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Projeto Envolva-se leva espírito de corresponsabilidade cidadã

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envolva-se

Projeto acontece em 12 estados e 21 cidades brasileiras

Um evento inspirador. Assim descreveu Renata de Oliveira Eufrásio, voluntária do Projeto Arca Agora, de São José dos Campos (SP), avaliando a oficina do projeto Envolva-se. “O evento deixou uma mensagem significativa sobre a importância de saber ouvir o outro”, afirmou. A ideia de Renata é levar uma das práticas desenvolvidas durante a oficina para o Arca Agora, no qual trabalha com crianças e adolescentes carentes do bairro Jardim Mariana 2. “Gostei muito da dinâmica do relato das histórias de vida. É importante saber ouvir e conhecer novas realidades”, enfatizou.

O projeto tem uma agenda em 12 Estados e 21 cidades, como, por exemplo Alagoinhas (BA), Aracaju (SE), Carauari (AM), Coari (AM), Duque de Caxias (RJ), Esteio (RS), Fortaleza (CE), Ipojuca (PE), Macaé (RJ), Maceió (AL), Manaus (AM), São Francisco do Conde (BA), Mossoró (RN), São Gonçalo do Amarante (RN), Valença (BA), Vitória (ES) etc. Normalmente reúne lideranças comunitárias, cidadãos moradores da região, representantes do setor público e estudantes. No encontro, eles têm a oportunidade de trocar experiências e histórias de vida.

Jackson Mendes

Projeto Envolva-se

Projeto Envolva-se estimula reflexão e troca de experiências
entre comunidades

A porta-voz do projeto, Cristiane Ostermann, explica que o Envolva-se é uma oficina de relatos e experiências das pessoas. São escolhidos temas que envolvem a cidadania e a valorização do positivo, ou seja, os aspectos bons.

Dessa forma o projeto nasceu como uma possibilidade para fomentar o protagonismo de lideranças nas comunidades carentes. “Aplicamos uma formação para criação de projetos e como trabalhar em redes, ou seja, ferramentas para que eles possam se articular melhor em suas comunidades. A oficina investe em momentos em que as pessoas se sentem importantes e vivas, para ajudarem a transformar alguma realidade”, conta.

Um dos diferenciais é a abertura que se tem ao criativo e à valorização das histórias e realidades de cada pessoa, descrita nos relatos, para poder trabalhar a comunicação comunitária. “Pegamos as histórias e fazemos programas de rádio. É fantástico, pois ajudamos as pessoas organizarem as ideias e mostrarem que a comunicação é uma ferramenta fantástica para buscar parceiros, para formar uma rede, discutir ideias e lutar por causas.” 

A vice-diretora da Escola Ruth Coutinho, do bairro Santa Inês II, Fabíola Fonseca Mota da Silva, em São José dos Campos, aprovou a dinâmica de trabalho proposta na oficina. “O mais interessante foi ver as pessoas trabalhando juntas, ouvindo a história uma das outras e refletindo sobre melhorias para a sua comunidade”, opinou Fabíola.

O engajamento social é uma das principais pautas do projeto, que estimula seus participantes a se envolverem mais nas comunidades onde moram. “Quem recebe o bem faz o bem. O projeto mostra que sempre pode existir algo a oferecer. Ele é um grande incentivo e alimenta as boas atitudes para a construção de uma história feliz”, disse a vice-diretora da Escola da Família, também de São José dos Campos, Andrea Carneiro Oliveira.

Como se nota, há um despertar do espírito comunitário. Também cria-se, por meio dos relatos, vínculos nunca estabelecidos localmente, como pessoas que moram no mesmo bairro e nunca tiveram oportunidade de conversar, muito menos de oportunidade de trabalhar em rede.

Para Cristiane, as experiências são bastante positivas, mas o que falta é uma articulação e um trabalho de união entre empresas, organizações e comunidades, onde o foco é sempre espalhar e compartilhar ideias sem se preocupar com vaidades. “Tem muita gente no Brasil fazendo coisas legais e muitas pessoas, organizações e empresas que já entenderam o seu papel. O que falta é maior união.”

Luan Stevens

Projeto Envolva-se leitura

Comunicação é utilizada como ferramenta

Ela destaca que a oficina, além de tudo, eleva a autoestima das pessoas. Há um retorno dos participantes que nunca sentiram capazes de poder fazer um programa de rádio, por não terem tido oportunidades de estudos. O fato de sentirem-se capazes eleva e cria um espírito de maior autoestima.

Para Cristiane, como foi dito, a comunicação não precisa ser feita apenas por grandes veículos. As comunidades podem utilizar-se da comunicação para transformar as próprias realidades.

Na oficinas, que têm duração de oito horas envolvendo os turnos da manhã e da tarde, são trabalhadas de forma prática questões sobre cidadania e comunicação. Com dinâmicas interativas, os participantes refletiram sobre ações possíveis em suas comunidades. Relatos de experiências servem para inspirar os participantes a realizarem ainda mais em suas comunidades. O evento é uma realização do Instituto de Comunicação Social e Cidadania (Incomun), em parceria com a empresa Signi, e com o patrocínio da Petrobras.

Conheça mais o projeto Envolva-se, acesse: https://www.envolva-se.com

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