Roma, Itália, para frequentar o Pontifício Ateneu Anselmianum , onde recebi o mestrado em Teologia Litúrgica. Ao regressar ao Brasil, lecionei Teologia Litúrgica e Sacramentária no ITESP (Instituto de Teologia São Paulo), vivendo em Aparecida como formador do grupo de seminaristas que cursavam Filosofia. Em seguida, passei a superior dos junioristas (estudantes de Teologia), em São Paulo. Quando dom Carlos foi eleito bispo de Rubiataba-Mozarlândia, em 1979, assumi o cargo de Superior Provincial da Província Redentorista de São Paulo, que exerci até o final de 1984. Em 1985 servi como mestre de noviços em Tietê, mas como membro do Capítulo Geral, fui eleito como conselheiro geral da nossa congregação e por seis anos morei em Roma, com o Superior Geral, padre Lasso de la Vega. Pude visitar inúmeros países em todos os continentes para ver as províncias redentoristas em todo o mundo. Ao regressar ao Brasil em 1991, integrei a equipe de missões populares da comunidade de Tietê. Andei por muitas cidades realizando as Santas Missões. No ano 2000 fui nomeado Reitor do Santuário Nacional, em Aparecida. Em fins de 2002 fui eleito novamente como Superior Provincial. Ao terminar esse mandato, integrei a comunidade da paróquia de Nossa Senhora da Esperança, no Jardim Sinhá, em Sapopemba (SP), onde pude celebrar os 40 anos da minha ordenação, em 22 de dezembro de 2008. Em seguida, voltei a fazer parte da equipe de formação do noviciado de Tietê. Em 2012, o Superior Geral me convocou para servir como secretário geral da congregação em Roma. Regressei em 2015 para integrar a comunidade do Santuário Nacional. 

JS – Como é para o senhor exercer o trabalho no Santuário Nacional?

Padre Ulysses – No Santuário Nacional gasto a maior parte do tempo como confessor, acolhendo, ouvindo e dando o perdão de Jesus a milhares de peregrinos. Sempre que agendado, presido as celebrações eucarísticas. É uma experiência gratificante, principalmente por estar em contato constante com nosso povo, bebendo da sua fé em Jesus, do seu carinho por Nossa Senhora e podendo ajudá-los a renovar a própria esperança, principalmente por meio do sacramento da penitência. 

JS – Para o senhor o que significa Nossa Senhora e o Santuário Nacional?

Padre Ulysses – Eu tenho Nossa Senhora Aparecida principalmente como Mãe carinhosa para mim e para todo o povo. É impossível ter devoção a Nossa Senhora Aparecida sem ter carinho pelo povo que acorre a Aparecida. O Santuário é de verdade a Casa da Mãe, que reúne pessoas e comunidades dos mais diversos lugares como se fosse uma só família. A piedade do povo diante de Nossa Senhora, a vibração com que participa das celebrações, a alegria do encontro fraterno de milhares de pessoas, tudo isso faz parte da beleza do Santuário Nacional. Aqui a minha alegria é ser um bom servidor de Nossa Senhora e um bom acolhedor de cada pessoa. 

JS – Os textos do senhor ao JS são relacionados à trajetória do Papa Francisco na Igreja. O que aprendeu com ele durante esse tempo?

Padre Ulysses – O Papa Francisco foi eleito quando eu ainda morava em Roma. Foi uma surpresa total. E continua sendo uma surpresa maravilhosa, porque ele está sendo um verdadeiro profeta em suas palavras e em suas decisões, tanto para a Igreja Católica como para toda a humanidade. Acho que suas inúmeras mensagens não podem ser esquecidas. Por isso, sabendo que a maior parte do nosso povo dificilmente lê os documentos do Papa, procuro ir sublinhando algumas de suas afirmações importantes, que devem provocar uma mudança principalmente na mentalidade de muitos católicos. O Papa nos convoca com força para uma responsabilidade social diante do ser humano sofrido e diante da nossa casa comum a terra, tão explorada. Ou seja, para ser um bom cristão não basta cantar “aleluias” nem cuidar apenas do próprio bem-estar espiritual. É preciso ser discípulo de Jesus e continuar sua ação libertadora no mundo, em favor da justiça, da paz e do cuidado com o meio ambiente.

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