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Promover a paz e o amor ao próximo são saídas para um mundo em conflito

Escrito por Redação A12

28 JAN 2021 - 10H59 (Atualizada em 29 JAN 2021 - 11H14)

Desde o ano de 1948, em virtude do assassinato do líder pacifista Mahatma Gandhi, o mundo celebra no dia 30 de janeiro o Dia Mundial da Não-Violência, que é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à educação para a paz, à solidariedade e o respeito pelos direitos humanos.

A celebração deste dia chama a atenção para a não-violência em qualquer contexto socialSão tempos difíceis na humanidade, então, iniciativas como estas se mostram importantes para gerar reflexões na sociedade. 


Shutterstock
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Fechar os olhos para os marginalizados também é violência

O Papa Francisco, em algumas oportunidades que teve, não esqueceu dos pobres e marginalizados. Ele destaca a proximidade aos mais necessitados como um aspecto fundamental da comunidade cristã. Francisco afirma que o bem se faz “sujando” as mãos, ou seja, os cristãos devem se aproximar e estender as mãos àqueles que a sociedade tende a excluir.

“Aproximando-se dos excluídos do seu tempo, Jesus “sujou” as mãos tocando os leprosos. E, assim, ensinou à Igreja que não se pode fazer comunidade sem proximidade. Não se pode fazer a paz sem proximidade. Não se pode fazer o bem sem se aproximar. Jesus poderia muito bem ter dito: ‘Sê purificado!’. Mas não: aproximou-se e o tocou. E mais! No momento em que Ele tocou o impuro, tornou-se também Ele impuro. E esse é o mistério de Cristo: toma para si as nossas sujeiras, as nossas impurezas.

Proximidade é estender a mão

Leia MaisMensagem para o Dia Mundial das Missões: mensageiros e instrumentos da compaixãoO Papa também já ressaltou a admiração que Jesus suscita com as suas afirmações e os seus gestos: 

“Quantas pessoas seguiram Jesus naquele momento e seguem Jesus na história, porque ficam impressionadas pelo modo como fala. 

Quantas pessoas olham de longe e não entendem, não lhes interessa… Quantas pessoas olham de longe, mas, com o coração mau, para testar Jesus, para criticá-lo, para condená-lo… E quantas pessoas olham de longe porque não têm a coragem que ele teve de se aproximar, mas têm tanta vontade de fazê-lo! 

E naquele caso, Jesus estendeu a mão, antes. No seu ser, estendeu a mão a todos, fazendo-se um de nós, como nós: pecador como nós, mas sem pecado, mas sujo dos nossos pecados. E esta é a proximidade cristã”.

“Proximidade é uma bela palavra", alerta Papa Francisco: “Eu sei aproximar-me? Tenho ânimo, força, coragem de tocar os marginalizados?”. Essas são perguntas que dizem respeito também à Igreja, às paróquias, às comunidades, aos consagrados, aos bispos, aos padres, a todos.

Importe-se com o outro, encontre a paz

A missão evangelizadora da Igreja, de anunciar Jesus até os confins da terra, como um aspecto essencial da vida cristã, está sendo posta em prática. Vários bispos de dioceses e arquidioceses de diferentes partes do planeta estão engajados, diante de um mundo extremamente eufórico e em transformação de valores, culturas e pensamentos. A Igreja definitivamente busca a paz também nas grandes cidades. É um esforço pastoral que está de acordo com o Documento de Aparecida e com a exortação apostólica Evangelii Gaudium, que trazem os pensamentos do Papa Francisco.

No Brasil, paróquia paulistana é exemplo de acolhimento

Allan Ribeiro/JS
Allan Ribeiro/JS


O mundo se encontra na paróquia Nossa Senhora da Paz, na região central da capital paulista. São haitianos, sul-americanos, africanos, venezuelanos e árabes que trazem na bagagem histórias de sofrimento, perseguição e angústia. Em solo brasileiro, buscam pelo sonho de uma nova vida, de conseguirem um emprego, de constituírem uma família, ou de, ao menos, viverem em paz. Com o auxílio de três padres da Ordem dos Scalabrinianos, e outros muitos colaboradores e voluntários, esses migrantes tentam um recomeço de forma digna.

Esse trabalho desenvolvido pela Missão Paz acolhe imigrantes de diversas nacionalidades, sem nenhuma forma de distinção, desde o fim da Primeira Guerra Mundial. Cerca de 110 leitos são disponibilizados pela Casa do Migrante, além de refeições e local para banho.

A Missão tem um papel importante, pois dá a esses povos a possibilidade de vislumbrarem um novo horizonte, tanto do ponto de vista de documentação como o de terem quem os escutem. Os estrangeiros que passam pela casa conseguem emprego principalmente em setores como hotelaria, gastronomia, construção civil e serviços gerais. Muito além do dinheiro que precisam para as necessidades básicas de sobrevivência, eles encaminham remessas aos familiares que ficaram na terra natal.

Além do eixo trabalho, o local se dedica a outras atividades. Os abrigados passam por atendimento religioso, psicológico, médico, odontológico e social. Eles recebem orientação de como conseguirem a emissão de visto, refúgio, carteira de trabalho, são informados sobre os direitos trabalhistas que possuem, entre outros aspectos. Os filhos dos migrantes também são matriculados na rede de ensino. 

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