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Perda auditiva deve ser maior na atual geração de jovens

A overdose sonora trazida pela modernidade submete pessoas a barulhos intensos e pode trazer consequências nada agradáveis à audição. Para jovens, ouvir música no celular é tão obrigatório quanto um smartphone com agenda para um executivo. Mas quem adere a tais hábitos deve atentar para alguns cuidados. São os próprios médicos e fonoaudiólogos que alertam: a juventude deve ter mais consciência quanto aos riscos do som alto e proteger a audição sob pena de ter perda auditiva antes de envelhecer.

Foto de: Arquivo Pessoal

Cileide Olbrich - Arquivo Pessoal

Cileide indica o exame anual de audiometria

De acordo com a fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas, Cileide Olbrich, as principais consequências da exposição a barulhos intensos são estresse, irritabilidade, sono perturbado, falta de concentração, hipertensão, zumbido e até mesmo perda de audição. Ela dá dicas: “Evite ambientes com som muito alto, cuidado com medicamentos ototóxicos (medicamentos que contribuem para a perda auditiva), priorize uma boa alimentação, tenha um sono regular, evite o uso de hastes flexíveis (cotonetes)”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015 haverá pelo menos 1,1 bilhão de pessoas com alguma perda auditiva e 360 milhões já estão completamente surdos.

Ouvir música em fones de ouvido dá mais disposição para malhar nas academias. Mesmo ao andar nas ruas ou no transporte coletivo, a música alta ajuda a abafar o barulho do trânsito, além de proporcionar bem-estar. Mas a geração da tecnologia, que não larga os smartphones, dependerá mais de aparelhos de audição no futuro. Isso porque se expor a uma intensidade sonora acima de 80 decibéis todos os dias pode provocar danos irreversíveis na audição com o passar do tempo. No entanto, as consequências do uso frequente de fones de ouvido não são as mesmas para todos. Variam de acordo com o período de exposição sonora e a predisposição genética.

Usar corretamente os fones, além de garantir a saúde auditiva, previne possíveis acidentes, já que eventualmente pessoas podem ficar impossibilitadas de ouvir sons de alerta, como uma buzina, se estivesse com o volume muito alto, por exemplo. “Fones de ouvido utilizados por longos períodos, com o som em altas intensidades, podem lesar a audição de forma irreversível. Todos os modelos podem ser utilizados desde que por curtos períodos e com o som em intensidade moderada”, afirma a fonoaudióloga.

O limite deve ser sempre a escala intermediária, ou seja, se o volume pode ser regulado de 0 a 10, o correto é usar os fones no 5. É recomendado aos jovens que usam fones de ouvido com muita frequência que façam anualmente uma avaliação chamada audiometria. É o exame que informa se o paciente já apresenta perda de audição e como deve proceder, a partir daí, para evitar o agravamento do problema. Quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor.

A surdez é uma das três deficiências mais comuns no Brasil, atingindo quase seis milhões de pessoas, mas por ser um problema silencioso, as pessoas levam em média 10 anos entre detectar a perda auditiva e o início do tratamento.

De acordo com Cileide, não é uma regra, mas é natural que ao longo da vida o sistema auditivo se deteriore, assim como todas as células do organismo. Por isso, quanto mais cuidado melhor.

Perdas auditivas podem não ser recuperadas

Em caso de perda auditiva que não pode ser tratada com medicamentos ou cirurgia, o uso de aparelhos auditivos auxilia a voltar a ouvir determinados sons. Porém, é bom lembrar que a perda auditiva causada pela exposição constante a níveis sonoros intensos é irreversível e, se não for tratada, pode isolar a pessoa das atividades de convívio social, levando à depressão e às vezes até influenciando outros aspectos da saúde geral do indivíduo.

Depois do diagnóstico do médico, cabe aos fonoaudiólogos indicar qual tipo e modelo de aparelho são indicados para atender às necessidades do deficiente auditivo. Atualmente, a tecnologia e o design moderno dos aparelhos estão ajudando a derrubar preconceitos. Já existe uma diversidade de modelos de aparelhos auditivos completamente invisíveis, que não trazem nenhum constrangimento a quem os usa.

Tecnologia surpreendente

Foto de: Reprodução

Problemas Auditivos - Reprodução

A nova plataforma Inium traz os modelos mais modernos
de aparelhos existentes no mercado. Contém dispositivos
que proporcionam uma vida normal aos usuários

Os aparelhos auditivos estão em constante desenvolvimento, com uma tecnologia ultra-avançada que permite ao usuário ter uma audição bem próxima do normal. Já existem plataformas que trabalham com um processador quad-core como em computadores que resulta em um aparelho muito mais veloz, com capacidade de responder e realizar várias funções ao mesmo tempo, com menor consumo de bateria. 

Cileide explica que, através das automaticidades, como microfone direcional e redutor de ruído, a fala é priorizada em ambientes ruidosos, oferecendo excelente audibilidade e conforto. “Os aparelhos atuais, além de dar audibilidade também se conectam aos equipamentos externos através do sistema de conectividade e sistema de FM”, conta.

O sistema de conectividade utiliza transmissão via bluetooth. Pode ser usado com equipamentos como telefone fixo, celular, TV, computador, i-Pad e outros. Desta forma, os aparelhos auditivos deixam de ser apenas um corretor isolado da perda auditiva, tornando-se uma interface entre o sistema auditivo do usuário e os mais modernos acessórios de áudio, aumentando ainda mais a qualidade de vida dos usuários. O sistema de FM utiliza transmissão por frequência modulada e é indicado principalmente para ambiente escolar.

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