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Papa Francisco visita Cuba e Estados Unidos

O Papa Francisco partiu, no dia 19 de outubro, de Roma com destino a Havana para dar início a décima viagem internacional do seu pontificado, durante a qual visita Cuba e os Estados Unidos.

Numa visita histórica de quatro dias, o Papa pediu que Cuba e Estados Unidos avancem na normalização das relações bilaterais. "Somos testemunhas de um acontecimento que nos enche de esperança: o processo de normalização das relações entre os dois países, depois de anos de distanciamento. É um processo, um sinal da vitória da cultura do encontro e do diálogo", disse Francisco.

Foto de: AP

Papa ONU - AP

Discurso crítico de Francisco na ONU sobre instituições financeiras e tratamento inadequado
do meio ambiente foi ponto alto da visita do Papa aos Estados Unidos

 

Em Cuba, Francisco teve passagens por Havana, Holguin e Santiago, para encontros com jovens, famílias, bispos e Fidel Castro.

Segundo o Vaticano, Francisco e Fidel conversaram sobre vários temas do mundo atual e trocaram presentes de cortesia.

De acordo com o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, o Papa foi recebido na casa de Fidel Castro, em Havana, num “ambiente muito familiar e informal”. Segundo ele, o encontro durou cerca de 40 minutos na presença de vários parentes do ex-presidente cubano.

Esta também é a primeira visita de Francisco aos Estados Unidos, onde permaneceu até o dia 27. Na agenda do Pontífice, uma visita à Casa Branca, um encontro com bispos, além de canonizar o beato Junípero Serra (frade franciscano que fundou a rede de missões na Alta Califórnia, então parte da província de Las Califórnia na Nova Espanha, atual estado da Califórnia.

Ele pediu aos bispos norte-americanos para acolherem “sem medo” os imigrantes da América Latina. “Nenhuma instituição norte-americana fez mais pelos imigrantes que as comunidades cristãs”, disse. “Como um pastor do sul”, disse o Papa argentino, “sinto necessidade de encorajá-los”.

O Papa também exortou os bispos a trabalhar para que “não se repitam nunca mais os crimes e os momentos obscuros” que constituíram os abusos sexuais de menores por membros da Igreja Católica dos Estados Unidos.

Francisco também foi ao Congresso norte-americano. É o primeiro Papa a discursar no plenário da Casa Legislativa dos Estados Unidos.

Ele pediu aos parlamentares que trabalhem para combater a hostilidade contra os imigrantes; que tenham comprometimento com políticas para conter os efeitos das mudanças climáticas; sugeriu uma ação de combate a todo tipo de fundamentalismo e o fim da pena de morte no país.

Durante a Cúpula, na ONU, foi assinada a Agenda de Desenvolvimento Sustentável, agora chamada Agenda 2030, que define programas, ações e diretrizes para orientar o trabalho da ONU e de países-membros rumo ao desenvolvimento sustentável.

No mesmo dia, o Papa participou de um encontro com vítimas de atentados terroristas de 2001, no memorial Ground Zero, onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center. Depois, Francisco recebeu imigrantes e, à noite, fez uma peregrinação no Central Park, além de uma missa na Madison Square Garden.

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