Por Redação A12 Em Notícias Atualizada em 30 JAN 2020 - 08H36

Promover a paz e o amor ao próximo são saídas para um mundo em conflito

Desde o ano de 1948, em virtude do assassinato do líder pacifista Mahatma Gandhi, o mundo celebra no dia 30 de janeiro o Dia Mundial da Não Violência, que é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à educação para a paz, à solidariedade e o respeito pelos direitos humanos. A celebração deste dia chama a atenção para a não violência em qualquer contexto social. São tempos difíceis na humanidade, então iniciativas como estas se mostram importantes para gerar reflexões na sociedade. 


Shutterstock
Shutterstock


Fechar os olhos para os marginalizados também é violência

O Papa Francisco em algumas oportunidades que teve não esqueceu dos pobres e marginalizados. Ele destaca proximidade aos mais necessitados como um aspecto fundamental da comunidade cristã. Francisco afirma que o bem se faz “sujando” as mãos, ou seja, os cristãos devem se aproximar e estender as mãos àqueles que a sociedade tende a excluir.

“Aproximando-se dos excluídos do seu tempo, Jesus “sujou” as mãos tocando os leprosos. E, assim, ensinou à Igreja que não se pode fazer comunidade sem proximidade. Não se pode fazer a paz sem proximidade. Não se pode fazer o bem sem se aproximar. Jesus poderia muito bem ter dito: ‘Sê purificado!’. Mas não: aproximou-se e o tocou. E mais! No momento em que Ele tocou o impuro, tornou-se também Ele impuro. E esse é o mistério de Cristo: toma para si as nossas sujeiras, as nossas impurezas.”

Proximidade é estender a mão

Leia MaisSaiba a diferença entre migrante, imigrante e refugiado e as datas dedicadas a elesO Papa ressaltou a admiração que Jesus suscita com as suas afirmações e os seus gestos. “Quantas pessoas seguiram Jesus naquele momento e seguem Jesus na história porque ficam impressionadas pelo modo como fala.”

“Quantas pessoas olham de longe e não entendem, não lhes interessa… Quantas pessoas olham de longe, mas com o coração mau, para testar Jesus, para criticá-lo, para condená-lo… E quantas pessoas olham de longe porque não têm a coragem que ele teve de se aproximar, mas têm tanta vontade de fazê-lo! E naquele caso, Jesus estendeu a mão, antes. No seu ser estendeu a mão a todos, fazendo-se um de nós, como nós: pecador como nós, mas sem pecado, mas sujo dos nossos pecados. E esta é a proximidade cristã”.

“Proximidade” é uma bela palavra, concluiu Francisco, convidando os fiéis a um exame de consciência: “Eu sei aproximar-me? Tenho ânimo, força, coragem de tocar os marginalizados?”. Essas são perguntas, disse, que dizem respeito também à Igreja, às paróquias, às comunidades, aos consagrados, aos bispos, aos padres, a todos.

Importe-se com o outro, encontre a paz

A missão evangelizadora da Igreja, de anunciar Jesus até os confins da terra, como um aspecto essencial da vida cristã, está sendo posta em prática. Vários bispos de dioceses e arquidioceses de diferentes partes do planeta estão engajados, diante de um mundo extremamente eufórico e em transformação de valores, culturas e pensamentos. A Igreja definitivamente busca a paz também nas grandes cidades. É um esforço pastoral que está de acordo com o Documento de Aparecida e com a exortação apostólica Evangelii Gaudium, que trazem os pensamentos do Papa Francisco.

No Brasil, paróquia paulistana é exemplo de acolhimento

Allan Ribeiro/JS
Allan Ribeiro/JS

O mundo se encontra na paróquia Nossa Senhora da Paz, na região central da capital paulista. São haitianos, sul-americanos, africanos e árabes que trazem na bagagem histórias de sofrimento, perseguição e angústia. Em solo brasileiro, buscam pelo sonho de uma nova vida, de conseguirem um emprego, de constituírem uma família, ou de, ao menos, viverem em paz. Com o auxílio de três padres da ordem dos scalabrinianos, e outros muitos colaboradores e voluntários, esses migrantes tentam um recomeço de forma digna.

Esse trabalho desenvolvido pela Missão Paz acolhe imigrantes de diversas nacionalidades, sem nenhuma forma de distinção, desde o fim da Primeira Guerra Mundial. Cerca de 110 leitos são disponibilizados pela Casa do Migrante, além de refeições e local para banho.

A Missão tem um papel importante, pois dá a esses povos a possibilidade de vislumbrarem um novo horizonte, tanto do ponto de vista de documentação como o de terem quem os escutem. Os estrangeiros que passam pela casa conseguem emprego principalmente em setores como hotelaria, gastronomia, construção civil e serviços gerais. Muito além do dinheiro que precisam para as necessidades básicas de sobrevivência, eles encaminham remessas aos familiares que ficaram na terra natal.

Além do eixo trabalho, o local se dedica a outras atividades. Os abrigados passam por atendimento religioso, psicológico, médico, odontológico e social. Eles recebem orientação de como conseguirem a emissão de visto, refúgio, carteira de trabalho, são informados sobre os direitos trabalhistas que possuem, entre outros aspectos. Os filhos dos migrantes também são matriculados na rede de ensino. 


2 Comentários

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Redação A12, em Notícias

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.