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Profissionais da imprensa falam sobre cobertura da Assembleia dos Bispos

Olhares atentos, flashes aos montes, microfones, gravadores e câmeras postas. É intenso o trabalho dos colegas jornalistas durantes os 10 dias da Assembleia Geral dos Bispos. Corre para um lado, corre para o outro, entrevista, anota, grava. Jornal, revista, rádio, televisão e internet. Profissionais se encontram, trocam experiências, ajudam-se, fazem amizade, network, aprendem. Um trabalho árduo, digno de construir memória, de registrar a história em vários meios de comunicação.

Se a tecnologia tivesse evoluído a ponto de registrar todas as discussões da Igreja no Brasil ao longo de 53 assembleias, teríamos um raro acervo de assuntos, de fatos, de diálogos. Poderíamos ter vídeos ou podcasts com participação de dom Helder Câmara ou outros que marcaram época. Mas cada qual tem o seu tempo, o seu contributo a deixar.

A assembleia Geral dos Bispos é, sem dúvida, um campo fértil de exercício do jornalismo. Conviver de perto com a realidade da Igreja, dá a dimensão exata que todos deveriam ter. Definitivamente dá para ver que a Igreja Católica discute e deseja também contribuir com a sociedade e quem tem a oportunidade de vivenciar de perto essa experiência recebe um grande presente.

Discute-se sobre reforma política, sobre os povos indígenas, sobre reforma agrária, ecumenismo, família ou qualquer outro assunto que se entenda ser importante para o povo. Os bispos não estão ali para simplesmente rezar pedindo que graças caiam sobre a vida das pessoas e que assim possamos viver felizes como em um paraíso. Eles incentivam um protagonismo firme da sociedade sobre o governo e mostram que é possível ter voz e vez.

É lugar onde gerações de profissionais se encontram. Desde José Maria Mayrink, do Jornal Estado de S. Paulo, que cobre as assembleias desde 1967, até o mais inexperiente e novato dos estagiários. É também lugar onde encontramos desde a Rede Globo, até os jornais de bairro. O veículo de inspiração católica e os veículos seculares. Um verdadeiro espaço democrático para imprensa. Foram 130 jornalistas credenciados e o JS ouviu a opinião de alguns.

Foto de: Eduardo Gois / JS

Cleide Barbosa - Eduardo Gois JS

Cleide Barbosa, Rádio 9 de Julho: “Estar em Aparecida pelo quinto ano consecutivo para mim é um momento de aprendizado, de crescimento, de avaliar que temos mais do que um trabalho como jornalista, é uma missão, é uma reafirmação dos meus valores na fé católica, na Igreja católica. Estar em Aparecida, no Santuário, na casa da Mãe, por tudo que significa este santuário, e as assembleias, é uma motivação a mais para que eu siga no segmento católico como jornalista”

 

 

Foto de: Allan Ribeiro / JS

José Maria Mayrink - Allan Ribeiro JS

José Maria Mayrink, Jornal Estado de S. Paulo: “Em 1967, eu era do Jornal do Brasil, morava no Rio. Eu tinha um interesse pelas coisas da Igreja e alguma informação, fui seminarista, fiz até o segundo ano de teologia, e quando eu saí do seminário, fui fazer jornalismo. Levei uma bagagem, que coincidiu com a época do Concílio Ecumênico Vaticano II, daí fiz reportagem sobre concílio, cerimônias de Igreja, conhecia a linguagem, desde então cubro Igreja, especialmente Igreja católica. Houve uma época em que os jornais tinham muito mais interesse. O contato com a Igreja sempre foi importante sobretudo como grande fonte de informação. Cobri uma época em que a CNBB tinha dom Helder Câmara, dom Pedro Casaldáliga, que eram bispos de grande projeção, com todo o respeito ao atual episcopado” 

Foto de: Eduardo Gois / JS

Polyana Gonzaga - Eduardo Gois JS

Polyana Gonzaga, Portal A12: “É uma oportunidade única de encontrar bispos de todo o país, que para nós, é uma oportunidade importante para ver realidades diferentes, dialogar sobre os desafios da Igreja no Brasil, e de ter acesso a esses bispos. Eu acredito que a imprensa católica tem evoluído e se preparado para estar presente nos diversos meios, produzindo muito conteúdo e participando de momentos em que outros veículos também reúnem-se para discutir a comunicação na Igreja e a evangelização”

Foto de: Eduardo Gois / JS

Silvonei José - Eduardo Gois JS

Silvonei José, Rádio Vaticano: “O nosso trabalho vem até a Igreja do Brasil para levar para a capital da catolicidade esse modelo e essa Igreja viva que nós temos, é uma ponte ao contrário, pois ao invés de trazermos notícias do Vaticano para o Brasil, levamos notícias do Brasil para o Vaticano” 

 

 

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